
Chupe de camarones
Sopa espessa de camarão de rio com batata, ovo, leite e queijo. É chamada de embaixadora da cozinha tradicional arequipeña e servida como prato principal nas picanterías.
Sabores · Peru
Peixe cru em cubos, curtido por minutos em suco de limão com cebola roxa, pimenta e sal. É o prato mais associado ao Peru: o Estado o declarou patrimônio nacional em 2004, e a UNESCO o incluiu em 2023 na sua Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial.
Prato típico do Peru
Também chamado: ceviche, seviche, sebiche
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Cebiche — Peru
O cebiche começa pelo peixe, que precisa ser fresquíssimo. A carne, de peixe branco como linguado, corvina ou cabrilla, é cortada em cubos e temperada com sal. Por cima vai o suco de limão, espremido na hora, que em poucos minutos deixa a superfície do peixe opaca e firme, como se estivesse cozida. Entram ainda cebola roxa em fatias finas, ají limo ou outra pimenta, coentro e, em muitas casas, um pouco de alho. O caldo que sobra no prato, ácido e picante, é a leche de tigre, que muitos bebem no fim ou pedem à parte. O prato chega à mesa com batata-doce cozida, milho graúdo cozido e cancha, milho tostado crocante.
O tempo de curtir mudou com os anos. Em muitas receitas antigas, o peixe ficava horas no limão; as cozinhas peruanas passaram a preferir minutos, para manter a textura. Por causa do peixe do dia, o cebiche é tradicionalmente comida do almoço, e as cebicherías costumam fechar à tarde.
O Peru tem o prato como seu de várias formas. Em 2004, o Estado peruano o declarou parte do seu patrimônio cultural, e o 28 de junho é o Dia Nacional do Cebiche. Em dezembro de 2023, o comitê da UNESCO reunido em Botsuana incluiu na sua Lista Representativa as práticas e os significados ligados ao preparo e ao consumo do cebiche, como parte da cozinha tradicional do Peru. Segundo a agência estatal Andina, foi o primeiro elemento da cozinha peruana na lista e o primeiro que abrange o território nacional inteiro. O dossiê valoriza toda a cadeia: os pescadores artesanais das enseadas, os agricultores do limão e da pimenta, as cozinheiras e cozinheiros das cebicherías.
O cebiche muda com a região. No litoral norte, há versões com conchas negras e com peixe de mangue; no litoral, com mariscos variados; nos Andes, com truta de lago; na Amazônia, com peixes de rio. A grafia também varia: cebiche, ceviche, seviche e sebiche são todas aceitas, e a origem da palavra é discutida. Preparações de peixe cru curtido em ácido existem em outros países da costa do Pacífico, como o Equador, a Colômbia e o México, cada uma com seu jeito; a inscrição na UNESCO é peruana.
Peru
A inscrição do cebiche na UNESCO cobre todo o território peruano, com versões da costa, dos Andes e da Amazônia. O prato não tem uma cidade nem um departamento de origem.
Peixe branco fresco em cubos, suco de limão, cebola roxa, ají limo ou outra pimenta, coentro, sal e, às vezes, alho. Para acompanhar: batata-doce, milho graúdo cozido e cancha.
Logo depois de preparado, frio, com garfo, acompanhado de batata-doce, milho cozido e cancha. A leche de tigre do fundo do prato é bebida no fim ou servida à parte, num copinho.
No almoço, o ano todo, em casa e nas cebicherías; o Dia Nacional do Cebiche é 28 de junho.
Tire suas dúvidas
Sim. O peixe fresco é cortado em cubos e curtido por alguns minutos no suco de limão, que firma a carne e a deixa opaca, sem cozimento no fogo.
É o líquido que fica no fundo do prato de cebiche, com limão, suco do peixe, cebola, pimenta e sal. Muitos o bebem no fim ou o pedem à parte, num copinho.
Sim. Desde dezembro de 2023, as práticas e os significados ligados ao preparo e ao consumo do cebiche estão inscritos na lista da UNESCO que reúne o patrimônio vivo das comunidades.
As duas grafias são corretas, assim como seviche e sebiche. No Peru, cebiche e ceviche são as mais usadas.
Porque depende do peixe do dia, bem fresco. Por tradição, muitas cebicherías abrem de manhã e fecham à tarde.
Sabores do Peru

