
Hamburger
Carne moída moldada em disco, grelhada ou na chapa e servida dentro de um pão redondo. Várias cidades americanas disputam a origem do sanduíche, e ele se tornou uma das comidas mais associadas aos Estados Unidos.
Sabores · Havaí
Gelo raspado bem fino, com textura de neve, regado com xaropes de frutas como goiaba, maracujá, manga e coco. Chegou ao Havaí com os trabalhadores japoneses das plantações de cana.
Doce típico de Havaí
Também chamado: shave ice havaiano
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Shave ice — Havaí, Estados Unidos
O shave ice vem do kakigōri japonês, o gelo raspado com xarope. Foi trazido ao Havaí pelos imigrantes japoneses que chegaram para trabalhar nas plantações de cana a partir do fim do século 19. No começo do século 20, pequenas lojas de famílias japonesas já vendiam o gelo raspado aos trabalhadores, e por muito tempo ele foi um doce dos domingos, o dia de folga nas plantações.
O nome é em inglês do Havaí, o pidgin: shave ice, e não shaved ice. A diferença também está na textura: o gelo é raspado numa lâmina até ficar fino como neve e absorver o xarope, em vez de ser moído em grãos, como nas raspadinhas comuns.
Os sabores são os das ilhas — goiaba, maracujá (lilikoʻi), manga, coco, lichia — e há quem peça com sorvete por baixo, feijão azuki doce ou leite condensado por cima. É vendido em barracas, lojinhas e caminhões, perto das praias e nas cidades pequenas.
Gelo raspado bem fino; xaropes de frutas (goiaba, maracujá, manga, coco, lichia); opcionalmente sorvete, feijão azuki doce ou leite condensado.
Num copo ou cone de papel, com colher e canudo, logo depois de servido.
O ano inteiro; muito procurado nos dias quentes e depois da praia.
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No shave ice, o gelo é raspado numa lâmina até ficar fino como neve e absorve o xarope; na raspadinha comum, o gelo é moído em grãos.
Do kakigōri japonês, trazido ao Havaí pelos imigrantes japoneses que trabalhavam nas plantações de cana.
Os das frutas das ilhas, como goiaba, maracujá, manga, coco e lichia.
Sabores dos Estados Unidos

Carne moída moldada em disco, grelhada ou na chapa e servida dentro de um pão redondo. Várias cidades americanas disputam a origem do sanduíche, e ele se tornou uma das comidas mais associadas aos Estados Unidos.

Mistura de gordura batida até ficar fofa com frutas silvestres, às vezes com peixe cozido, preparada pelos povos nativos do Alasca. O nome vem do iupique e quer dizer "mistura".

Bala macia e puxa-puxa de açúcar, xarope de milho, manteiga e sabores, embrulhada em papel torcido nas pontas. É o doce mais ligado ao calçadão de Atlantic City desde o fim do século 19.

Bolo de duas camadas de pão de ló recheadas com creme de confeiteiro e cobertas de chocolate. Apesar do nome, não é torta. Nasceu em Boston no século 19 e é o doce oficial de Massachusetts desde 1996.

Sopa cremosa de mariscos com batata, cebola e toucinho, engrossada com leite ou creme. É o prato mais associado a Boston e à costa da Nova Inglaterra, e costuma vir com pequenas bolachas salgadas.

Ensopado espesso de caudas de lagostim cozidas num molho de roux claro com cebola, aipo e pimentão, servido sobre arroz branco. É um dos pratos da cozinha cajun do sul da Luisiana.

Sanduíche de rosbife malpassado no pão kummelweck, coberto de sal grosso e alcaravia, com raiz-forte e o pão molhado no caldo do assado. É a especialidade das tavernas de Buffalo, mais antiga que as asas de frango.

Asas de frango fritas sem empanar e envolvidas em molho de pimenta e manteiga, servidas com aipo e molho de queijo azul. Foram criadas em Buffalo em 1964, segundo a versão mais aceita.

Carne de porco assada devagar na brasa de lenha, picada ou desfiada e temperada com molho de vinagre e pimenta. No leste do estado assa-se o porco inteiro; no Piemonte, a paleta, com um molho que leva um pouco de tomate.

