A cozinha
A comida típica da Alemanha
A cozinha alemã muda bastante de uma região para outra. No sul, a Baviera e a Suábia têm salsichas brancas, pastas de queijo de jardim de cerveja e massas recheadas. No norte, perto do mar e dos portos hanseáticos, entram a couve de inverno, o marzipã e os doces folhados com canela. No oeste, ao longo do Reno, cada cidade defende a sua cerveja, e em Hesse o vinho de maçã tem copo e jarra próprios. No leste, a Saxônia e a Turíngia guardam tradições de confeitaria e de grelha que aparecem em documentos de mais de 500 anos.
Salsicha, pão e bolo são palavras amplas na Alemanha. Uma salsicha de Nuremberg não se confunde com uma da Turíngia nem com a Weißwurst de Munique: tamanho, tempero e forma de servir mudam de cidade para cidade. O mesmo vale para os pães de mel com especiarias, que em Nuremberg se chamam Lebkuchen e em Aachen têm outro nome, outra receita e outra história.
Muitas especialidades têm proteção oficial. A União Europeia registra como indicação geográfica protegida nomes como Nürnberger Lebkuchen, Lübecker Marzipan, Dresdner Christstollen, Thüringer Rostbratwurst e Kölsch. Esse registro diz onde a especialidade tem de ser feita e o que a define, sem impedir variações de cada confeitaria ou cozinha. Outras não têm esse registro, mas têm ligação documentada com a cidade, como o Franzbrötchen de Hamburgo e a Leipziger Lerche.
Cerveja e vinho de maçã fazem parte da cultura de várias cidades, cada uma com seu estilo, seu copo e seu jeito de servir. Apreciam-se com moderação. Há também pratos ligados ao calendário: alguns aparecem no inverno, outros na Semana Santa ou no Advento, quando os mercados de Natal enchem as praças.
Cada especialidade aparece aqui ligada a uma cidade ou a um estado que a representa. Isso não quer dizer que só se coma ali: muitas se espalharam pelo país. A página de cada uma explica a relação com o lugar, os ingredientes e o costume de servir.