Sopa espessa de camarão de rio com batata, ovo, leite e queijo. É chamada de embaixadora da cozinha tradicional arequipeña e servida como prato principal nas picanterías.

Creme de huacatay, ají amarelo, amendoim e queijo, moído tradicionalmente no batán e servido sobre batatas cozidas com ovo e azeitona. É Especialidade Tradicional Garantida do Indecopi, pedida pelas picanteras de Arequipa.

Sorvete artesanal de leite, açúcar, canela, cravo e coco, mexido numa bacia sobre gelo. Apesar do nome, não leva queijo. É o doce mais conhecido de Arequipa, com dia próprio no calendário da cidade.

Pimenta rocoto aferventada para tirar o ardor, recheada com carne picada, cebola, amendoim e azeitona, coberta de queijo e assada. É o prato mais emblemático das picanterías de Arequipa.

Arroz verde de coentro cozido com chicha de jora ou cerveja preta, com pato marinado em ají, alho e vinagre. No século 19 era conhecido como pato con arroz a la chiclayana.

Prato frio de festa com cuy assado, galinha, cecina, chouriço, torreja, cancha, queijo, alga cochayuyo e rocoto. É o prato do Corpus Christi no Cusco.

Batatas cozidas cobertas com um creme de ají amarelo, queijo fresco e leite, moído no batán, com alface, ovo e azeitona. A receita da tradição da província de Huancayo é Especialidade Tradicional Garantida do Indecopi.

Aguardente de uva destilada de mostos frescos de uvas pisqueiras, sem água nem açúcar. É a primeira denominação de origem do Peru e se produz na costa de cinco departamentos, entre eles Ica.

Bombom de manjar blanco com recheio de fruta cristalizada ou nozes-pecã, coberto de fondant; a chocoteja é a versão com chocolate. É o doce tradicional de Ica, reconhecido pela prefeitura como patrimônio culinário.

Alfajor grande de biscoitos amanteigados intercalados com manjar blanco, doce de abacaxi e doce de amendoim. Nasceu na cidade de Lambayeque, e o nome vem do filme de 1933.

Massa fria de batata amarela amassada com ají amarelo e limão, montada em camadas com recheio de frango, atum ou frutos do mar. Leva Lima no nome e é ligada à história da Independência.

Coquetel de pisco, suco de limão, xarope de açúcar e clara de ovo, batido com gelo e servido com gotas de amargo. A Academia Peruana del Pisco situa a origem num bar do centro de Lima nos anos 1920.

Doce de Lima em duas camadas: um manjar blanco de leite, açúcar e gemas, coberto por merengue com vinho do Porto e canela. O nome quer dizer "suspiro da limenha".

Bastões de massa de farinha com anis, em camadas, banhados em mel de chancaca e cobertos de confeitos coloridos. É o doce de outubro em Lima, mês da procissão do Señor de los Milagros.

Banana-verde frita e amassada com carne seca, chicha de jora, ají panca e coentro. É um dos pratos mais representativos de Piura, reconhecido pelo Indecopi como Especialidade Tradicional Garantida em 2026.

Caldo de peixes do lago Titicaca, como o carachi, cozidos inteiros com batata, chuño e muña. É comida do dia a dia em Puno, com dia próprio no calendário da cidade.

Sopa espessa de trigo com feijão, grão-de-bico, ervilha e fava, com carnes de porco e presunto, perfumada com hortelã. É o prato das segundas-feiras em Trujillo.