
Chupe de camarones
Sopa espessa de camarão de rio com batata, ovo, leite e queijo. É chamada de embaixadora da cozinha tradicional arequipeña e servida como prato principal nas picanterías.
Sabores · Lima
Massa fria de batata amarela amassada com ají amarelo e limão, montada em camadas com recheio de frango, atum ou frutos do mar. Leva Lima no nome e é ligada à história da Independência.
Prato típico de Lima, Lima Metropolitana
Também chamado: causa a la limeña, causa
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Causa limeña — Lima, Peru
A causa limeña é um prato frio feito com batata amarela cozida e amassada, temperada com ají amarelo, suco de limão, óleo e sal até virar uma massa macia e firme. A massa é montada em camadas, como uma torta, com recheio entre elas: frango desfiado com maionese, atum, caranguejo ou outros frutos do mar, e às vezes abacate. Por cima, ovo cozido, azeitona preta e um pouco mais de ají.
A base é andina. A batata e o ají são cultivados no Peru desde muito antes da chegada dos espanhóis, e pesquisadores ligam o nome causa à palavra quéchua kawsay, associada ao sustento e à vida. O limão, o óleo e o recheio vieram com a cozinha colonial.
O nome causa limeña tem uma história contada em Lima. Segundo a tradição, durante a campanha da Independência, em 1820 e 1821, mulheres vendiam o prato nas ruas e praças da cidade para ajudar a pagar as despesas do exército de José de San Martín, anunciando que era "pela causa". A mesma história se repete na Guerra do Pacífico, no fim do século 19. São relatos populares, sem documento que os confirme.
Hoje a causa se come em todo o Peru, como entrada ou prato leve, e aparece em versões com recheios diferentes. Em Lima é presença comum nos cardápios de comida criolla e nas mesas de família.
Lima , Lima Metropolitana
O nome do prato leva Lima, e a tradição o liga às ruas da cidade na Independência.
Batata amarela, ají amarelo, limão, óleo e sal na massa. No recheio, frango com maionese, atum, caranguejo ou frutos do mar, com abacate em algumas versões. Ovo cozido e azeitona preta por cima.
Fria, em fatias ou porções individuais, como entrada ou prato leve, com garfo.
Prato de todo dia, comum no almoço; lembrado nas festas da Independência, em julho.
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Uma massa fria de batata amarela amassada com ají amarelo e limão, montada em camadas com recheio de frango, atum ou frutos do mar e coberta com ovo cozido e azeitona.
A tradição de Lima conta que, durante a Independência, mulheres vendiam o prato nas ruas para ajudar a campanha de San Martín, "pela causa". Outra explicação liga o nome à palavra quéchua kawsay, associada ao sustento.
Fria, como entrada ou prato leve.
Sabores do Peru

Sopa espessa de camarão de rio com batata, ovo, leite e queijo. É chamada de embaixadora da cozinha tradicional arequipeña e servida como prato principal nas picanterías.

Creme de huacatay, ají amarelo, amendoim e queijo, moído tradicionalmente no batán e servido sobre batatas cozidas com ovo e azeitona. É Especialidade Tradicional Garantida do Indecopi, pedida pelas picanteras de Arequipa.

Sorvete artesanal de leite, açúcar, canela, cravo e coco, mexido numa bacia sobre gelo. Apesar do nome, não leva queijo. É o doce mais conhecido de Arequipa, com dia próprio no calendário da cidade.

Pimenta rocoto aferventada para tirar o ardor, recheada com carne picada, cebola, amendoim e azeitona, coberta de queijo e assada. É o prato mais emblemático das picanterías de Arequipa.

Arroz verde de coentro cozido com chicha de jora ou cerveja preta, com pato marinado em ají, alho e vinagre. No século 19 era conhecido como pato con arroz a la chiclayana.

Prato frio de festa com cuy assado, galinha, cecina, chouriço, torreja, cancha, queijo, alga cochayuyo e rocoto. É o prato do Corpus Christi no Cusco.

Batatas cozidas cobertas com um creme de ají amarelo, queijo fresco e leite, moído no batán, com alface, ovo e azeitona. A receita da tradição da província de Huancayo é Especialidade Tradicional Garantida do Indecopi.

Aguardente de uva destilada de mostos frescos de uvas pisqueiras, sem água nem açúcar. É a primeira denominação de origem do Peru e se produz na costa de cinco departamentos, entre eles Ica.

Bombom de manjar blanco com recheio de fruta cristalizada ou nozes-pecã, coberto de fondant; a chocoteja é a versão com chocolate. É o doce tradicional de Ica, reconhecido pela prefeitura como patrimônio culinário.

Alfajor grande de biscoitos amanteigados intercalados com manjar blanco, doce de abacaxi e doce de amendoim. Nasceu na cidade de Lambayeque, e o nome vem do filme de 1933.

Coquetel de pisco, suco de limão, xarope de açúcar e clara de ovo, batido com gelo e servido com gotas de amargo. A Academia Peruana del Pisco situa a origem num bar do centro de Lima nos anos 1920.

Doce de Lima em duas camadas: um manjar blanco de leite, açúcar e gemas, coberto por merengue com vinho do Porto e canela. O nome quer dizer "suspiro da limenha".

Bastões de massa de farinha com anis, em camadas, banhados em mel de chancaca e cobertos de confeitos coloridos. É o doce de outubro em Lima, mês da procissão do Señor de los Milagros.

Banana-verde frita e amassada com carne seca, chicha de jora, ají panca e coentro. É um dos pratos mais representativos de Piura, reconhecido pelo Indecopi como Especialidade Tradicional Garantida em 2026.

Caldo de peixes do lago Titicaca, como o carachi, cozidos inteiros com batata, chuño e muña. É comida do dia a dia em Puno, com dia próprio no calendário da cidade.

Sopa espessa de trigo com feijão, grão-de-bico, ervilha e fava, com carnes de porco e presunto, perfumada com hortelã. É o prato das segundas-feiras em Trujillo.