
Türk kahvesi
Café moído em pó finíssimo, aquecido devagar com água e açúcar numa pequena cafeteira até formar espuma, e servido sem coar, com a borra no fundo da xícara. A UNESCO reconheceu essa cultura como bem imaterial em 2013.
Sabores · Turquia
Destilado de uva aromatizado com anis, que fica branco-leitoso quando misturado à água. Bebido devagar, com muitos pratos de meze, é a bebida das mesas longas de conversa na Turquia e tem denominação de origem do país inteiro.
Bebida típica da Turquia
Também chamado: raki, Türk rakısı, aslan sütü
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Rakı — Turquia
O rakı é feito a partir da suma, um destilado de uva fresca ou de passas, que é destilado de novo em alambiques de cobre com sementes de anis. O resultado é uma bebida transparente, de aroma forte de anis e teor alcoólico alto. Com a água, a essência de anis deixa de se dissolver e turva o copo, que fica branco como leite, e daí vem o apelido aslan sütü, leite de leão.
É servido num copo alto e estreito, com água gelada e às vezes gelo. Ao lado vai um copo só de água. A bebida é tomada aos poucos, ao longo de uma refeição comprida, a rakı sofrası, com muitos pratinhos de meze: queijo branco e melão, os dois mais clássicos, iogurte com ervas, berinjela, favas, frutos do mar e peixe grelhado. Os brindes são feitos com a palavra şerefe, à sua honra. As meyhane, tavernas tradicionais, são o lugar mais associado a essa mesa.
O nome teria origem no árabe arak, nome de destilados aromatizados de uma vasta região, ou numa variedade de uva chamada razaki; as duas explicações são citadas. A bebida é parente do ouzo grego, do arak do Oriente Médio e do pastis francês, mas tem processo e identidade próprios.
Em 2010, o rakı foi registrado na Turquia como denominação de origem, com a República da Turquia inteira como limite geográfico. O registro diz que a bebida tira o seu caráter da uva e do anis cultivados no país e dos métodos tradicionais de produção, e a descreve como síntese do patrimônio cultural das civilizações que viveram nessas terras.
Turquia
A denominação de origem Rakı, registrada na Turquia, tem como limite geográfico o território da República da Turquia.
Suma (destilado de uva fresca ou de passas) e sementes de anis; servido com água.
Em copo alto, misturado com água gelada, em goles lentos, ao longo de uma refeição de meze, com um copo de água ao lado.
Em jantares longos com amigos e família, sobretudo nas noites de verão e nas meyhane.
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A essência de anis turva a bebida em contato com a água, e o copo fica leitoso. Daí o apelido leite de leão.
Com água e com pratos de meze; queijo branco e melão são os acompanhamentos mais clássicos.
São parentes, ambos com anis, mas o rakı turco é feito a partir de destilado de uva e tem processo e denominação próprios.
Sabores da Turquia

Café moído em pó finíssimo, aquecido devagar com água e açúcar numa pequena cafeteira até formar espuma, e servido sem coar, com a borra no fundo da xícara. A UNESCO reconheceu essa cultura como bem imaterial em 2013.

Espeto largo de carne de cordeiro com gordura da cauda, picada à faca (zırh) com pimenta vermelha, assado na brasa e servido com lavaş, cebola com sumagre, tomate e pimenta grelhados.

Bulgur fino amassado à mão com pimenta seca (isot), extrato de pimenta e de tomate, cebola, alho, nozes, salsa, melaço de romã e especiarias, sem carne, servido em folhas de alface: o çiğ köfte de Adıyaman.

Paleta e costela de cordeiro assadas por horas em forno de pedra, servidas sobre arroz cozido no caldo da carne numa travessa de cobre estanhado com tampa: o prato de carne da província de Ancara.

Feijão branco miúdo com molho tarator de tahine, alho, limão e vinagre, ovo cozido, tomate e salsa: em outras regiões o piyaz é salada; em Antália, é prato principal.

Batata palito fininha, iogurte com alho e tiras de carne bovina salteadas na manteiga, em camadas no mesmo prato: o çökertme é o kebab de Bodrum, servido no distrito desde os anos 1960.

Fatias finas de döner sobre pedaços de pão pide, com molho de tomate, manteiga quente derramada na mesa e iogurte ao lado: o kebab que leva o nome de İskender Efendi, de Bursa.

Doce de queijo fresco sem sal cozido com farinha de trigo e açúcar até ficar fibroso e brilhante, servido quente: a especialidade de Gelibolu, na península de Galípoli, do lado europeu de Çanakkale.

Arroz cozido por cerca de 12 horas no vapor de uma panela de cobre selada com massa, sobre a carne e a manteiga, servido numa grande travessa de cobre: o prato de casamento de İskilip, em Çorum.