Sopa cremosa de Charleston feita com carne de siri-azul e ovas da fêmea, que dão cor alaranjada e o nome ao prato; termina com um pouco de xerez. A receita com ovas é atribuída a William Deas, cozinheiro de uma família da cidade, no início do século 20.

Pizza assada numa forma de bordas altas, com massa amanteigada, muçarela por baixo, recheios no meio e molho de tomate em pedaços por cima. Nasceu em Chicago em 1943 e se come com garfo e faca.

Salsicha de carne bovina num pão macio com sementes de papoula, coberta de mostarda amarela, relish verde, cebola, tomate, picles em lança, pimentas em conserva e sal de aipo — 'passado pela horta', como dizem em Chicago. Ketchup não entra.

Molho fino de carne moída com canela, cravo e outras especiarias do Mediterrâneo, servido sobre espaguete e coberto com uma montanha de queijo cheddar ralado. Foi criado em Cincinnati em 1922 por imigrantes macedônios.

Cubos de carne — tradicionalmente de carneiro ou cordeiro — fritos ou grelhados, temperados com sal ou sal de alho e servidos em palitos com bolachas salgadas. Trazido por imigrantes alemães da Rússia no século 19, é o 'nosh' oficial da Dakota do Sul desde 2018.

Margarita de tequila, suco de limão e licor de laranja transformada em granizado. Em 1971, um jovem restaurador de Dallas adaptou uma máquina de sorvete cremoso para servi-la sempre igual; a máquina original está no Museu Nacional de História Americana, em Washington.

Salsicha de carne bovina num pão macio, coberta com um molho de carne sem feijão, mostarda amarela e cebola picada. É o lanche das coney islands, as lanchonetes de imigrantes gregos de Detroit.

Pizza retangular de massa alta e aerada, assada em forma de aço, com o queijo indo até a borda e formando uma crosta crocante, e o molho de tomate por cima. Nasceu em Detroit em 1946.

Sanduíche da Filadélfia com finas fatias de carne bovina passadas na chapa e queijo derretido num pão italiano comprido. A história mais aceita o liga a um vendedor de cachorro-quente do sul da cidade, em 1930.

Bolinho de massa fermentada frito, sem furo, passado em açúcar e servido quente. Chegou ao Havaí com os imigrantes portugueses da Madeira e dos Açores, e a terça-feira de Carnaval é chamada de Malasada Day nas ilhas.

Cubos de peixe cru temperados, prato de origem havaiana. Na receita mais conhecida, o atum ahi leva shoyu, óleo de gergelim, cebola, alga limu e ʻinamona, feita de noz de kukui torrada.

Arroz branco coberto com um hambúrguer, um ovo frito e molho escuro de carne. Criado em Hilo, na Ilha do Havaí, em 1949, virou um dos pratos mais populares das ilhas.

Torta de massa fina com recheio de creme de leite, açúcar e baunilha, polvilhada com noz-moscada. Foi homenageada pelo Senado do Indiana como torta do estado em 2009.

Shake grosso de tâmara com sorvete de baunilha, de sabor acaramelado. Nasceu nas lojas de tâmaras de beira de estrada do vale de Coachella, na Califórnia.

Pão sírio com presunto, salame e mortadela, salada e molho ácido. Surgiu entre os imigrantes árabes da cidade e costuma vir com tabule e limonada de cereja.

Siri-azul cozido e coberto de manteiga com alho, acompanhado de linguiça, milho, batata e ovo. Variação do cozido de frutos do mar de raiz gullah geechee, com dezenas de casas especializadas em Jacksonville.

Carnes defumadas devagar — costela de porco, peito bovino e as burnt ends, as pontas tostadas do peito — cobertas com um molho espesso, doce e avermelhado de tomate e melaço. É o estilo de churrasco de Kansas City.

Uísque feito com pelo menos 51% de milho e envelhecido em barris novos de carvalho carbonizados por dentro. O Congresso dos Estados Unidos o reconheceu em 1964 como produto característico do país, e o Kentucky concentra a maior parte da produção.

Torta de limão key, o limão pequeno e amarelado das Florida Keys, com leite condensado e gemas, sobre base de biscoito. Associada a Key West desde o fim do século 19, é a torta oficial da Flórida.

