
Fröccs
Vinho misturado com água com gás (szóda), em proporções que têm nomes próprios, como kisfröccs, hosszúlépés e házmester. Branco, rosé ou tinto, é a bebida de verão de bares, adegas e terraços da Hungria.
Sabores · Tokaj
Vinho doce da região vinícola de Tokaj, no nordeste da Hungria, feito com uvas atacadas pela podridão nobre e colhidas grão a grão. Os grãos aszú são amassados e macerados em mosto ou vinho, e o vinho envelhece em barris de carvalho em adegas subterrâneas.
Bebida típica de Tokaj, Borsod-Abaúj-Zemplén
Também chamado: Tokaji Aszú, Tokaj Aszú
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
Clique na foto para ampliar.
Tokaji aszú — Tokaj, Hungria
Aszú é o nome dado aos grãos de uva que, no outono, ficam enrugados e concentrados pela ação de um fungo, a podridão nobre. Na região vinícola de Tokaj, esses grãos são colhidos um a um, à mão, separados dos demais. Depois são amassados até virar uma pasta, que é macerada em mosto ou vinho da mesma safra e da mesma região. O vinho fermenta devagar e amadurece em barris de carvalho, em adegas de temperatura constante.
As uvas mais usadas são a furmint e a hárslevelű, ao lado da sárgamuskotály. A doçura era medida pelo número de puttony, os cestos de colheita, de grãos aszú acrescentados a um barril de 136 litros, o barril de Gönc. Pelas regras adotadas a partir da safra de 2013, todo vinho rotulado Tokaji aszú precisa de pelo menos 120 gramas de açúcar residual por litro, e a indicação de 5 ou 6 puttonyos no rótulo passou a ser opcional.
O vinho é inscrito na Coleção dos Hungarikumok desde 2013. A paisagem cultural da região vinícola de Tokaj, com vinhedos em encostas vulcânicas, aldeias e adegas, é Patrimônio Mundial da UNESCO. O hino nacional húngaro cita as videiras de Tokaj.
A cidade de Tokaj, no encontro dos rios Bodrog e Tisza, dá nome à região, que reúne dezenas de localidades. Uma pequena parte da área histórica fica na Eslováquia. Adegas da região recebem visitantes para degustações; o aszú é provado em pequenas taças, com calma.
Tokaj , Borsod-Abaúj-Zemplén
A cidade de Tokaj dá nome à região vinícola onde o aszú é produzido, entre os rios Bodrog e Tisza.
Grãos aszú (uvas atacadas pela podridão nobre) de furmint, hárslevelű, sárgamuskotály e outras variedades autorizadas; mosto ou vinho-base da mesma safra e região.
Em pequenas taças, levemente resfriado, como vinho de sobremesa ou de fim de refeição.
Vinho de comemorações e de fim de refeição. A colheita dos grãos aszú acontece em geral em outubro e novembro, conforme o ano.
Tire suas dúvidas
Um vinho doce da região de Tokaj, no nordeste da Hungria, feito com grãos de uva atacados pela podridão nobre, colhidos um a um e macerados em mosto ou vinho.
Puttony era o cesto de colheita. O número indicava quantos cestos de grãos aszú iam para cada barril de 136 litros. Hoje todo aszú tem um mínimo de açúcar definido pelas regras, e a indicação de 5 ou 6 puttonyos é opcional.
Principalmente furmint e hárslevelű, ao lado da sárgamuskotály e de outras variedades autorizadas na região.
Sabores da Hungria

Vinho misturado com água com gás (szóda), em proporções que têm nomes próprios, como kisfröccs, hosszúlépés e házmester. Branco, rosé ou tinto, é a bebida de verão de bares, adegas e terraços da Hungria.

Sopa de carne bovina com bastante caldo, cebola, páprica, batata em cubos e csipetke, uma massinha beliscada que cozinha na própria panela. É feita sem engrossar com farinha. O nome vem dos gulyás, os vaqueiros da Grande Planície.

Massa doce de fermento enrolada em tira num rolo de madeira, assada girando sobre a brasa e coberta de açúcar caramelizado. Sai do rolo em forma de cilindro oco. Tem origem na Terra dos Székely, na Transilvânia, e é vendido em feiras e mercados de Natal em toda a Hungria.

Massa de fermento aberta à mão e frita até ficar dourada, crocante por fora e macia por dentro. A cobertura clássica é creme azedo, queijo ralado e, a gosto, alho. Comida de rua de feiras, mercados e praias em todo o país.

Aguardente de frutas destilada na Hungria, de ameixa, damasco, pera, maçã, cereja e muitas outras. Por lei, a fruta precisa ser cultivada na Hungria, e todas as etapas, da fermentação ao engarrafamento, precisam acontecer no país. É indicação geográfica protegida da União Europeia.

Bombom de Natal, em geral de fondant coberto de chocolate, embrulhado em papel brilhante colorido e pendurado nos galhos da árvore de Natal. Os recheios mais comuns são geleia de fruta, marzipã, coco e caramelo.

Sopa de peixe de Baja, cidade às margens do Danúbio, feita de carpa, cebola e páprica cozidas juntas no caldeirão, sem passar o caldo na peneira. É servida sobre uma massa fina, a gyufatészta, com o peixe à parte e pimenta picante.

Torta de camadas finas de pão de ló intercaladas com creme de manteiga de chocolate e cobertas por uma lâmina de caramelo. Foi criada pelo confeiteiro József C. Dobos, dono de uma delicatéssen em Budapeste, e apresentada na Exposição Nacional Geral de 1885.

Crepe dobrado recheado de nozes, passas e casca de laranja cristalizada, aromatizado com rum e coberto com calda de chocolate. Leva o nome do restaurante Gundel, no Parque da Cidade de Budapeste, que o pôs no cardápio; a receita é atribuída a Ilona Matzner, mulher do escritor Sándor Márai.

Licor amargo de ervas, escuro, produzido pela família Zwack em Budapeste com uma receita guardada em segredo de mais de 40 ervas e especiarias, envelhecido em barris de carvalho. A garrafa redonda com uma cruz no rótulo é reconhecida em todo o país.

Sopa de peixe de rio de Szeged, vermelha de páprica, feita com um caldo grosso de vários peixes, cabeças e espinhas de carpa e cebola, passado na peneira. Os pedaços de carpa cozinham nesse caldo, e a sopa vem com pão e pimenta à parte.

Vinho branco da uva kéknyelű, plantada quase só na região vinícola de Badacsony, na margem norte do lago Balaton. O nome da uva significa "talo azul". Os vinhos costumam ser secos, de acidez marcada, e há também versões espumantes e doces.