
Dubrovačka rozata
Pudim de ovos, leite e açúcar cozido em banho-maria sobre uma camada de caramelo e perfumado com rozalin, licor de rosas de Dubrovnik. É a sobremesa tradicional mais ligada à cidade.
Comida típica · Croácia
Da Ístria à Eslavônia, a cozinha croata muda de região para região: peixe, azeite e vinho no litoral, massas recheadas e queijo fresco no norte, páprica e peixes de rio no leste.
Na foto: Cidade antiga de Dubrovnik, Dubrovnik
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
A cozinha
A Croácia não tem um único prato nacional. A cozinha do país se formou de região em região, entre o mar Adriático e a planície do Danúbio, e cada uma guarda receitas ligadas a uma cidade, a uma ilha ou a um condado.
No litoral, da Ístria ao sul da Dalmácia, a mesa segue o Mediterrâneo: peixe, azeite, vinho, ervas e massas, com marcas da longa presença veneziana. É ali que aparecem a pašticada de Split, a gregada de Hvar, os šporki makaruli e a rozata de Dubrovnik, a torta de macarrão de Ston, as šurlice de Krk e a istarska supa, o vinho quente servido na bukaleta. Zadar dá nome a um licor de cereja marasca conhecido no mundo todo, o maraschino.
No interior do norte, a influência é da Europa Central. O Zagorje, nas colinas ao norte de Zagreb, é a terra dos štrukli, massa fina recheada de queijo fresco. Em Međimurje, no extremo norte, a gibanica junta camadas de papoula, queijo, nozes e maçã. Perto de Zagreb, Samobor é a cidade da kremšnita.
No leste, na Eslavônia e na Baranja, a páprica e os peixes dos rios Drava e Danúbio marcam a cozinha: o fiš paprikaš, cozido em caldeirão sobre o fogo, é o prato de Osijek.
Várias dessas receitas têm proteção oficial, como indicação geográfica da União Europeia ou como bem cultural imaterial registrado pela Croácia. Cada especialidade aparece aqui ligada ao lugar que a representa, sem que isso queira dizer que só se come ali.
16 sabores

Pudim de ovos, leite e açúcar cozido em banho-maria sobre uma camada de caramelo e perfumado com rozalin, licor de rosas de Dubrovnik. É a sobremesa tradicional mais ligada à cidade.

Massa grossa em tubo, os makaruli, servida com o molho de um ensopado de carne bovina com vinho e especiarias. É o prato da Festa de São Brás, padroeiro de Dubrovnik.

Ensopado de peixe branco com batata, cebola, alho, salsa, azeite e vinho branco, sem tomate, cozido numa panela larga. É a especialidade de peixe da ilha de Hvar.

Vinho tinto, em geral teran, aquecido com azeite, açúcar e pimenta e servido com pão torrado numa jarra de cerâmica, a bukaleta, passada de mão em mão. É ritual de convivência da Ístria e bem cultural protegido da Croácia.

Bolo redondo de massa fermentada com amêndoas, nozes, passas, frutas cítricas e especiarias, pincelado com varenik ou aguardente e polvilhado com açúcar. É doce da ilha de Korčula, com indicação geográfica da União Europeia.

Massa esticada bem fina, recheada com queijo fresco, ovos e creme, enrolada e cortada em pedaços que se cozinham ou se assam. É o prato do Hrvatsko zagorje, com indicação geográfica da UE e proteção como bem cultural imaterial.

Massa caseira em tubos finos, enrolada à mão em volta de uma agulha, servida com žgvacet, um molho de carne de cordeiro ou boi, e queijo de ovelha. É a massa que simboliza a cozinha da ilha de Krk.

Torta em camadas de massa fina com quatro recheios: nozes, papoula, queijo fresco e maçã ralada. É o doce mais conhecido de Međimurje, no extremo norte da Croácia.

Ensopado picante de peixes de rio, como carpa e bagre, com cebola e muita páprica, cozido em caldeirão sobre fogo de lenha. É o prato de peixe de Osijek e da Eslavônia e Baranja.

Doce de massa folhada recheado com uma camada alta de creme de ovos e claras batidas, cortado em quadrados. A receita foi criada em Samobor nos anos 1920, e o doce é bem cultural imaterial da Croácia.

Risoto de vitela e cebola cozido por muitas horas num caldo forte, mexido sem parar com uma pá de madeira, tradicionalmente pelos homens de Skradin. Prepara-se em grande quantidade, para festas.

Carne bovina lardeada com alho, cravo e toucinho, marinada em vinho e vinagre e cozida por horas num molho escuro com ameixa seca e prošek. Em Split, é servida com nhoque ou massa.

Torta fina de massa sem fermento recheada com acelga e cebola, assada sobre a pedra quente da lareira coberta de brasas e regada com azeite e alho. É prato da região de Poljica, entre Split e Omiš, com indicação geográfica da UE.

Biscoito de mel, azeite, prošek e especiarias de Stari Grad, na ilha de Hvar, modelado em figuras e decorado com açúcar. É citado num poema de 1556 e a arte de prepará-lo é bem cultural protegido.

Torta de massa fina recheada com macarrão cozido, nozes, amêndoas, açúcar, chocolate e especiarias. É o doce de Ston, na península de Pelješac, e se prepara tradicionalmente no Natal e na Páscoa.

Licor incolor destilado da cereja marasca, de sabor doce e amendoado. A tradição o liga ao mosteiro dominicano de Zadar no século XVI, e a cidade viveu da sua produção e exportação por mais de dois séculos.
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Sabores dos países
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Tire suas dúvidas
Não há um único prato nacional. A cozinha croata é regional: peixe, azeite e massas no litoral; massas recheadas, queijo fresco e doces em camadas no norte; ensopados com páprica e peixes de rio no leste.
Entre os pratos mais ligados à Dalmácia estão a pašticada, carne cozida em molho escuro com nhoque, a gregada de peixe de Hvar e o soparnik, torta de acelga da região de Poljica.
No norte, a cozinha lembra a da Europa Central: os štrukli do Zagorje, a gibanica de Međimurje e a kremšnita de Samobor estão entre as receitas mais conhecidas.
O vinho está presente em todo o país, e cada região tem suas aguardentes. Zadar é ligada ao maraschino, licor de cereja marasca, e a Ístria à istarska supa, vinho tinto aquecido servido com pão.