
Aragosta alla catalana
Lagosta cozida e servida fria em pedaços, com tomate maduro, cebola crua, azeite e às vezes limão. É o prato que mais simboliza Alghero, cidade de herança catalã no noroeste da Sardenha.
Sabores · Roma
Alcachofras romanas inteiras, fritas duas vezes em azeite até se abrirem como uma flor dourada, com folhas crocantes e coração macio. É um prato da tradição judaico-romana, ligado ao antigo gueto da cidade.
Prato típico de Roma, Lácio
Também chamado: carciofo alla giudia, carciofi alla giudea
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Carciofi alla giudia — Roma, Itália
Os carciofi alla giudia são alcachofras fritas inteiras. Usa-se a alcachofra romanesca do tipo mammola, também chamada cimarolo, redonda, compacta e quase sem espinhos, cultivada na costa do Lácio. Depois de retiradas as folhas duras, a alcachofra é torneada em espiral, como se descasca uma maçã, e passa alguns minutos em água com limão para não escurecer.
A fritura é feita em duas etapas. Primeiro, em óleo quente, para cozinhar por dentro. Depois de um descanso, volta ao óleo bem quente, de cabeça para baixo, para que as folhas se abram e dourem. O resultado lembra uma flor: as pontas ficam crocantes como batata frita, e o coração, macio. Termina-se com sal.
O prato nasceu no gueto de Roma, onde a população judaica foi obrigada a viver de 1555 a 1870, ao lado do Teatro de Marcelo. A alcachofra estava entre os alimentos acessíveis, e a fritura em azeite tinha relação com o comércio de frituras de rua, um dos poucos ofícios permitidos aos moradores, e com as regras alimentares judaicas, que levam a preferir o azeite à manteiga. O prato era associado ao Pessach, a Páscoa judaica, que coincide com a primavera, de março a maio, época da alcachofra.
A alcachofra romanesca costuma estar no auge entre março e abril, e as ruas do antigo gueto continuam a ser o lugar mais associado ao prato. Em 2018, o rabinato-chefe de Israel considerou que a alcachofra inteira não seria kasher, porque insetos poderiam ficar entre as folhas; a comunidade judaica de Roma discordou, lembrando que as folhas da alcachofra romana são muito fechadas.
Roma , Lácio
Prato nascido na comunidade judaica do antigo gueto de Roma, onde continua a ser preparado.
Alcachofras romanescas do tipo mammola, azeite para fritar, sal e limão para a água da limpeza.
Inteira, como entrada ou acompanhamento, logo depois de frita. As folhas externas, crocantes, se comem com as mãos.
Sobretudo na primavera, de março a maio, época da alcachofra romanesca; ligada ao Pessach na tradição judaica.
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Giudia quer dizer 'à maneira judaica'. O prato nasceu na comunidade judaica do antigo gueto de Roma.
Alla giudia, a alcachofra é frita inteira e fica crocante. Alla romana, é cozida lentamente em panela com alho, hortelã e azeite e fica macia.
A alcachofra romanesca costuma aparecer nos mercados entre janeiro e maio, com auge entre março e abril.
Sabores da Itália

Lagosta cozida e servida fria em pedaços, com tomate maduro, cebola crua, azeite e às vezes limão. É o prato que mais simboliza Alghero, cidade de herança catalã no noroeste da Sardenha.

Focaccia alta e macia, com batata cozida na massa, coberta de tomatinhos amassados, azeitonas, orégano e bastante azeite, com a borda crocante. Leva o nome de Bari e é o lanche mais comum da cidade.

Pequenas massas de sêmola em forma de orelha, feitas à mão, cozidas com folhas e brotos de nabo e temperadas com alho, anchova, pimenta e azeite. Em Bari, as orecchiette são feitas à vista na rua da cidade velha.

Fitas de massa fresca de ovo servidas com ragù, um molho de carne cozido lentamente com tomate. A largura da tagliatella e a receita do ragù estão registradas na Câmara de Comércio de Bolonha.

Pequenas massas de ovo dobradas em anel, recheadas de carne de porco, presunto, mortadela e queijo, servidas num caldo de carne. A receita do recheio está registrada em Bolonha, e o prato é tradicional nas festas de fim de ano.

Duas folhas de massa finíssimas, sem fermento, com queijo fresco derretido entre elas, assadas em forno muito quente em assadeiras redondas de cobre. É protegida como indicação geográfica e só pode ser feita em Recco, Sori, Avegno e Camogli.

Prato frio de fatias de tomate e mozzarella intercaladas, com folhas de manjericão e azeite. Vermelho, branco e verde, leva o nome da ilha de Capri, onde nasceu segundo os relatos mais citados.

Bolo baixo de chocolate amargo e amêndoas, feito sem farinha de trigo. Tem casquinha fina por fora e miolo úmido. Leva o nome de Capri, onde várias histórias situam o seu nascimento.

Massa com molho de tomate, berinjela frita, manjericão e ricota salgada ralada por cima. É o prato que identifica Catânia, e o nome homenageia a ópera Norma, do compositor catanense Vincenzo Bellini.

Meias-luas de massa fresca recheadas de beterraba e batata, temperadas com manteiga derretida, sementes de papoula e queijo. São a massa típica de Cortina d'Ampezzo, nas Dolomitas.

Pão redondo e achatado de farinha, banha ou azeite, sal e água, assado na chapa e recheado na hora com frios, queijo ou verduras. É a comida de toda a Romanha, protegida como indicação geográfica, em duas versões: a mais grossa e a fina, de Rimini.

