O Dresdner Christstollen é o Stollen, o pão doce de Natal, de Dresden. É uma massa pesada de fermento, com farinha de trigo, leite, muita manteiga, açúcar, passas, casca de laranja e de limão cristalizada e amêndoas doces e amargas. Depois de assado, o Stollen é pincelado com manteiga derretida e coberto com uma camada grossa de açúcar de confeiteiro.
A ligação com Dresden é antiga. A menção mais antiga conhecida aparece em 1474, numa conta do hospital de São Bartolomeu da cidade. No começo, o Stollen era um pão de jejum, sem manteiga nem leite, que a Igreja proibia no Advento. Segundo a história contada pelos confeiteiros da cidade, os príncipes da Saxônia pediram ao papa que liberasse a manteiga, e uma carta papal de 1491, conhecida como carta da manteiga, abriu caminho para a receita mais rica.
Em 1730, o príncipe-eleitor Augusto, o Forte, mandou assar um Stollen gigante de cerca de 1,8 tonelada para uma grande festa militar, o acampamento de Zeithain, e o repartiu entre convidados e soldados. A cena inspira o Dresdner Stollenfest, festa que acontece todo ano no sábado antes do segundo domingo do Advento: um Stollen enorme desfila pelas ruas de Dresden e é cortado diante do público, perto do mercado de Natal da cidade, o Striezelmarkt. O nome do mercado vem de Striezel, nome antigo do Stollen.
Desde 2010, Dresdner Christstollen é indicação geográfica protegida da União Europeia. Só pode ser feito por padarias e confeitarias de Dresden e de municípios vizinhos definidos na especificação. Uma associação de padeiros controla a receita básica e concede um selo com a figura de Augusto, o Forte, a cavalo.