Kölsch é a cerveja de Colônia. É clara, filtrada, de alta fermentação, bem atenuada e com o lúpulo em destaque. Em alemão, a mesma palavra também nomeia o dialeto da cidade, e os cervejeiros gostam de dizer que é a única cerveja que é ao mesmo tempo bebida, origem e língua.
O estilo é regulado. A Kölsch-Konvention, publicada em 1985, define o que é Kölsch e onde pode ser feita. Desde 1997, Kölsch é indicação geográfica protegida da União Europeia. Pode ser feita em Colônia e, como exceção, em algumas cervejarias de fora da cidade que já faziam Kölsch antes da convenção.
O jeito de servir faz parte da experiência. A Kölsch vem num copo cilíndrico, fino e estreito, de 0,2 litro, chamado Stange. Nas cervejarias tradicionais, o garçom, chamado Köbes, circula com uma bandeja redonda cheia de copos, o Kranz. Quando o copo esvazia, ele troca por um cheio sem perguntar e faz um risco no porta-copos. Para parar, a regra é colocar o porta-copos em cima do copo.
As cervejarias-taberna do centro antigo, perto da catedral e às margens do Reno, servem a Kölsch tirada do barril, com pratos da cozinha renana. O copo pequeno garante que a cerveja chegue sempre fresca. Na época do Carnaval de Colônia, a Kölsch está em toda parte.