A cozinha
A comida típica da Dinamarca
A cozinha dinamarquesa vem de um país de fazendas, portos e invernos longos. O porco, o centeio, a manteiga e o leite das fazendas estão na base de muitos pratos, e do mar vem o arenque, servido marinado, frito ou defumado. O comércio com outros países trouxe as especiarias e o açúcar que aparecem nos doces.
Parte dessa comida é do país inteiro. O smørrebrød, sanduíche aberto sobre pão escuro, é o almoço tradicional. A stegt flæsk med persillesovs, porco frito com molho de salsinha, foi escolhida prato nacional numa votação de 2014, e as frikadeller, bolinhos de carne fritos, aparecem em casas e restaurantes de norte a sul. Na mesa do almoço, o snaps de akvavit acompanha o arenque, e na rua os carrinhos de cachorro-quente, as pølsevogne, fazem parte da paisagem das cidades.
O calendário também passa pela cozinha. No Advento e no Natal há æbleskiver, bolinhas fritas em frigideira própria, e a ceia de 24 de dezembro termina com a risalamande e a amêndoa escondida. No verão, a rødgrød med fløde junta frutas vermelhas e creme.
Algumas especialidades estão ligadas a uma cidade. Copenhague viu nascer a primeira padaria vienense do país, de onde vem o wienerbrød. Odense guarda os registros mais antigos do brunsviger, o bolo de Fyn. Gudhjem, em Bornholm, dá nome ao Sol over Gudhjem, servido nos defumadouros de arenque, e Christiansfeld, a cidade da Igreja Morávia, é conhecida pelos honningkager, bolos de mel e especiarias.
Cada página conta a história da especialidade e o vínculo com o lugar, lista os ingredientes e explica quando e como os dinamarqueses a comem. Os nomes aparecem em dinamarquês, do jeito usado no país.