
Mostviertler Birnmost
Vinho de pera do Mostviertel, na Baixa Áustria, fermentado a partir de variedades locais de pera para sidra. A região leva o nome da bebida e floresce de branco em abril.
Sabores · Rust
Vinho branco doce de Rust, feito com uvas atacadas pela podridão nobre e secas na videira, colhidas à mão. Tem regras de origem na Áustria (DAC) e na União Europeia (DOP).
Bebida típica de Rust, Burgenland
Também chamado: Ausbruch de Rust
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Ruster Ausbruch — Rust, Áustria
O Ruster Ausbruch é um vinho branco doce feito só com uvas que secaram na própria videira, quase como passas, depois de atacadas por um fungo chamado podridão nobre (Botrytis cinerea). O fungo concentra o açúcar e a acidez. As uvas são escolhidas à mão, bago por bago, em várias passagens pelo vinhedo; cem quilos rendem cerca de vinte litros. O vinho fica dourado a âmbar, com sabor de frutas secas, mel e uma acidez que equilibra a doçura.
Rust fica na margem oeste do lago Neusiedl. Segundo o registro de alimentos tradicionais do Ministério da Agricultura da Áustria, o lago funciona como reservatório de calor e de umidade, e as névoas de outono favorecem o fungo. Nem todo ano a podridão nobre aparece do jeito certo, e o vinho só é feito quando as condições permitem.
O mesmo registro reúne a história do vinho. Em 1524, os produtores de Rust ganharam o direito de marcar seus barris com um “R” a fogo. A primeira prova escrita do Ausbruch é uma conta de 1634. Em 1681, a cidade obteve do imperador Leopoldo I o título de cidade livre, pago em dinheiro e em barris do próprio vinho. Depois da filoxera, no fim do século 19, a produção diminuiu, e foi retomada no fim do século 20.
Desde 2020, o nome é protegido na Áustria como Ruster Ausbruch DAC, e em 2024 entrou no registro de denominações de origem protegidas da União Europeia. As uvas devem ser de Rust, colhidas à mão, com teor mínimo de açúcar fixado em lei, e o vinho deve ser doce e trazer a safra no rótulo.
Rust , Burgenland
Pela regra de origem (DAC), o Ruster Ausbruch só pode ser feito com uvas de Rust, cidade às margens do lago Neusiedl, no Burgenland.
Uvas brancas atacadas pela podridão nobre e secas na videira. Entre as castas usadas estão Furmint, Gelber Muskateller, Weißburgunder, Chardonnay e Welschriesling.
Em pequenas doses, em taça de vinho branco. Acompanha sobremesas, em especial os doces de forno austríacos, queijos azuis e foie gras.
Vinho de sobremesa e de ocasiões especiais, vendido em garrafas pequenas. Deve ser apreciado com moderação.
Tire suas dúvidas
É um fungo, a Botrytis cinerea, que em certas condições de umidade e sol ataca as uvas maduras, desidrata os bagos e concentra o açúcar e a acidez. É a base dos vinhos doces como o Ruster Ausbruch.
Em 1681, os moradores compraram o título do imperador Leopoldo I, pagando com dinheiro e com barris de Ausbruch, o vinho que já dava fama à cidade.
Não. Só nos anos em que o clima favorece a podridão nobre nas uvas.
Sabores da Áustria

Vinho de pera do Mostviertel, na Baixa Áustria, fermentado a partir de variedades locais de pera para sidra. A região leva o nome da bebida e floresce de branco em abril.

Vinho do sul do Burgenland feito de videiras americanas plantadas depois da filoxera, com aroma de morango e frutas silvestres. Foi proibido por décadas e voltou a ser vendido em 1992.

Massa recheada com requeijão seco, batata e ervas como hortelã e cerefólio, fechada com uma borda trançada à mão e servida com manteiga derretida. É o prato mais ligado à Caríntia.

Torta de massa amanteigada com amêndoas ou avelãs moídas, recheada com geleia de groselha e coberta por uma grade de massa. Sua receita mais antiga conhecida é de 1653.

Bolinhos achatados de pão amanhecido, queijo, ovos e cebola, dourados na manteiga e servidos no caldo de carne ou com salada verde. Prato das montanhas do Pinzgau, em Salzburgo.

Suflê doce de claras batidas, gemas, açúcar e pouca farinha, assado em três montes dourados e polvilhado com açúcar. Vai à mesa assim que sai do forno.

Bolinhos de pão amanhecido com toucinho defumado, ovos, leite e cebolinha, cozidos em água e servidos no caldo ou com salada de repolho. O turismo do Tirol os chama de clássico do estado.

Torta de chocolate densa, com geleia de damasco e uma cobertura lisa de chocolate, servida com creme batido sem açúcar. A receita básica é atribuída a Franz Sacher, em 1832.

Vitela batida bem fina, passada em farinha, ovo e farinha de rosca e frita até a crosta ficar dourada e solta da carne. Pela norma austríaca, o nome é só da versão de vitela.

Pequenas massas de ovo cozidas e montadas em camadas com queijos de montanha derretidos, cobertas de cebola frita. O turismo de Vorarlberg as chama de prato com queijo tradicional do estado.