
Cozido das Furnas
Cozido de carnes, enchidos e legumes cozinhado durante horas numa panela enterrada junto às caldeiras das Furnas, só com o calor vulcânico do solo. Tradição da ilha de São Miguel, nos Açores.
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
Sabores · Vila Nova de Gaia
Vinho licoroso da denominação de origem Porto, feito com uvas do Douro e ligado às caves de Vila Nova de Gaia, onde a lei concentrou o comércio desse vinho em 1926.
Bebida típica de Vila Nova de Gaia, Porto
Também chamado: Porto, Port wine, Port
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Vinho do Porto — Vila Nova de Gaia, Portugal
O vinho do Porto é um vinho licoroso: durante a fermentação, junta-se aguardente vínica ao mosto, o que interrompe o trabalho das leveduras, preserva parte do açúcar natural da uva e eleva o teor alcoólico, em geral entre 19% e 22%. O resultado é um vinho com diferentes graus de doçura, que pode envelhecer por décadas.
As uvas vêm da Região Demarcada do Douro, no interior do norte de Portugal, onde as vinhas sobem as encostas em socalcos. Vila Nova de Gaia, na margem sul do rio Douro, em frente à cidade do Porto, tornou-se um centro histórico do armazenamento e do comércio desse vinho. O nome vem da cidade de onde o vinho era embarcado para exportação.
Gaia guarda a parte mais visível dessa história. Os comerciantes instalaram ali os seus armazéns, chamados caves, ao longo do cais. Em 1926, o Estado criou em Vila Nova de Gaia um entreposto único e exclusivo, onde se concentraram as empresas de vinho do Porto, para controlar a qualidade e evitar fraudes. O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto certifica a denominação e emite o selo de garantia.
Os estilos dependem do envelhecimento. Os tawny envelhecem em madeira, ganham cor alourada e aromas de frutos secos; podem ter indicação de idade, de 10, 20, 30, 40 ou 50 anos, ou ser colheita de um único ano. Os ruby envelhecem pouco em madeira e guardam a cor viva e a fruta; no topo dessa família está o vintage, de um único ano excecional, que evolui na garrafa. Há também vinho do Porto branco e rosé.
Muitas caves de Gaia recebem visitantes, com explicação sobre o envelhecimento e prova no fim; confirme antes de ir. O vinho do Porto se bebe em cálice pequeno, como aperitivo, com sobremesas ou com queijos.
Vila Nova de Gaia , Porto
O entreposto único do Vinho do Porto foi criado por lei em Vila Nova de Gaia em 1926; é nas caves da cidade que o vinho envelhece.
Uvas de castas autorizadas da Região Demarcada do Douro e aguardente vínica, que interrompe a fermentação.
Em cálice pequeno. Os brancos, mais frescos, como aperitivo; os tawny com sobremesas de frutos secos e ovos; os ruby e vintage com queijos e chocolate. Aprecia-se em pequenas doses.
O ano todo. A vindima no Douro acontece entre o fim do verão e o início do outono.
Tire suas dúvidas
As caves dos comerciantes se instalaram em Gaia, na margem do Douro em frente ao Porto, e em 1926 a lei criou ali um entreposto único para o vinho do Porto, para controlar a qualidade e evitar fraudes.
O tawny envelhece em madeira, ganha cor alourada e aromas de frutos secos. O ruby envelhece pouco em madeira e mantém a cor viva e o sabor de fruta; o vintage, de um único ano, é o topo dessa família.
Não. As uvas e a vinificação são do Douro; as caves de Vila Nova de Gaia são uma referência histórica do envelhecimento e do comércio. O nome vem da cidade de onde era embarcado para exportação.
Sabores de Portugal

Cozido de carnes, enchidos e legumes cozinhado durante horas numa panela enterrada junto às caldeiras das Furnas, só com o calor vulcânico do solo. Tradição da ilha de São Miguel, nos Açores.

Pão de ló muito húmido, com o centro quase líquido, que se come à colher. Feito em Alfeizerão, no concelho de Alcobaça, é o doce mais conhecido da região segundo o Turismo de Portugal.

Leitão de um mês a um mês e meio, temperado com alho e pimenta e assado inteiro em forno de lenha até a pele ficar fina e estaladiça. Especialidade da Bairrada, com centro na Mealhada, no distrito de Aveiro.

Doce de gemas e calda de açúcar, servido em barricas de madeira pintadas ou dentro de hóstias com formas do mar. Foi o primeiro doce português com indicação geográfica protegida pela legislação europeia.

Pudim de gemas, açúcar e vinho do Porto, com um ingrediente inesperado: toucinho. Foi criado no século 19 pelo abade de Priscos, freguesia de Braga, cozinheiro de banquetes da corte.

