
Adana kebabı
Espeto largo de carne de cordeiro com gordura da cauda, picada à faca (zırh) com pimenta vermelha, assado na brasa e servido com lavaş, cebola com sumagre, tomate e pimenta grelhados.
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
Sabores · Hatay
Duas camadas de massa kadayıf em fios com manteiga e queijo fresco sem sal no meio, douradas dos dois lados e regadas com calda quente: a künefe de Antakya, comida quente, com o queijo esticando.
Doce típico de Hatay
Também chamado: künefe, Hatay künefesi, Antakya kunefesi, kunefe
Clique na foto para ampliar.
Antakya künefesi — Hatay, Turquia
A künefe é o doce de Antakya, a antiga Antioquia, capital da província de Hatay, junto à fronteira com a Síria. Ela é redonda, com 1 a 2 centímetros de altura, e feita numa assadeira rasa de cobre estanhado ou de alumínio. A massa é o kadayıf, fios finíssimos de massa de trigo, misturados com manteiga.
Primeiro vai uma camada de kadayıf; por cima, pedaços de queijo de künefe, um queijo fresco, sem sal, feito na região; depois, outra camada de kadayıf. A künefe doura em fogo baixo de um lado, é virada e doura do outro. Ao final recebe calda quente de açúcar com gotas de limão.
Ela se come na hora, bem quente: quando se corta, o queijo do meio estica em fios. Em Antakya, a künefe é servida como sobremesa depois de uma refeição ou sozinha, com chá.
O nome "Antakya Künefesi" tem registro de indicação geográfica na Turquia desde 2008 (nº 101), pedido pela Câmara de Comércio e Indústria de Antakya, e o limite abrange treze distritos de Hatay. A künefe também foi registrada como indicação geográfica pela União Europeia em 2023. Gaziantep, Adana e outras cidades do sul fazem künefe, com versões próprias.
Hatay
Doce de Antakya, capital de Hatay; a indicação geográfica cobre treze distritos da província.
Kadayıf (massa de trigo em fios), queijo fresco de künefe sem sal, manteiga sem sal e calda de açúcar com limão.
Bem quente, logo depois de pronta, cortada em fatias; o queijo estica. Chá acompanha.
O ano todo, como sobremesa ou com chá.
Tire suas dúvidas
É doce. O queijo do meio é sem sal e a künefe recebe calda de açúcar quente. O contraste entre o queijo que estica e a massa crocante é o que a define.
O queijo de künefe, fresco e sem sal, feito na região de Hatay. É ele que derrete e forma fios quando a künefe é cortada.
Quente, logo depois de pronta. Fria, o queijo endurece e perde os fios.
Sabores da Turquia

Espeto largo de carne de cordeiro com gordura da cauda, picada à faca (zırh) com pimenta vermelha, assado na brasa e servido com lavaş, cebola com sumagre, tomate e pimenta grelhados.

Bulgur fino amassado à mão com pimenta seca (isot), extrato de pimenta e de tomate, cebola, alho, nozes, salsa, melaço de romã e especiarias, sem carne, servido em folhas de alface: o çiğ köfte de Adıyaman.

Paleta e costela de cordeiro assadas por horas em forno de pedra, servidas sobre arroz cozido no caldo da carne numa travessa de cobre estanhado com tampa: o prato de carne da província de Ancara.

Feijão branco miúdo com molho tarator de tahine, alho, limão e vinagre, ovo cozido, tomate e salsa: em outras regiões o piyaz é salada; em Antália, é prato principal.

Batata palito fininha, iogurte com alho e tiras de carne bovina salteadas na manteiga, em camadas no mesmo prato: o çökertme é o kebab de Bodrum, servido no distrito desde os anos 1960.

Fatias finas de döner sobre pedaços de pão pide, com molho de tomate, manteiga quente derramada na mesa e iogurte ao lado: o kebab que leva o nome de İskender Efendi, de Bursa.

Doce de queijo fresco sem sal cozido com farinha de trigo e açúcar até ficar fibroso e brilhante, servido quente: a especialidade de Gelibolu, na península de Galípoli, do lado europeu de Çanakkale.

Arroz cozido por cerca de 12 horas no vapor de uma panela de cobre selada com massa, sobre a carne e a manteiga, servido numa grande travessa de cobre: o prato de casamento de İskilip, em Çorum.

Cordeiro de menos de um ano assado por duas a três horas num forno de tijolo com chão de terra, cortado no cutelo e servido com pão pide, cebola e tomate, para comer com as mãos.

