
Chupe de camarones
Sopa espessa de camarão de rio com batata, ovo, leite e queijo. É chamada de embaixadora da cozinha tradicional arequipeña e servida como prato principal nas picanterías.
Comida típica · Peru
Da causa limeña ao chiriuchu do Corpus Christi no Cusco e ao caldo de peixes do Titicaca: pratos, doces e bebidas ligados a cidades e departamentos do Peru, com a história e o jeito de provar cada um.
Na foto: Machu Picchu, Cusco
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
A cozinha
A cozinha do Peru muda com a paisagem. Na costa, o mar frio e os vales irrigados no meio do deserto dão peixes, mariscos, uvas e cana-de-açúcar. Nos Andes, a batata, o milho e o ají são a base de tudo, e as festas religiosas têm pratos próprios. No altiplano do lago Titicaca, os peixes do lago entram nos caldos de todo dia.
Séculos de encontros moldaram essa mesa. Os povos andinos já cozinhavam batata com ají antes da chegada dos espanhóis, que trouxeram o leite, o trigo, a vinha e o açúcar. Os conventos coloniais criaram doces que ainda hoje se vendem nas ruas, e os africanos escravizados e seus descendentes deixaram receitas ligadas às procissões de Lima.
O Estado peruano protege parte dessa herança. O pisco foi a primeira denominação de origem do país, e o Indecopi, o instituto de propriedade intelectual, registra receitas como Especialidades Tradicionais Garantidas, entre elas a ocopa arequipeña, a papa a la huancaína e o seco de chabelo. As picanterías de Arequipa, onde se servem os pratos tradicionais da cidade, são Patrimônio Cultural da Nação.
Muitos pratos têm dia e festa: o shambar das segundas-feiras em Trujillo, o turrón de outubro em Lima, o chiriuchu do Corpus Christi no Cusco. O ceviche, prato mais conhecido do país, tem as práticas de preparo e consumo inscritas pela UNESCO como patrimônio imaterial; ele se come em todo o Peru, sem um lugar só.
Cada especialidade aparece aqui ligada a uma cidade ou a um departamento que a representa. Isso não quer dizer que só se coma ali: muitas se espalharam pelo país. A página de cada uma explica a relação com o lugar, os ingredientes e o costume de servir. Pisco e outras bebidas fazem parte da cultura do país e se apreciam com moderação.
17 sabores

Sopa espessa de camarão de rio com batata, ovo, leite e queijo. É chamada de embaixadora da cozinha tradicional arequipeña e servida como prato principal nas picanterías.

Creme de huacatay, ají amarelo, amendoim e queijo, moído tradicionalmente no batán e servido sobre batatas cozidas com ovo e azeitona. É Especialidade Tradicional Garantida do Indecopi, pedida pelas picanteras de Arequipa.

Sorvete artesanal de leite, açúcar, canela, cravo e coco, mexido numa bacia sobre gelo. Apesar do nome, não leva queijo. É o doce mais conhecido de Arequipa, com dia próprio no calendário da cidade.

Pimenta rocoto aferventada para tirar o ardor, recheada com carne picada, cebola, amendoim e azeitona, coberta de queijo e assada. É o prato mais emblemático das picanterías de Arequipa.

Arroz verde de coentro cozido com chicha de jora ou cerveja preta, com pato marinado em ají, alho e vinagre. No século 19 era conhecido como pato con arroz a la chiclayana.

Prato frio de festa com cuy assado, galinha, cecina, chouriço, torreja, cancha, queijo, alga cochayuyo e rocoto. É o prato do Corpus Christi no Cusco.

Batatas cozidas cobertas com um creme de ají amarelo, queijo fresco e leite, moído no batán, com alface, ovo e azeitona. A receita da tradição da província de Huancayo é Especialidade Tradicional Garantida do Indecopi.

Aguardente de uva destilada de mostos frescos de uvas pisqueiras, sem água nem açúcar. É a primeira denominação de origem do Peru e se produz na costa de cinco departamentos, entre eles Ica.

Bombom de manjar blanco com recheio de fruta cristalizada ou nozes-pecã, coberto de fondant; a chocoteja é a versão com chocolate. É o doce tradicional de Ica, reconhecido pela prefeitura como patrimônio culinário.

Alfajor grande de biscoitos amanteigados intercalados com manjar blanco, doce de abacaxi e doce de amendoim. Nasceu na cidade de Lambayeque, e o nome vem do filme de 1933.

Massa fria de batata amarela amassada com ají amarelo e limão, montada em camadas com recheio de frango, atum ou frutos do mar. Leva Lima no nome e é ligada à história da Independência.

Coquetel de pisco, suco de limão, xarope de açúcar e clara de ovo, batido com gelo e servido com gotas de amargo. A Academia Peruana del Pisco situa a origem num bar do centro de Lima nos anos 1920.

Doce de Lima em duas camadas: um manjar blanco de leite, açúcar e gemas, coberto por merengue com vinho do Porto e canela. O nome quer dizer "suspiro da limenha".

Bastões de massa de farinha com anis, em camadas, banhados em mel de chancaca e cobertos de confeitos coloridos. É o doce de outubro em Lima, mês da procissão do Señor de los Milagros.

Banana-verde frita e amassada com carne seca, chicha de jora, ají panca e coentro. É um dos pratos mais representativos de Piura, reconhecido pelo Indecopi como Especialidade Tradicional Garantida em 2026.

Caldo de peixes do lago Titicaca, como o carachi, cozidos inteiros com batata, chuño e muña. É comida do dia a dia em Puno, com dia próprio no calendário da cidade.

Sopa espessa de trigo com feijão, grão-de-bico, ervilha e fava, com carnes de porco e presunto, perfumada com hortelã. É o prato das segundas-feiras em Trujillo.
Sugira um prato, doce ou bebida típica do Peru que não está aqui. Conferimos as fontes antes de incluir.
Sabores dos países
Escolha um país para ver os pratos, doces e bebidas típicas dele.
Tire suas dúvidas
É um registro do Indecopi, o instituto peruano de propriedade intelectual, que protege a receita e o modo de preparo tradicionais de um prato ou doce, informando o consumidor sobre suas características. Ocopa arequipeña, papa a la huancaína e seco de chabelo estão entre os pratos registrados.
Em dezembro de 2023, a UNESCO inscreveu na sua lista de patrimônio imaterial as práticas e os significados associados à preparação e ao consumo do ceviche, como expressão da cozinha tradicional peruana.
É um restaurante tradicional, sobretudo de Arequipa e do norte do Peru, herdeiro das antigas chicherías, onde se servem pratos típicos e chicha. As picanterías de Arequipa foram declaradas Patrimônio Cultural da Nação em 2014.