
Mostviertler Birnmost
Vinho de pera do Mostviertel, na Baixa Áustria, fermentado a partir de variedades locais de pera para sidra. A região leva o nome da bebida e floresce de branco em abril.
Sabores · Burgenland
Vinho do sul do Burgenland feito de videiras americanas plantadas depois da filoxera, com aroma de morango e frutas silvestres. Foi proibido por décadas e voltou a ser vendido em 1992.
Bebida típica de Burgenland
Também chamado: Uhudlerwein
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Uhudler — Burgenland, Áustria
O Uhudler é feito com uvas de videiras americanas de pé-franco, como Concord, Delaware, Elvira e Ripatella, muitas vezes plantadas e vinificadas juntas. A maior parte é rosada, de rosa a vermelho-tijolo; há também Uhudler branco, cor de palha. O aroma lembra morango, framboesa e frutas silvestres, um perfil que os especialistas chamam de “foxy”, típico dessas videiras.
Segundo o registro de alimentos tradicionais do Ministério da Agricultura da Áustria, essas videiras chegaram ao sul do Burgenland no fim do século 19, quando a filoxera destruiu os vinhedos europeus. As plantas americanas resistiam à praga e não precisavam de enxerto, e os agricultores passaram a fazer vinho com elas para consumo próprio. O vinho é produzido sobretudo nos distritos de Jennersdorf e Güssing, com destaque para os vilarejos de Heiligenbrunn e Eltendorf.
A origem do nome vem da tradição oral. Uma versão liga o nome à frase “Du siehst aus wie ein Uhu”, “você parece um bufo”, dita a quem tinha bebido demais. Outra liga o nome a um antigo recipiente de barro.
No século 20, as leis do vinho restringiram as videiras de produção direta: primeiro a rotulagem, depois a proibição de novos plantios, a ordem de arrancar os vinhedos e a proibição de venda. Os produtores se organizaram numa associação em 1987, e em 1992 o Uhudler voltou à lei do vinho e pôde ser vendido de novo.
Burgenland
O registro de alimentos tradicionais do Ministério da Agricultura da Áustria liga o Uhudler ao sul do Burgenland, nos distritos de Jennersdorf e Güssing.
Uvas de videiras americanas de produção direta, como Concord, Delaware, Elvira e Ripatella.
Bebe-se fresco, em taça de vinho, sozinho ou às refeições.
Vinho do dia a dia no sul do Burgenland, provado todo ano pela associação dos produtores. Deve ser apreciado com moderação.
Tire suas dúvidas
Porque vem de videiras americanas, e não da videira europeia. Essas uvas têm um aroma próprio, de morango e frutas silvestres, que os especialistas chamam de “foxy”.
Sim. Durante o século 20, as leis austríacas restringiram e depois proibiram a venda de vinho de videiras de produção direta. O Uhudler voltou a ser permitido em 1992.
Da tradição oral do sul do Burgenland. Uma versão liga o nome ao bufo (Uhu, em alemão): “você parece um bufo” seria o que se dizia a quem tinha bebido demais.
Sabores da Áustria

Vinho de pera do Mostviertel, na Baixa Áustria, fermentado a partir de variedades locais de pera para sidra. A região leva o nome da bebida e floresce de branco em abril.

Massa recheada com requeijão seco, batata e ervas como hortelã e cerefólio, fechada com uma borda trançada à mão e servida com manteiga derretida. É o prato mais ligado à Caríntia.

Torta de massa amanteigada com amêndoas ou avelãs moídas, recheada com geleia de groselha e coberta por uma grade de massa. Sua receita mais antiga conhecida é de 1653.

Vinho branco doce de Rust, feito com uvas atacadas pela podridão nobre e secas na videira, colhidas à mão. Tem regras de origem na Áustria (DAC) e na União Europeia (DOP).

Bolinhos achatados de pão amanhecido, queijo, ovos e cebola, dourados na manteiga e servidos no caldo de carne ou com salada verde. Prato das montanhas do Pinzgau, em Salzburgo.

Suflê doce de claras batidas, gemas, açúcar e pouca farinha, assado em três montes dourados e polvilhado com açúcar. Vai à mesa assim que sai do forno.

Bolinhos de pão amanhecido com toucinho defumado, ovos, leite e cebolinha, cozidos em água e servidos no caldo ou com salada de repolho. O turismo do Tirol os chama de clássico do estado.

Torta de chocolate densa, com geleia de damasco e uma cobertura lisa de chocolate, servida com creme batido sem açúcar. A receita básica é atribuída a Franz Sacher, em 1832.

Vitela batida bem fina, passada em farinha, ovo e farinha de rosca e frita até a crosta ficar dourada e solta da carne. Pela norma austríaca, o nome é só da versão de vitela.

Pequenas massas de ovo cozidas e montadas em camadas com queijos de montanha derretidos, cobertas de cebola frita. O turismo de Vorarlberg as chama de prato com queijo tradicional do estado.