Bisteca alta de boi, com osso em forma de T, grelhada na brasa e servida malpassada, temperada só com sal e azeite. Leva o nome de Florença e costuma ser pedida para dividir.

Sanduíche de lampredotto, o quarto estômago do boi, cozido lentamente em caldo e servido em pão redondo com molho verde ou picante. É a comida de rua mais típica de Florença, vendida nos quiosques dos trippai.

Focaccia baixa e macia, marcada por covinhas cheias de azeite e salmoura, com a superfície dourada e salgada. Os genoveses a comem a qualquer hora, inclusive no café da manhã, molhada no café com leite.

Massa curta e torcida, feita à mão, temperada com pesto genovese: manjericão, alho, pinoli, queijos e azeite socados no pilão. Gênova é a cidade do pesto, e as trofie vêm do litoral vizinho.

Costeleta de vitela com osso, passada no ovo e na farinha de rosca e frita na manteiga. Em 2008, a prefeitura de Milão lhe deu a denominação municipal com o nome costoletta alla milanese.

Pão doce alto e cilíndrico, de massa fermentada lentamente, com manteiga, ovos, passas e frutas cristalizadas. É o doce de Natal de Milão, cercado de lendas sobre a sua origem.

Risoto amarelo de açafrão, cozido no caldo de carne e finalizado com manteiga e queijo. É o prato mais associado à cozinha de Milão e acompanha também o ossobuco.

Pizza de massa macia e borda alta e aerada, aberta à mão e assada em poucos instantes em forno a lenha. As versões clássicas são a marinara e a margherita. A arte de quem a prepara em Nápoles é patrimônio imaterial reconhecido pela UNESCO.

Doce em forma de concha feito de lâminas finíssimas de massa sobrepostas, que estalam ao morder. O recheio é de sêmola cozida, ricota, açúcar e frutas cristalizadas. Comida morna, é uma das peças mais conhecidas da confeitaria de Nápoles.

Bolinho de arroz com açafrão, recheado, empanado e frito. Em Palermo chama-se arancina, no feminino, e é redondo como uma laranja. É a comida do dia de Santa Lúcia, 13 de dezembro, quando os palermitanos não comem pão nem massa.

Bolo de pão de ló e creme de ricota adoçada, revestido de pasta reale verde e coberto de glacê e frutas cristalizadas. Doce da Páscoa, reúne em camadas a história da Sicília e está ligado aos conventos de Palermo.

Pão macio com gergelim recheado de baço e pulmão de vitela cozidos e depois aquecidos na banha. Pode vir só com limão ou com queijo e ricota. É o sanduíche de rua mais típico de Palermo.

Massa temperada com gema de ovo, guanciale tostado, pecorino romano e pimenta-do-reino moída na hora. O creme se forma com o calor da massa, sem creme de leite. Embora a origem seja discutida, é um dos pratos que identificam a cozinha de Roma.

Leitão inteiro assado lentamente no espeto junto ao fogo de lenha, perfumado com murta, até a pele ficar crocante. É o prato das festas e dos grandes encontros na Sardenha, servido em bandejas de cortiça.

Discos de massa de sêmola recheados de queijo fresco com casca de limão ou laranja, fritos e cobertos de mel. É o doce mais conhecido da Sardenha, nascido no interior pastoril da ilha.

Tubo de massa frita e crocante recheado na hora com creme doce de ricota de ovelha, decorado nas pontas com frutas cristalizadas ou pistache. É o doce mais conhecido da Sicília, ligado ao Carnaval.

Doce redondo, baixo e denso, de frutas cristalizadas, amêndoas, mel e especiarias. Tem origem medieval em Siena e duas versões: a branca, coberta de açúcar, e a escura, mais condimentada. É protegido como indicação geográfica.

Biscoitos macios de massa de amêndoa, açúcar e clara de ovo, em forma de losango, com a superfície rachada e coberta de açúcar. São um dos doces de Natal de Siena e têm indicação geográfica protegida.

Bolinhos de pão amanhecido misturado com leite, ovos e speck, queijo ou ervas, cozidos e servidos em caldo ou com manteiga derretida. São o prato das duas províncias do Trentino-Alto Ádige, onde também se chamam Knödel.

Bebida quente servida em copo pequeno de vidro, em três camadas que não se misturam: chocolate quente, café espresso e creme de leite. É a bebida típica de Turim, ligada aos cafés históricos da cidade desde o século 18.

Vinho aromatizado com artemísia, ervas e especiarias, nascido em Turim no fim do século 18. Bebido puro ou em coquetéis, é a base do aperitivo turinense e tem indicação geográfica própria.

Creme quente e liso de queijo Fontina derretido lentamente com leite, manteiga e gemas, servido com pão tostado, batatas ou polenta. É o prato que melhor representa a Fontina DOP, o queijo do Vale de Aosta.

Bacalhau seco ao ar, demolhado, cozido e batido com azeite até virar um creme branco e leve. É servido sobre polenta ou pão nos bacari de Veneza e liga a cidade à história do navegador que trouxe esse peixe da Noruega.

Sardinhas fritas cobertas de cebola cozida no vinagre, com passas e pinoli, deixadas a descansar até pegar o sabor agridoce. Nasceram como forma de conservar o peixe nos barcos e são o prato da Festa del Redentore, em Veneza.

Pão doce alto e macio em forma de estrela de oito pontas, de massa amarela rica em manteiga e ovos, coberto de açúcar de confeiteiro na hora de servir. Nasceu em Verona no fim do século 19 e é um dos dois doces de Natal da Itália.