
Mostviertler Birnmost
Vinho de pera do Mostviertel, na Baixa Áustria, fermentado a partir de variedades locais de pera para sidra. A região leva o nome da bebida e floresce de branco em abril.
Comida típica · Áustria
Do Wiener Schnitzel de Viena aos bolinhos de queijo dos Alpes e aos vinhos do Burgenland: pratos, doces e bebidas ligados a cidades e estados da Áustria, com a história e o jeito de provar cada um.
Na foto: Hallstatt e o Hallstätter See, Alta Áustria
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
A cozinha
A cozinha austríaca reúne o que se comia na corte de Viena e o que se comia nas fazendas das montanhas. Durante séculos, a capital de um império recebeu carne, farinha, frutas e receitas de regiões que hoje ficam na Hungria, na Boêmia e no norte da Itália. Daí vêm a vitela empanada, a carne cozida servida com caldo e uma confeitaria de tortas, massas folhadas e suflês que o país chama de Mehlspeisen.
Nos Alpes, a mesa é outra. Pão amanhecido, queijo de montanha, toucinho defumado e ovos viram bolinhos (Knödel), massas recheadas e spätzle com queijo derretido. Eram comidas de quem trabalhava no campo e precisava de energia, e cada vale tem seu queijo e seu nome para a mesma receita.
O vinho ocupa as encostas do leste. Em Viena há vinhedos dentro dos limites da cidade, e as tabernas de vinho, chamadas Heurigen, servem a produção da casa. No Burgenland e na Estíria há vinhos que só existem ali, alguns com regras de origem fixadas em lei. Onde a uva não chega, a fruta toma o lugar dela: na Baixa Áustria, as peras de pomares antigos viram um vinho de pera fermentado, o Most. Vinho e Most se apreciam com moderação.
O Ministério da Agricultura da Áustria mantém um registro de alimentos tradicionais, com a história e o modo de fazer de cada um. Muitas das especialidades desta página estão nesse registro, e as informações de origem vêm dele sempre que possível. Quando uma história é lenda ou tradição oral, o texto diz isso.
Cada especialidade aparece aqui ligada a uma cidade ou a um estado que a representa. Isso não quer dizer que só se coma ali: várias se espalharam pelo país e pelos vizinhos. A página de cada uma explica a relação com o lugar, os ingredientes e o costume de servir.
11 sabores

Vinho de pera do Mostviertel, na Baixa Áustria, fermentado a partir de variedades locais de pera para sidra. A região leva o nome da bebida e floresce de branco em abril.

Vinho do sul do Burgenland feito de videiras americanas plantadas depois da filoxera, com aroma de morango e frutas silvestres. Foi proibido por décadas e voltou a ser vendido em 1992.

Massa recheada com requeijão seco, batata e ervas como hortelã e cerefólio, fechada com uma borda trançada à mão e servida com manteiga derretida. É o prato mais ligado à Caríntia.

Torta de massa amanteigada com amêndoas ou avelãs moídas, recheada com geleia de groselha e coberta por uma grade de massa. Sua receita mais antiga conhecida é de 1653.

Vinho branco doce de Rust, feito com uvas atacadas pela podridão nobre e secas na videira, colhidas à mão. Tem regras de origem na Áustria (DAC) e na União Europeia (DOP).

Bolinhos achatados de pão amanhecido, queijo, ovos e cebola, dourados na manteiga e servidos no caldo de carne ou com salada verde. Prato das montanhas do Pinzgau, em Salzburgo.

Suflê doce de claras batidas, gemas, açúcar e pouca farinha, assado em três montes dourados e polvilhado com açúcar. Vai à mesa assim que sai do forno.

Bolinhos de pão amanhecido com toucinho defumado, ovos, leite e cebolinha, cozidos em água e servidos no caldo ou com salada de repolho. O turismo do Tirol os chama de clássico do estado.

Torta de chocolate densa, com geleia de damasco e uma cobertura lisa de chocolate, servida com creme batido sem açúcar. A receita básica é atribuída a Franz Sacher, em 1832.

Vitela batida bem fina, passada em farinha, ovo e farinha de rosca e frita até a crosta ficar dourada e solta da carne. Pela norma austríaca, o nome é só da versão de vitela.

Pequenas massas de ovo cozidas e montadas em camadas com queijos de montanha derretidos, cobertas de cebola frita. O turismo de Vorarlberg as chama de prato com queijo tradicional do estado.
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Sabores dos países
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Tire suas dúvidas
É como os austríacos chamam o conjunto de doces de forno e de panela: tortas, strudel, massas doces e suflês. A palavra quer dizer, ao pé da letra, “pratos de farinha”.
É uma taberna de vinho, comum em Viena e nas regiões vinícolas do leste, onde o produtor serve o vinho da casa, muitas vezes com comida fria. O nome também designa o vinho do ano.
Knödel são bolinhos redondos, em geral de pão amanhecido, batata ou farinha, cozidos na água ou no caldo. Nockerln são porções menores de massa; nos Salzburger Nockerln, a palavra designa um suflê doce.