Smørrebrød quer dizer pão com manteiga. A base é quase sempre uma fatia fina de rugbrød, o pão de centeio escuro e denso, com manteiga ou gordura. Por cima vai uma cobertura que pode ser simples ou elaborada: arenque marinado, ovo cozido e camarão, rosbife com raiz-forte, leverpostej, o patê de fígado, com picles, frikadeller com repolho roxo, flæskesteg com repolho e ameixa.
O smørrebrød é parte essencial da cultura alimentar do país, comido em todas as classes, sobretudo no almoço. Por muito tempo foi apenas um lanche de pão com manteiga ou banha. No fim do século 19 nasceu o smørrebrød alto e enfeitado: em 1883, Louise Nimb lançou no seu restaurante, no Tivoli de Copenhague, uma lista em que o cliente marcava as peças que queria.
O vinhateiro Oskar Davidsen tornou o prato conhecido no mundo. Sua casa em Copenhague, aberta no fim do século 19, ficou famosa nos anos 1930 pela lista de smørrebrød de 1,4 metro, com cerca de 170 variedades. Nas últimas décadas, cozinheiros reinventaram o prato com mais legumes e técnicas novas.
Cada peça se come com garfo e faca, e um almoço de festa pode ter várias delas, acompanhadas de cerveja e de snaps.
O smørrebrød está em casas, lanchonetes e restaurantes de toda a Dinamarca. No Natal, a julefrokost, o almoço de fim de ano, reúne as coberturas mais tradicionais.