
Pizza porteña
A pizza de Buenos Aires: massa alta assada na fôrma, coberta de muita muçarela e comida em porções, muitas vezes de pé no balcão. Inclui a fugazzeta, recheada de queijo e coberta de cebola, e a fainá de grão-de-bico que a acompanha.
Comida típica · Argentina
Da empanada salteña à tucumana, do Torrontés de Cafayate ao Malbec de Luján de Cuyo, da pizza porteña à torta negra galesa do Chubut: pratos, doces e bebidas ligados a cidades e províncias da Argentina.
Na foto: Glaciar Perito Moreno, El Calafate (Santa Cruz)
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
A cozinha
A cozinha argentina muda muito ao longo do país. No noroeste, nas províncias andinas de Salta, Jujuy e Tucumán, o milho, a batata, a abóbora e as carnes guisadas mostram raízes andinas e criollas, e a empanada tem receita própria em cada lugar. Em Cuyo, ao pé da cordilheira, os oásis irrigados concentram boa parte dos vinhedos do país. No litoral nordeste, perto do Paraguai e do Brasil, a herança guarani aparece na mandioca, nas massas simples e na erva-mate. Na Patagônia, as comunidades de imigrantes deixaram receitas que viraram identidade regional.
A empanada é um bom exemplo dessa variedade. Em quase todo o país se come empanada, mas a salteña leva batata e carne cortada a faca, enquanto a tucumana leva matambre e não aceita batata nem azeitona. Cada província defende a sua, com concursos, festas e regras de júri.
O vinho é parte da cultura de várias províncias. O Malbec, uva de origem francesa, se tornou a variedade mais associada ao país, e em Luján de Cuyo, em Mendoza, tem a primeira denominação de origem controlada das Américas. O Torrontés é uma uva nascida na Argentina e encontrou nos vales altos de Salta, em torno de Cafayate, uma das suas expressões mais conhecidas. Aprecie com moderação.
A imigração também está na mesa. Os genoveses de La Boca ajudaram a criar a pizza porteña de Buenos Aires, de massa alta e muito queijo. Os colonos galeses que chegaram ao Chubut em 1865 deram origem à torta negra galesa, servida no chá das casas de chá do vale. Em Córdoba, o alfajor ganhou glacê e recheio de doces de fruta; em Misiones, o reviro alimentava os trabalhadores dos ervais.
Cada especialidade aparece aqui ligada a uma cidade ou a uma província que a representa. Isso não quer dizer que só se coma ali: muitas se espalharam pelo país. O asado, o doce de leite e o mate, por exemplo, são de todo o território e não têm um lugar só. A página de cada especialidade explica a relação com o lugar, os ingredientes e o jeito de servir.
8 sabores

A pizza de Buenos Aires: massa alta assada na fôrma, coberta de muita muçarela e comida em porções, muitas vezes de pé no balcão. Inclui a fugazzeta, recheada de queijo e coberta de cebola, e a fainá de grão-de-bico que a acompanha.

Vinho branco aromático de uva nascida na Argentina, com perfume floral e frutado. Nos vinhedos altos do vale de Cafayate, em Salta, tem uma das suas expressões mais conhecidas e uma semana de festejos todo ano.

Bolo escuro, denso e perfumado de frutas secas, nozes, açúcar mascavo e especiarias, herança dos colonos galeses que chegaram ao Chubut em 1865. É o centro do chá galês e pode ser guardado por muito tempo.

Alfajor da província de Córdoba, de massa macia feita com mel, recheado de doce de fruta, como marmelo ou pera, ou de doce de leite, e coberto por uma fina camada de glacê branco, sem chocolate.

Empanada de Tucumán recheada de matambre cortado a faca, cozido em caldo, com cebola, cebolinha, ovo cozido, cominho e páprica, sem batata nem azeitona. Famaillá, a Capital Nacional de la Empanada, sedia a festa e o campeonato nacional.

Vinho tinto de Malbec dos vinhedos antigos de Luján de Cuyo, em Mendoza, protegido pela Denominación de Origen Controlada Luján de Cuyo, considerada a primeira das Américas, com regras de uva, teor alcoólico e envelhecimento.

Prato simples de Misiones, de farinha, água e sal, às vezes com ovo, mexido na panela até virar uma massa esfarelada. Nasceu nos ervais da província, entre os trabalhadores da erva-mate, e se come com mate cocido no café da manhã.

Empanada pequena e muito suculenta de Salta, recheada de carne cortada a faca em cubinhos, batata, cebolinha, ovo cozido, páprica e cominho, assada de preferência em forno de barro e servida bem quente, com molho picante à parte.
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Tire suas dúvidas
A salteña é pequena, leva carne cortada a faca em cubinhos, batata, cebolinha e ovo, e costuma ir ao forno de barro. A tucumana leva matambre cortado a faca, cozido em caldo, cebola, cebolinha e ovo, sem batata nem azeitona, e pode ser assada ou frita.
O Malbec, tinto que se tornou o vinho mais associado ao país, com destaque para Mendoza, e o Torrontés, branco aromático de uva nascida na Argentina, muito ligado aos vales altos de Salta, em torno de Cafayate. Aprecie com moderação.
É o costume trazido pelos colonos galeses que chegaram ao Chubut em 1865: chá servido com pães, doces e a torta negra galesa. Hoje é oferecido em casas de chá de cidades como Gaiman e Trevelin.