
Fröccs
Vinho misturado com água com gás (szóda), em proporções que têm nomes próprios, como kisfröccs, hosszúlépés e házmester. Branco, rosé ou tinto, é a bebida de verão de bares, adegas e terraços da Hungria.
Comida típica · Hungria
A sopa de peixe do Tisza e do Danúbio, os vinhos de Tokaj e Badacsony, as tortas e os crepes de Budapeste, a pálinka e as comidas de rua e de Natal que se encontram no país inteiro.
Na foto: Lago Balaton em Tihany, Veszprém
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
A cozinha
A cozinha húngara se formou entre a planície e os rios. Na Grande Planície, os pastores de gado cozinhavam carne com cebola em caldeirões sobre o fogo, os bogrács, e desse costume vêm a sopa de gulyás e os ensopados de páprica. Às margens do Danúbio e do Tisza, os pescadores fizeram da carpa e de outros peixes de rio a base de sopas vermelhas de páprica, que cada cidade prepara à sua maneira. A páprica moída, cultivada no sul do país, chegou à mesa húngara no século XIX e se tornou o tempero mais característico do país.
Desde 2012, a Hungria mantém por lei uma lista oficial de seus valores nacionais, a Coleção dos Hungarikumok. Ela reúne lugares, tradições e produtos, e muitas comidas e bebidas estão nela: a sopa de gulyás, as sopas de peixe de Baja e do Tisza, a torta Dobos, o lángos, o kürtőskalács, a pálinka, o fröccs, o szaloncukor e vinhos como o Tokaji aszú e o Badacsonyi kéknyelű.
Budapeste viveu no fim do século XIX o auge de seus cafés e confeitarias. Da capital saíram a torta Dobos, apresentada na exposição de 1885, o crepe que leva o nome do restaurante Gundel e o Unicum, licor de ervas da família Zwack. No norte, Tokaj dá nome a um vinho doce de uvas atacadas pela podridão nobre, colhidas uma a uma. Na margem norte do lago Balaton, o monte Badacsony é a casa de uma uva branca quase exclusiva da região.
No sul, Szeged e Baja têm cada uma sua sopa de peixe: a de Szeged, de caldo grosso passado na peneira, e a de Baja, servida sobre uma massa fina. Pelo país inteiro, o lángos frito aparece nas feiras e nas praias, o kürtőskalács assa na brasa nos mercados de inverno, o fröccs mistura vinho e água com gás no verão e o szaloncukor enfeita as árvores de Natal.
13 sabores

Vinho misturado com água com gás (szóda), em proporções que têm nomes próprios, como kisfröccs, hosszúlépés e házmester. Branco, rosé ou tinto, é a bebida de verão de bares, adegas e terraços da Hungria.

Sopa de carne bovina com bastante caldo, cebola, páprica, batata em cubos e csipetke, uma massinha beliscada que cozinha na própria panela. É feita sem engrossar com farinha. O nome vem dos gulyás, os vaqueiros da Grande Planície.

Massa doce de fermento enrolada em tira num rolo de madeira, assada girando sobre a brasa e coberta de açúcar caramelizado. Sai do rolo em forma de cilindro oco. Tem origem na Terra dos Székely, na Transilvânia, e é vendido em feiras e mercados de Natal em toda a Hungria.

Massa de fermento aberta à mão e frita até ficar dourada, crocante por fora e macia por dentro. A cobertura clássica é creme azedo, queijo ralado e, a gosto, alho. Comida de rua de feiras, mercados e praias em todo o país.

Aguardente de frutas destilada na Hungria, de ameixa, damasco, pera, maçã, cereja e muitas outras. Por lei, a fruta precisa ser cultivada na Hungria, e todas as etapas, da fermentação ao engarrafamento, precisam acontecer no país. É indicação geográfica protegida da União Europeia.

Bombom de Natal, em geral de fondant coberto de chocolate, embrulhado em papel brilhante colorido e pendurado nos galhos da árvore de Natal. Os recheios mais comuns são geleia de fruta, marzipã, coco e caramelo.

Sopa de peixe de Baja, cidade às margens do Danúbio, feita de carpa, cebola e páprica cozidas juntas no caldeirão, sem passar o caldo na peneira. É servida sobre uma massa fina, a gyufatészta, com o peixe à parte e pimenta picante.

Torta de camadas finas de pão de ló intercaladas com creme de manteiga de chocolate e cobertas por uma lâmina de caramelo. Foi criada pelo confeiteiro József C. Dobos, dono de uma delicatéssen em Budapeste, e apresentada na Exposição Nacional Geral de 1885.

Crepe dobrado recheado de nozes, passas e casca de laranja cristalizada, aromatizado com rum e coberto com calda de chocolate. Leva o nome do restaurante Gundel, no Parque da Cidade de Budapeste, que o pôs no cardápio; a receita é atribuída a Ilona Matzner, mulher do escritor Sándor Márai.

Licor amargo de ervas, escuro, produzido pela família Zwack em Budapeste com uma receita guardada em segredo de mais de 40 ervas e especiarias, envelhecido em barris de carvalho. A garrafa redonda com uma cruz no rótulo é reconhecida em todo o país.

Sopa de peixe de rio de Szeged, vermelha de páprica, feita com um caldo grosso de vários peixes, cabeças e espinhas de carpa e cebola, passado na peneira. Os pedaços de carpa cozinham nesse caldo, e a sopa vem com pão e pimenta à parte.

Vinho doce da região vinícola de Tokaj, no nordeste da Hungria, feito com uvas atacadas pela podridão nobre e colhidas grão a grão. Os grãos aszú são amassados e macerados em mosto ou vinho, e o vinho envelhece em barris de carvalho em adegas subterrâneas.

Vinho branco da uva kéknyelű, plantada quase só na região vinícola de Badacsony, na margem norte do lago Balaton. O nome da uva significa "talo azul". Os vinhos costumam ser secos, de acidez marcada, e há também versões espumantes e doces.
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A sopa de gulyás, os ensopados de páprica e as sopas de peixe de rio estão entre os pratos mais conhecidos. Muitas especialidades são ligadas a lugares: a torta Dobos e o crepe Gundel a Budapeste, a sopa de peixe a Szeged e a Baja, os vinhos a Tokaj e Badacsony. O lángos e o kürtőskalács aparecem em todo o país.
É um valor nacional inscrito na Coleção dos Hungarikumok, lista oficial criada por uma lei de 2012. Inclui lugares, tradições e produtos que o país considera característicos da cultura húngara, entre eles várias comidas e bebidas.
Na Hungria, gulyás é uma sopa de carne com bastante caldo, batata e massinha. O pörkölt é um ensopado grosso de carne com cebola e páprica, com pouco líquido, servido com acompanhamento. O que muitos países chamam de goulash costuma ser mais parecido com o pörkölt.
Entre os mais conhecidos estão o Tokaji aszú, vinho doce de Tokaj; o Badacsonyi kéknyelű, branco do norte do lago Balaton. O vinho também entra no fröccs, misturado com água com gás.