
Capeletis a la Caruso
Massa recheada de carne com molho Caruso, de creme de leite, presunto, cogumelos, queijo e extrato de carne. O molho foi criado em Montevidéu nos anos 1950 e leva o nome do tenor Enrico Caruso.
Comida típica · Uruguai
Do chivito de Punta del Este ao medio y medio de Montevidéu, do chajá de Paysandú aos bolinhos de algas de Rocha: pratos, doces e bebidas ligados a cidades e departamentos do Uruguai.
Na foto: Rambla de Montevidéu, Montevidéu
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
A cozinha
A cozinha uruguaia nasceu do encontro entre o campo e os portos. No interior, a criação de gado moldou uma mesa de carne bovina assada na brasa, a parrilla, que se encontra em todo o país. Nas cidades do Rio da Prata, a imigração espanhola e italiana trouxe massas, molhos e doces de confeitaria que ganharam formas próprias.
Várias especialidades têm data e lugar de nascimento conhecidos. O chivito surgiu num bar de Punta del Este nos anos 1940. Os capeletis a la Caruso saíram de um restaurante de Montevidéu nos anos 1950, e o chajá, de uma confeitaria de Paysandú em 1927. São receitas recentes, que se espalharam pelo país e viraram parte da identidade uruguaia.
O vinho tem lugar à mesa. A uva Tannat, trazida do sudoeste da França no século 19, se tornou a casta-símbolo do país, e no Mercado del Puerto de Montevidéu se toma o medio y medio, mistura de vinho branco e espumante. Na costa leste, em Rocha, a cozinha é de pescadores e de frutos nativos: bolinhos de algas e o licor feito com o fruto da palmeira butiá. Vinhos e licores se apreciam com moderação.
Cada especialidade aparece aqui ligada à cidade ou ao departamento que a representa. Isso não quer dizer que só se coma ali: quase todas se encontram em outras partes do Uruguai. A página de cada uma conta a relação com o lugar, os ingredientes e o jeito de servir; quando a história é relato de quem a criou ou tradição oral, o texto diz isso.
7 sabores

Massa recheada de carne com molho Caruso, de creme de leite, presunto, cogumelos, queijo e extrato de carne. O molho foi criado em Montevidéu nos anos 1950 e leva o nome do tenor Enrico Caruso.

Mistura de vinho branco seco e vinho espumante doce em partes iguais, servida bem gelada. Está ligada ao Mercado del Puerto de Montevidéu, onde se toma no balcão antes do almoço e nas festas de fim de ano.

Torta de pão de ló, creme batido, merengue seco e pêssegos em calda, leve e aerada. Foi criada em Paysandú em 1927 e leva o nome de uma ave da região.

Sanduíche quente de bife bovino fino, presunto, queijo, alface, tomate, ovo e maionese, também servido no prato com batata frita. Nasceu num bar de Punta del Este nos anos 1940 e, apesar do nome, não leva cabrito.

Bolinhos fritos de massa leve com algas verdes frescas picadas, típicos dos balneários da costa de Rocha, como Cabo Polonio, Valizas e La Pedrera. Servem-se quentes, como entrada ou petisco.

Licor feito com o fruto alaranjado e agridoce da palmeira butiá, que forma grandes palmares no departamento de Rocha. A cidade de Castillos, no meio dos palmares, é conhecida como "cidade butiacera".

Vinho tinto da uva Tannat, de cor intensa e taninos marcados, a casta-símbolo do Uruguai. A uva chegou ao país pelas mãos de Pascual Harriague, que a adaptou em Salto no século 19.
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Tire suas dúvidas
O nome vem de um pedido: segundo o criador, Antonio Carbonaro, uma cliente pediu carne de cabrito (chivito, em espanhol) no bar dele em Punta del Este. Como não havia, ele improvisou um sanduíche de bife, e o nome ficou.
A Tannat, uva tinta do sudoeste da França que chegou ao país no século 19 pelas mãos de Pascual Harriague, em Salto. Segundo o Instituto Nacional de Vitivinicultura, responde por mais de um quarto da produção de uva do país.
É o fruto de uma palmeira nativa que forma grandes palmares no departamento de Rocha. Tem cor amarela-alaranjada e sabor agridoce, e é usado em licores, doces e geleias.