Cordeiro de menos de um ano assado por duas a três horas num forno de tijolo com chão de terra, cortado no cutelo e servido com pão pide, cebola e tomate, para comer com as mãos.

Espetos de fígado de cordeiro intercalado com gordura da cauda, temperados com pimenta, tomilho, coentro e sumagre e assados na brasa, servidos sobre o lavaş: em Diyarbakır, come-se até no café da manhã.

Fígado bovino cortado em lâminas finíssimas, passado na farinha e frito por pouco tempo, servido com pimentas vermelhas secas fritas: o prato mais conhecido de Edirne, junto à fronteira com a Grécia e a Bulgária.

Carne de carneiro temperada com cebola, sal e pimenta-do-reino, empilhada num espeto horizontal que gira diante do fogo de lenha e servida em espetinhos (cağ): o kebab de Erzurum e de Oltu.

Pastel em meia-lua de massa finíssima, recheado com carne moída crua e cebola, que cozinha na fritura e fica com caldo dentro: o çibörek dos tártaros da Crimeia, que se tornou o prato de Eskişehir.

Pãozinho redondo de massa folhada, feito com massa esticada, óleo e tahine, assado em forno quente: o boyoz é o café da manhã de Esmirna, comido com ovo cozido e chá.

Camadas de massa filo finíssima com pistache de Antep e manteiga, regadas com calda: a baklava de Gaziantep foi o primeiro produto turco protegido como indicação geográfica na União Europeia.

Duas camadas de massa kadayıf em fios com manteiga e queijo fresco sem sal no meio, douradas dos dois lados e regadas com calda quente: a künefe de Antakya, comida quente, com o queijo esticando.

O sanduíche de peixe do centro histórico de Istambul: filé grelhado, em geral de cavala, dentro do pão, com alface, cebola e limão, vendido junto aos cais de Eminönü, ao lado da Ponte de Gálata.

Sorvete de leite de cabra, açúcar e salepo, denso, elástico e que demora a derreter: o sorvete de Maraş, de Kahramanmaraş, que se estica e se mastiga.

Ganso criado no planalto de Kars, salgado no início do inverno e assado no tandır, com o pilaf de trigo (bulgur) cozido logo abaixo, na gordura que pinga da ave: o prato de inverno de Kars.

Pasteizinhos minúsculos de massa recheados com carne bovina, cebola e manjericão, cozidos e cobertos com manteiga, extrato de tomate e pimenta, com iogurte e sumagre opcionais: o mantı de Kayseri.

Fios finíssimos de açúcar puxado à mão e farinha torrada na manteiga, com textura de algodão, que se desfazem na boca: a pişmaniye de İzmit, doce de lembrança de Kocaeli.

Massa muito fina, com quase um metro de comprimento, coberta de carne moída, tomate, pimentão e cebola e assada em forno de pedra a lenha: o etliekmek de Konya vem à mesa cortado em pedaços.

Costela de cordeiro aberta como um bolso, recheada com arroz, carne, amêndoas e especiarias, costurada, cozida por horas e dourada no forno: o prato de festa de Mardin.

Carne e legumes cozidos dentro de uma jarra de barro de Avanos, fechada com massa de farinha; à mesa, a jarra é quebrada na hora de servir. É o prato mais conhecido da Capadócia.

Fubá torrado na manteiga, cozido em água até virar creme, com queijo kolot derretido por cima, que estica: o muhlama de Rize, feito em frigideira de cobre com colher de pau e servido quente.

Lokum (a delícia turca) cozido por horas em tacho de cobre, enrolado em coco e recheado de avelã; a versão com açafrão, em cubos, lembra o nome de Safranbolu, cidade otomana tombada pela UNESCO.

Bolinhas de carne de cordeiro picada à faca alternadas com pedaços de berinjela no espeto, assadas no carvão: o kebab de berinjela de Şanlıurfa, servido com pimenta grelhada, cebola e pão.

Cordeiro jovem cozido no vapor, pendurado dentro de um forno-poço de cerca de 3 metros de fundo, servido logo cedo, ao amanhecer: o büryan é o café da manhã de Siirt.

Pequenas almôndegas cilíndricas de carne bovina com pão amanhecido, cebola roxa, cominho e pimenta, grelhadas no carvão e servidas em porções de dez, com molho picante e pimentão assado.

Cordeiro, gordura da cauda, berinjela e batata em espeto pendurado num forno próprio, com tomate, pimenta e alho assados ao lado, servido sobre pão fino: o kebab de Tokat, nascido nas casas de vinhedo.

Almôndegas achatadas de carne bovina, pão amanhecido, alho e sal, grelhadas na brasa de carvão e servidas com pimenta e tomate grelhados: a köfte de Akçaabat, à beira do Mar Negro, em Trebizonda.