Sanduíche de rosbife fatiado no pão francês, com o pão molhado no caldo do assado. Duas casas do centro de Los Angeles, abertas em 1908, disputam a criação.

Sanduíche aberto de peito de peru e fatias de pão cobertos com molho cremoso de queijo, gratinado e finalizado com bacon e tomate. Foi criado num hotel de Louisville em 1926.

Ensopado espesso da Luisiana, servido sobre arroz, feito com um roux escuro de farinha e gordura, a 'santíssima trindade' de cebola, aipo e pimentão, e frutos do mar ou frango com linguiça. É a culinária oficial do estado desde 2004.

Doce cremoso de açúcar, manteiga e chocolate, cozido em tachos de cobre e trabalhado à mão sobre mesas de mármore. É vendido na Ilha Mackinac desde 1887, e os turistas da ilha são chamados de fudgies.

Dois bolinhos macios de chocolate em forma de cúpula, unidos por um recheio cremoso de marshmallow ou creme de manteiga. É o doce oficial do Maine desde 2011.

Bolinho de carne de siri-azul da Baía de Chesapeake, com pouca liga, temperado com mostarda e especiarias e frito ou assado. É o prato mais ligado ao Maryland.

Bolo de oito a dez camadas finíssimas de massa amarela intercaladas com cobertura de chocolate. Nasceu na Ilha Smith, na Baía de Chesapeake, e é a sobremesa oficial do Maryland desde 2008.

O churrasco de Memphis é de porco: costelas temperadas com uma mistura seca de especiarias (dry) ou pinceladas com molho (wet), e paleta desfiada em sanduíche com salada de repolho dentro. Em maio, a cidade recebe um campeonato de churrasco às margens do Mississippi.

Café cubano: um expresso curto e forte, adoçado no preparo, com uma espuma de açúcar por cima. É o café do dia a dia da comunidade cubana de Miami, servido em copinhos nas janelas dos cafés.

Pastel grande de massa assada, em forma de meia-lua, recheado com carne, batata, nabo-sueco e cebola. Chegou à Península Superior do Michigan com os mineiros da Cornualha, no século 19.

Hambúrguer com o queijo derretido dentro da carne, em vez de por cima. Dois bares do sul de Minneapolis disputam a criação, nos anos 1950, e cada um escreve o nome de um jeito.

Frango frito de Nashville coberto com uma pasta de pimenta-caiena e gordura quente, servido sobre uma fatia de pão branco com picles. A receita é atribuída à família Prince, nos anos 1930.

Pizza de massa fina, irregular e muito tostada, assada em forno a carvão ou lenha muito quente. Os moradores de New Haven a chamam de apizza, à moda dos imigrantes do sul da Itália.

Bolinho quadrado de massa fermentada frita, sem furo, coberto de açúcar de confeiteiro e comido quente com café com leite. Popularizado no French Market de Nova Orleans, é o doughnut oficial da Luisiana desde 1986.

Sanduíche de Nova Orleans feito no pão francês local, de casca fina e quebradiça, recheado com camarão ou ostras fritos, rosbife com molho ou outros recheios. O nome é ligado à greve dos condutores de bonde de 1929.

Coquetel de Nova Orleans com uísque de centeio ou conhaque, açúcar e o bitter criado por Antoine Amédée Peychaud, servido num copo perfumado com absinto e casca de limão. É o coquetel oficial da cidade por lei estadual de 2008.

Torta densa e cremosa de cream cheese, ovos e creme, sobre base de biscoito, servida sem cobertura. O estilo nasceu em Nova York depois da invenção do cream cheese, no estado, em 1872.

Pizza grande, de massa fina e crocante, mas flexível a ponto de dobrar a fatia ao meio. Nasceu entre padeiros napolitanos de Nova York e é vendida em fatias por toda a cidade.

Sanduíche de pastrami, carne bovina curada, temperada e defumada, fatiada quente no pão de centeio com mostarda. É o sanduíche das delicatéssens judaicas de Nova York.

