
Mostviertler Birnmost
Vinho de pera do Mostviertel, na Baixa Áustria, fermentado a partir de variedades locais de pera para sidra. A região leva o nome da bebida e floresce de branco em abril.
Sabores · Viena
Vitela batida bem fina, passada em farinha, ovo e farinha de rosca e frita até a crosta ficar dourada e solta da carne. Pela norma austríaca, o nome é só da versão de vitela.
Prato típico de Viena, Viena
Também chamado: Schnitzel vienense, escalope à vienense
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Wiener Schnitzel — Viena, Áustria
O Wiener Schnitzel é um bife de vitela batido até ficar com cerca de meio centímetro, passado em farinha de trigo, ovo batido e farinha de rosca, e frito em bastante gordura. Tradicionalmente a fritura era em banha; hoje também se usa manteiga clarificada ou óleo, sempre uma vez só. O ponto certo é uma crosta dourada que forma ondas e se solta da carne: os cozinheiros vienenses dizem que entre a crosta e a carne deve caber o dorso de uma faca. Por isso a farinha de rosca não é apertada contra a carne.
O registro de alimentos tradicionais do Ministério da Agricultura da Áustria conta que carnes empanadas e fritas já aparecem num livro de cozinha austríaco de 1798, com o nome de “Gebackene Schnitzeln”. O nome Wiener Schnitzel surge pela primeira vez em 1831, num livro de receitas, e só se firma no começo do século 20. Por muito tempo foi prato de festa, servido no Natal, no Ano-Novo e em casamentos, e muitas famílias o faziam com porco, mais barato. Depois virou almoço de domingo e prato de restaurante.
Uma história muito repetida diz que o marechal Radetzky trouxe a receita de Milão em 1857, inspirado na costeleta à milanesa. Segundo o mesmo registro, essa versão foi refutada por estudiosos: o linguista Heinz Dieter Pohl encontrou a lenda pela primeira vez num guia italiano de 1969, mais de um século depois do suposto episódio.
A lei de alimentos da Áustria (Österreichisches Lebensmittelbuch) reserva o nome Wiener Schnitzel ao preparado com vitela. Quando a carne é de porco, o prato se chama “Schnitzel Wiener Art” ou “Wiener Schnitzel vom Schwein”, e assim deve aparecer no cardápio.
Viena , Viena
O registro de alimentos tradicionais do Ministério da Agricultura da Áustria liga o Wiener Schnitzel a Viena, onde o nome aparece pela primeira vez num livro de receitas de 1831.
Vitela em bifes finos, sal, farinha de trigo, ovos, farinha de rosca (Semmelbrösel) e gordura para fritar: banha, manteiga clarificada ou óleo. Limão para servir.
Sai da frigideira direto para o prato, com uma fatia de limão para espremer por cima. Acompanha salada de batata, salada de pepino, de tomate ou de folhas, ou batatas cozidas com salsa.
É almoço de domingo e prato comum de restaurante. No passado, era comida de festa, reservada ao Natal, ao Ano-Novo e aos casamentos.
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Pela norma de alimentos da Áustria, não com esse nome. O Wiener Schnitzel é de vitela; a versão de porco deve se chamar “Schnitzel Wiener Art” ou “Wiener Schnitzel vom Schwein”.
É uma lenda. A história de que o marechal Radetzky teria trazido a receita da Itália em 1857 foi refutada por pesquisadores austríacos, que a encontraram pela primeira vez num guia italiano de 1969.
A crosta fica dourada, com ondas, e se solta da carne. A carne é fina e macia, e a fritura não deixa o empanado encharcado de gordura.
Sabores da Áustria

Vinho de pera do Mostviertel, na Baixa Áustria, fermentado a partir de variedades locais de pera para sidra. A região leva o nome da bebida e floresce de branco em abril.

Vinho do sul do Burgenland feito de videiras americanas plantadas depois da filoxera, com aroma de morango e frutas silvestres. Foi proibido por décadas e voltou a ser vendido em 1992.

Massa recheada com requeijão seco, batata e ervas como hortelã e cerefólio, fechada com uma borda trançada à mão e servida com manteiga derretida. É o prato mais ligado à Caríntia.

Torta de massa amanteigada com amêndoas ou avelãs moídas, recheada com geleia de groselha e coberta por uma grade de massa. Sua receita mais antiga conhecida é de 1653.

Vinho branco doce de Rust, feito com uvas atacadas pela podridão nobre e secas na videira, colhidas à mão. Tem regras de origem na Áustria (DAC) e na União Europeia (DOP).

Bolinhos achatados de pão amanhecido, queijo, ovos e cebola, dourados na manteiga e servidos no caldo de carne ou com salada verde. Prato das montanhas do Pinzgau, em Salzburgo.

Suflê doce de claras batidas, gemas, açúcar e pouca farinha, assado em três montes dourados e polvilhado com açúcar. Vai à mesa assim que sai do forno.

Bolinhos de pão amanhecido com toucinho defumado, ovos, leite e cebolinha, cozidos em água e servidos no caldo ou com salada de repolho. O turismo do Tirol os chama de clássico do estado.

Torta de chocolate densa, com geleia de damasco e uma cobertura lisa de chocolate, servida com creme batido sem açúcar. A receita básica é atribuída a Franz Sacher, em 1832.

Pequenas massas de ovo cozidas e montadas em camadas com queijos de montanha derretidos, cobertas de cebola frita. O turismo de Vorarlberg as chama de prato com queijo tradicional do estado.