
Cozido das Furnas
Cozido de carnes, enchidos e legumes cozinhado durante horas numa panela enterrada junto às caldeiras das Furnas, só com o calor vulcânico do solo. Tradição da ilha de São Miguel, nos Açores.
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
Sabores · Lagos
Doce de fios de ovos, doce de ovos, amêndoa e canela, embrulhado em papel metálico colorido. A tradição liga sua criação ao antigo convento carmelita de Lagos, no Algarve.
Doce típico de Lagos, Faro
Também chamado: Dom Rodrigo de Lagos, Dom Rodrigo do Algarve
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Dom Rodrigo — Lagos, Portugal
O Dom Rodrigo é um doce pequeno e muito doce, feito com fios de ovos, doce de ovos, amêndoa, açúcar e canela. A mistura é moldada em pequenas porções, que se embrulham em papel metálico colorido, torcido nas pontas. Abre-se o papel e come-se com uma colher pequena.
Segundo a tradição, o doce foi criado no século 18 pelas freiras carmelitas do antigo Convento de Nossa Senhora do Carmo, em Lagos, em homenagem a D. Rodrigo de Menezes, governador e capitão-general do Algarve, de quem herdou o nome. A origem conventual é atribuída, sem documento que fixe a data.
No início, o Dom Rodrigo era servido em taças de vidro ou de porcelana e comido à colher nas casas da nobreza. O embrulho em papel metálico surgiu na primeira metade do século 20, como ideia de uma doceira local para vender o doce, e a comercialização em Lagos ganhou força a partir dos anos 1930. Em 2019, doceiras de Lagos fizeram um Dom Rodrigo de 125,4 quilos, certificado como recorde mundial, numa iniciativa ligada à Câmara.
O doce espalhou-se pelo Algarve. Em 2025, o pedido de registo do Dom Rodrigo do Algarve como indicação geográfica protegida recebeu decisão nacional favorável, num pedido apresentado pela associação dos doces regionais algarvios, que abre caminho à proteção europeia. O nome do pedido é regional: a ligação com Lagos vem da origem atribuída ao convento da cidade.
Come-se à temperatura ambiente, como sobremesa ou com um café. Os papéis coloridos tornam o doce um presente comum para levar do Algarve.
Lagos , Faro
Doce atribuído às freiras do antigo Convento de Nossa Senhora do Carmo, em Lagos; a indicação geográfica nacional tem o nome Dom Rodrigo do Algarve.
Fios de ovos, doce de ovos (ovos moles), amêndoa, açúcar, água e canela.
Abre-se o papel metálico e come-se à colher, à temperatura ambiente, como sobremesa ou com um café.
O ano todo.
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Segundo a tradição, as freiras do convento carmelita de Lagos o criaram no século 18 em homenagem a D. Rodrigo de Menezes, governador do Algarve.
Em 2025, o pedido de registo do Dom Rodrigo do Algarve como indicação geográfica protegida recebeu decisão nacional favorável, o que abre caminho à proteção europeia. O nome do pedido abrange o Algarve.
Abre-se o papel metálico que o embrulha e come-se com uma colher pequena, à temperatura ambiente.
Sabores de Portugal

Cozido de carnes, enchidos e legumes cozinhado durante horas numa panela enterrada junto às caldeiras das Furnas, só com o calor vulcânico do solo. Tradição da ilha de São Miguel, nos Açores.

Pão de ló muito húmido, com o centro quase líquido, que se come à colher. Feito em Alfeizerão, no concelho de Alcobaça, é o doce mais conhecido da região segundo o Turismo de Portugal.

Leitão de um mês a um mês e meio, temperado com alho e pimenta e assado inteiro em forno de lenha até a pele ficar fina e estaladiça. Especialidade da Bairrada, com centro na Mealhada, no distrito de Aveiro.

Doce de gemas e calda de açúcar, servido em barricas de madeira pintadas ou dentro de hóstias com formas do mar. Foi o primeiro doce português com indicação geográfica protegida pela legislação europeia.

Pudim de gemas, açúcar e vinho do Porto, com um ingrediente inesperado: toucinho. Foi criado no século 19 pelo abade de Priscos, freguesia de Braga, cozinheiro de banquetes da corte.

Posta alta de carne de bovino de raça mirandesa grelhada na brasa só com sal grosso. O Turismo de Portugal a indica como típica da região de Miranda do Douro, no distrito de Bragança.