Biscoito amanteigado do Novo México, feito tradicionalmente com banha, perfumado com anis e passado em açúcar com canela. É o biscoito oficial do estado desde 1989, o primeiro biscoito oficial de um estado americano.

Hambúrguer coberto com queijo derretido e chile verde do Novo México assado e picado. O turismo oficial do estado mantém uma rota de casas que o servem, e várias cidades disputam a criação.

Pão de cachorro-quente aberto por cima e tostado na manteiga, recheado com carne de lagosta cozida, servida fria com um pouco de maionese ou quente com manteiga derretida. É o sanduíche mais ligado ao litoral do Maine.

Leite gelado misturado com um xarope doce de café. É a bebida oficial de Rhode Island desde 1993.

Chowder de mariscos e batata em caldo de tomate, com toucinho e o ardor adocicado da pimenta datil. Receita de família dos descendentes de colonos de Menorca em Saint Augustine.

Ensopado de carne bovina num molho de pimentas secas, cominho e alho, à moda texana, sem feijão. As chili queens o vendiam em barracas nas praças de San Antonio no século 19; é o prato oficial do Texas desde 1977.

Burrito de carne asada com batata frita dentro, queijo, pico de gallo, creme azedo e guacamole. O órgão de turismo de San Diego o apresenta como criação da cidade, dos anos 1980.

Churrasco de carne bovina temperada com sal, pimenta e alho e assada sobre brasas de carvalho, servido com feijão pinquito, salsa, pão torrado e salada. A câmara de comércio do vale de Santa Maria registrou o cardápio em 1978.

Ensopado de peixes e frutos do mar em caldo de tomate e vinho, criado no século 19 por pescadores italianos, em sua maioria de Gênova, no cais de São Francisco. Vai à mesa com pão para molhar no caldo.

Burrito grande de tortilla de trigo, recheado com carne, arroz, feijão, salsa e creme e embrulhado em papel-alumínio. Nasceu nas taquerias do bairro de Mission, em São Francisco, nos anos 1960.

Bolo baixo de St. Louis com uma base densa e amanteigada e uma cobertura úmida e pegajosa de manteiga, açúcar e ovos, polvilhada de açúcar de confeiteiro. A tradição local o atribui a um erro de padeiro nos anos 1930.

Ravióli recheado de carne, empanado e frito até ficar crocante, servido com parmesão ralado e molho de tomate para mergulhar. Nasceu nos restaurantes italianos do bairro The Hill, em St. Louis, por volta dos anos 1940.

Sanduíche de pão cubano com porco assado, presunto, queijo suíço, picles e mostarda, prensado na chapa. Em Tampa leva também salame. A Câmara Municipal o declarou sanduíche-símbolo da cidade em 2012.

Uísque feito no Tennessee com pelo menos 51% de milho, filtrado em carvão de bordo antes de envelhecer em barris novos de carvalho tostado. Uma lei estadual de 2013 define o que pode levar esse nome.

O churrasco do Texas tem no peito bovino defumado, o brisket, o seu prato principal: temperado só com sal e pimenta-do-reino, cozido por muitas horas na fumaça de lenha e cortado em fatias, servido em papel de açougue com pão, picles e cebola.

Salsicha enrolada em bacon e grelhada, servida num pão macio tipo bolillo com feijão, tomate, cebola, maionese, mostarda e molho de pimenta. Veio do estado mexicano de Sonora e virou símbolo de Tucson.

Ensopado espesso de frango, feijão-de-lima, milho e tomate, cozido por horas em panelões de ferro. A Assembleia Geral da Virgínia aponta o condado de Brunswick como lugar de origem, numa disputa antiga com a Geórgia.

Pãozinho macio assado com fatias ou palitos de pepperoni dentro, que soltam a gordura e temperam a massa. Nasceu entre os mineiros de carvão de origem italiana da Virgínia Ocidental.

Linguiça mais grossa e picante que o cachorro-quente, defumada e grelhada, servida no pão com chili, cebola e mostarda. O órgão de turismo de Washington a chama de prato-assinatura da cidade.

Massa folhada oval, em camadas finíssimas, recheada com frutas, nozes ou creme e coberta com glacê. Trazida por imigrantes dinamarqueses, é o doce oficial do Wisconsin.