Os pierniki toruńskie são pães de mel feitos com farinha de trigo e de centeio, mel e uma mistura forte de especiarias: pimenta, canela, cardamomo, gengibre, coentro, cravo, noz-moscada e anis-estrelado. O nome vem do polonês antigo pierny, que queria dizer apimentado. A massa é densa e compacta e se quebra em lascas crocantes. Há pierniki lisos, glaceados, cobertos de chocolate e recheados, em formatos que vão de 4 a 20 cm.
Toruń, à beira do Vístula, ficava em rotas de comércio que traziam especiarias do exterior, enquanto as florestas da região davam o mel e as terras de Chełmno davam o grão. O primeiro padeiro de pierniki da cidade conhecido pelo nome, Niclos Czan, aparece num registro de 1380. Em 1556, Toruń e Nuremberg fizeram um acordo para que os padeiros de cada cidade pudessem usar as receitas da outra. A produção teve seu auge nos séculos XVII e XVIII, quando o pão de mel de Toruń ganhou fama na Europa.
As formas de madeira entalhada são parte da história. As mais antigas que sobreviveram são do começo do século XVII e mostram reis e rainhas da Polônia, anjos, São Jorge e carruagens. Muitas se perderam na Segunda Guerra Mundial; parte do acervo está exposta na Prefeitura Velha de Toruń. A katarzynka, formada por seis círculos unidos, é o formato mais conhecido, e sua origem é contada por lendas.
Em 2021, os pierniki z Torunia entraram na Lista de Produtos Tradicionais da Polônia, e em 2025 a cultura do piernik de Toruń foi inscrita na lista nacional do patrimônio cultural imaterial. Na cidade há museus e oficinas onde o visitante faz o próprio piernik em formas de madeira, além de feiras ligadas ao dia de Santa Catarina e a festas do pão de mel.