Posta alta de carne de bovino de raça mirandesa grelhada na brasa só com sal grosso. O Turismo de Portugal a indica como típica da região de Miranda do Douro, no distrito de Bragança.

Carne de cabra velha marinada em vinho tinto com alho e louro e cozida por horas em caçoila de barro no forno de lenha. Prato das serras do distrito de Coimbra, onde Miranda do Corvo e Vila Nova de Poiares disputam o título de capital.

Meia-lua de massa fina, cozida no forno, recheada com doce de ovos e amêndoa. Doce conventual ligado ao Mosteiro de Santa Clara, à beira do Mondego, em Coimbra.

Doce de ovos, leite, farinha e canela, cozido em prato de barro até abrir fendas, servido com ameixas de Elvas em calda. Comer sericaia com ameixas d'Elvas é uma das recomendações do Turismo de Portugal para a cidade.

Doce de massa de amêndoa em forma de pão, recheado com doce de ovos, chila e fios de ovos, servido com azeitonas de maçapão. Criado pelas freiras do Convento de Santa Helena do Calvário, em Évora.

Mariscos, peixe ou carne cozinhados no próprio recipiente de cobre de duas conchas que se fecham. O Turismo de Portugal destaca as amêijoas na cataplana entre os pratos tradicionais do Algarve.

Meia-lua de massa folhada recheada com doce de ovos, amêndoa e chila, passada em calda de açúcar. Herança das freiras do antigo Convento de Santa Clara, hoje sede da Câmara de Guimarães.

Doce de fios de ovos, doce de ovos, amêndoa e canela, embrulhado em papel metálico colorido. A tradição liga sua criação ao antigo convento carmelita de Lagos, no Algarve.

Massa de pão levedada e recheada com presunto, salpicão, carne em vinha-d'alhos ou bacalhau, cozida em forno de lenha. É a especialidade que o Turismo de Portugal indica provar em Lamego.

Pequeno doce de ovos, açúcar e amêndoa, cozido em banho-maria, macio e brilhante. Emblema da doçaria da cidade de Leiria, registrado no catálogo oficial de produtos tradicionais.

Pastel de massa folhada com creme de gemas, leite e açúcar, comido quente, com canela. O turismo oficial de Lisboa o apresenta como o doce mais emblemático da cidade.

Pedaços de carne de vaca temperados com alho, sal grosso e louro, espetados em paus de loureiro e assados na brasa. É um dos pratos mais emblemáticos da cozinha tradicional da Madeira, presente em arraiais e convívios.

Vinho licoroso da denominação de origem Madeira, feito com uvas de vinhas em socalcos de solo vulcânico e envelhecido com calor, por estufagem ou em cascos. É exportado há séculos.

Licor de ginja, uma cereja ácida da região, servido em pequenos copos de chocolate que se comem depois. Provar a ginjinha num copinho de chocolate é uma das coisas que o Turismo de Portugal recomenda em Óbidos.

Sanduíche de pão de forma com carnes, coberto de queijo derretido e regado com um molho quente de tomate e cerveja. Nasceu no Porto no século 20 e é presença comum nos cafés da cidade.

Dobrada de vitela com enchidos, feijão-branco e cenoura, servida com arroz. É um prato histórico do Porto e a razão pela qual os portuenses são chamados de tripeiros.

Sopa farta de feijão com carnes de porco e vaca, enchidos e legumes, servida com uma pedra no fundo da panela. É especialidade tradicional garantida pela União Europeia e ligada a Almeirim, no distrito de Santarém.

Tiras de choco passadas em farinha e fritas até ficarem douradas, servidas com limão e batata frita. É um dos pratos mais ligados à cidade de Setúbal, onde a Câmara dedica uma semana gastronómica ao choco.

Vinho licoroso de uvas moscatel, da denominação de origem Setúbal, com região demarcada desde 1907 nos concelhos de Setúbal, Palmela e Montijo e em parte de Sesimbra.

Pequena tarte de massa fina e estaladiça com recheio de queijo fresco, gemas, açúcar e canela. A Câmara de Sintra a apresenta como o doce mais antigo da gastronomia da vila.

Fatias de gemas batidas por muito tempo, cozidas em banho-maria numa panela própria e embebidas em calda de açúcar. Doce conventual de Tomar, ligado pela tradição ao Convento de Cristo.

Arroz cozido com carnes de porco, vaca e galinha, sangue de porco e especiarias, servido com rojões e enchidos. O Município de Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, o chama de ex-líbris da sua gastronomia.

Meia-lua de massa folhada estaladiça recheada com carne de vitela picada. Tem indicação geográfica protegida pela União Europeia, com produção restrita ao concelho de Chaves, no distrito de Vila Real.