A cozinha
A comida típica da Polônia
A cozinha polonesa se formou em torno do centeio e do trigo, da batata, do repolho e do chucrute, dos cogumelos e frutas da floresta, da carne de porco e do creme azedo. Fermentar e defumar são técnicas antigas no país: delas vêm o zakwas de centeio do żurek, o chucrute do bigos e da kwaśnica e as carnes defumadas de muitos pratos de inverno. O primeiro livro de cozinha impresso em polonês, o Compendium ferculorum de Stanisław Czerniecki, de 1682, já traz receitas de pierogi, de bigos e de bolinhos fritos recheados.
O calendário religioso marca a mesa. Na quinta-feira gorda, a última antes da Quaresma, o país inteiro come pączki. Na Páscoa, o żurek com linguiça branca e ovo abre a refeição. Na véspera de Natal entram pierogi de repolho e cogumelos e doces de papoula. Em Poznań, o 11 de novembro, dia de São Martinho, é o dia do rogal świętomarciński.
As cidades guardam receitas próprias. Cracóvia vende nas ruas o obwarzanek, rosca escaldada e assada que tem indicação geográfica protegida. Toruń faz pão de mel com especiarias desde a Idade Média, e Lublin assa o cebularz, disco de massa com cebola e papoula de tradição judaica. Szczecin tem o pasztecik, pastel frito nascido de uma máquina dos anos 1960, Varsóvia tem a wuzetka, bolo de chocolate e creme ligado à reconstrução da cidade, e Zakopane, nos montes Tatra, serve a kwaśnica dos montanheses.
As regiões também têm pratos de identidade forte. Na Podláquia, perto da floresta de Białowieża, estão a babka ziemniaczana, torta de batata ralada, e a vodca aromatizada com capim-de-bisão. A Silésia tem o almoço de domingo de rolada com kluski e repolho-roxo, a Baixa Silésia tem o śląskie niebo, carne defumada com frutas secas, e a Silésia de Opole tem o kołocz, bolo de casamento com farofa. Entre as bebidas, a polska wódka é uma indicação geográfica nacional: só pode levar esse nome a vodca feita inteiramente no país com cereais ou batata poloneses.