Os pierogi são pastéis em forma de meia-lua, feitos de massa de farinha e água, sem fermento, fechados à mão e cozidos em água com sal. Depois de cozidos, podem ser servidos assim ou dourados na manteiga; também há versões assadas e fritas. Por cima vão cebola frita, torresmo, manteiga derretida ou creme azedo.
O recheio muda com a região e a estação. Os pierogi ruskie, de batata e twaróg, o queijo fresco polonês, estão entre os mais comuns em todo o país; o nome não se refere à Rússia, mas à antiga Rutênia, região que antes da guerra era polonesa e hoje fica na Ucrânia. Há pierogi de carne, de repolho fermentado com cogumelos secos, de trigo-sarraceno, de lentilha, de queijo de ovelha das montanhas e, no verão, de frutas como mirtilo, cereja e damasco, comidos como prato principal.
A história dos pierogi na Polônia é contada de várias formas. Uma das versões situa sua chegada no século XIII, provavelmente vindos do leste, e a tradição associa a chegada a São Jacinto, monge que ficou como padroeiro do prato; é uma lenda. O primeiro livro de cozinha impresso em polonês, o Compendium ferculorum de Stanisław Czerniecki, de 1682, já traz várias receitas: de rim de vitela com ervas e noz-moscada e, sobretudo, recheios doces de geleia, frutas e rosa.
Os pierogi fazem parte da ceia da véspera de Natal, com recheio de repolho e cogumelos e, nos doces, de papoula. No resto do ano estão em restaurantes, nos bares mleczne, refeitórios simples, e nas pierogarnie, casas dedicadas a eles, que oferecem dezenas de recheios.