Espetos de fígado de cordeiro intercalado com gordura da cauda, temperados com pimenta, tomilho, coentro e sumagre e assados na brasa, servidos sobre o lavaş: em Diyarbakır, come-se até no café da manhã.

Fígado bovino cortado em lâminas finíssimas, passado na farinha e frito por pouco tempo, servido com pimentas vermelhas secas fritas: o prato mais conhecido de Edirne, junto à fronteira com a Grécia e a Bulgária.

Carne de carneiro temperada com cebola, sal e pimenta-do-reino, empilhada num espeto horizontal que gira diante do fogo de lenha e servida em espetinhos (cağ): o kebab de Erzurum e de Oltu.

Pastel em meia-lua de massa finíssima, recheado com carne moída crua e cebola, que cozinha na fritura e fica com caldo dentro: o çibörek dos tártaros da Crimeia, que se tornou o prato de Eskişehir.

Pãozinho redondo de massa folhada, feito com massa esticada, óleo e tahine, assado em forno quente: o boyoz é o café da manhã de Esmirna, comido com ovo cozido e chá.

Camadas de massa filo finíssima com pistache de Antep e manteiga, regadas com calda: a baklava de Gaziantep foi o primeiro produto turco protegido como indicação geográfica na União Europeia.

O sanduíche de peixe do centro histórico de Istambul: filé grelhado, em geral de cavala, dentro do pão, com alface, cebola e limão, vendido junto aos cais de Eminönü, ao lado da Ponte de Gálata.

Sorvete de leite de cabra, açúcar e salepo, denso, elástico e que demora a derreter: o sorvete de Maraş, de Kahramanmaraş, que se estica e se mastiga.

Ganso criado no planalto de Kars, salgado no início do inverno e assado no tandır, com o pilaf de trigo (bulgur) cozido logo abaixo, na gordura que pinga da ave: o prato de inverno de Kars.

Pasteizinhos minúsculos de massa recheados com carne bovina, cebola e manjericão, cozidos e cobertos com manteiga, extrato de tomate e pimenta, com iogurte e sumagre opcionais: o mantı de Kayseri.

Fios finíssimos de açúcar puxado à mão e farinha torrada na manteiga, com textura de algodão, que se desfazem na boca: a pişmaniye de İzmit, doce de lembrança de Kocaeli.

Massa muito fina, com quase um metro de comprimento, coberta de carne moída, tomate, pimentão e cebola e assada em forno de pedra a lenha: o etliekmek de Konya vem à mesa cortado em pedaços.

Costela de cordeiro aberta como um bolso, recheada com arroz, carne, amêndoas e especiarias, costurada, cozida por horas e dourada no forno: o prato de festa de Mardin.

Carne e legumes cozidos dentro de uma jarra de barro de Avanos, fechada com massa de farinha; à mesa, a jarra é quebrada na hora de servir. É o prato mais conhecido da Capadócia.

Fubá torrado na manteiga, cozido em água até virar creme, com queijo kolot derretido por cima, que estica: o muhlama de Rize, feito em frigideira de cobre com colher de pau e servido quente.

Lokum (a delícia turca) cozido por horas em tacho de cobre, enrolado em coco e recheado de avelã; a versão com açafrão, em cubos, lembra o nome de Safranbolu, cidade otomana tombada pela UNESCO.

Bolinhas de carne de cordeiro picada à faca alternadas com pedaços de berinjela no espeto, assadas no carvão: o kebab de berinjela de Şanlıurfa, servido com pimenta grelhada, cebola e pão.

Cordeiro jovem cozido no vapor, pendurado dentro de um forno-poço de cerca de 3 metros de fundo, servido logo cedo, ao amanhecer: o büryan é o café da manhã de Siirt.

Pequenas almôndegas cilíndricas de carne bovina com pão amanhecido, cebola roxa, cominho e pimenta, grelhadas no carvão e servidas em porções de dez, com molho picante e pimentão assado.

Cordeiro, gordura da cauda, berinjela e batata em espeto pendurado num forno próprio, com tomate, pimenta e alho assados ao lado, servido sobre pão fino: o kebab de Tokat, nascido nas casas de vinhedo.

Almôndegas achatadas de carne bovina, pão amanhecido, alho e sal, grelhadas na brasa de carvão e servidas com pimenta e tomate grelhados: a köfte de Akçaabat, à beira do Mar Negro, em Trebizonda.