Carne de cabra velha marinada em vinho tinto com alho e louro e cozida por horas em caçoila de barro no forno de lenha. Prato das serras do distrito de Coimbra, onde Miranda do Corvo e Vila Nova de Poiares disputam o título de capital.

Meia-lua de massa fina, cozida no forno, recheada com doce de ovos e amêndoa. Doce conventual ligado ao Mosteiro de Santa Clara, à beira do Mondego, em Coimbra.

Doce de ovos, leite, farinha e canela, cozido em prato de barro até abrir fendas, servido com ameixas de Elvas em calda. Comer sericaia com ameixas d'Elvas é uma das recomendações do Turismo de Portugal para a cidade.

Doce de massa de amêndoa em forma de pão, recheado com doce de ovos, chila e fios de ovos, servido com azeitonas de maçapão. Criado pelas freiras do Convento de Santa Helena do Calvário, em Évora.

Mariscos, peixe ou carne cozinhados no próprio recipiente de cobre de duas conchas que se fecham. O Turismo de Portugal destaca as amêijoas na cataplana entre os pratos tradicionais do Algarve.

Meia-lua de massa folhada recheada com doce de ovos, amêndoa e chila, passada em calda de açúcar. Herança das freiras do antigo Convento de Santa Clara, hoje sede da Câmara de Guimarães.

Massa de pão levedada e recheada com presunto, salpicão, carne em vinha-d'alhos ou bacalhau, cozida em forno de lenha. É a especialidade que o Turismo de Portugal indica provar em Lamego.

Pequeno doce de ovos, açúcar e amêndoa, cozido em banho-maria, macio e brilhante. Emblema da doçaria da cidade de Leiria, registrado no catálogo oficial de produtos tradicionais.

Pastel de massa folhada com creme de gemas, leite e açúcar, comido quente, com canela. O turismo oficial de Lisboa o apresenta como o doce mais emblemático da cidade.

Pedaços de carne de vaca temperados com alho, sal grosso e louro, espetados em paus de loureiro e assados na brasa. É um dos pratos mais emblemáticos da cozinha tradicional da Madeira, presente em arraiais e convívios.

Vinho licoroso da denominação de origem Madeira, feito com uvas de vinhas em socalcos de solo vulcânico e envelhecido com calor, por estufagem ou em cascos. É exportado há séculos.

Licor de ginja, uma cereja ácida da região, servido em pequenos copos de chocolate que se comem depois. Provar a ginjinha num copinho de chocolate é uma das coisas que o Turismo de Portugal recomenda em Óbidos.

Sanduíche de pão de forma com carnes, coberto de queijo derretido e regado com um molho quente de tomate e cerveja. Nasceu no Porto no século 20 e é presença comum nos cafés da cidade.

Dobrada de vitela com enchidos, feijão-branco e cenoura, servida com arroz. É um prato histórico do Porto e a razão pela qual os portuenses são chamados de tripeiros.

Sopa farta de feijão com carnes de porco e vaca, enchidos e legumes, servida com uma pedra no fundo da panela. É especialidade tradicional garantida pela União Europeia e ligada a Almeirim, no distrito de Santarém.

Tiras de choco passadas em farinha e fritas até ficarem douradas, servidas com limão e batata frita. É um dos pratos mais ligados à cidade de Setúbal, onde a Câmara dedica uma semana gastronómica ao choco.

Vinho licoroso de uvas moscatel, da denominação de origem Setúbal, com região demarcada desde 1907 nos concelhos de Setúbal, Palmela e Montijo e em parte de Sesimbra.

Pequena tarte de massa fina e estaladiça com recheio de queijo fresco, gemas, açúcar e canela. A Câmara de Sintra a apresenta como o doce mais antigo da gastronomia da vila.

Fatias de gemas batidas por muito tempo, cozidas em banho-maria numa panela própria e embebidas em calda de açúcar. Doce conventual de Tomar, ligado pela tradição ao Convento de Cristo.

Arroz cozido com carnes de porco, vaca e galinha, sangue de porco e especiarias, servido com rojões e enchidos. O Município de Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, o chama de ex-líbris da sua gastronomia.

Vinho licoroso da denominação de origem Porto, feito com uvas do Douro e ligado às caves de Vila Nova de Gaia, onde a lei concentrou o comércio desse vinho em 1926.

Meia-lua de massa folhada estaladiça recheada com carne de vitela picada. Tem indicação geográfica protegida pela União Europeia, com produção restrita ao concelho de Chaves, no distrito de Vila Real.