Sabores · Bélgica

Chocolat belge

O chocolate em tablete e a tradição chocolateira da Bélgica, regulada por lei desde 1894. O país não cultiva cacau, mas transforma o grão em chocolate há quase dois séculos, com marcas como a Côte d'Or, de 1883, e a Callebaut, de Wieze, cuja cobertura abastece chocolateiros do mundo todo.

Doce típico da Bélgica

Também chamado: Belgische chocolade, Belgian chocolate, chocolate belga

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Bélgica
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Chocolat belge — Bélgica
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Chocolat belge — Bélgica
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Chocolat belge — Bélgica
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Chocolat belge — Bélgica

Na Bélgica, o chocolate faz parte do dia a dia. Está nas tabletes do supermercado, nas chocolaterias de bairro, na pasta passada no pão do café da manhã e nas caixas levadas como presente. Este item trata do chocolate em tablete e da tradição chocolateira do país; a praline, o bombom recheado ligado a Bruxelas, tem página própria.

O cacau não cresce na Bélgica: chega de países tropicais da África, da América Latina, da Ásia e da Oceania. A indústria começou no século 19. O registro de Bruxelas no inventário regional do patrimônio cultural imaterial conta que a primeira máquina a vapor da cidade, em 1835, levou o chocolate da oficina para a fábrica, e a primeira fábrica de chocolate do país foi aberta em Antuérpia, em 1845, por Adolphe Meurisse. O mesmo inventário registra que, numa época, parte do cacau veio do Congo, então colônia belga, mas que a produção ali ficou limitada. O nome de uma das marcas mais antigas lembra outra origem: Côte d'Or é a Costa do Ouro, nome colonial do atual Gana, de onde vinha parte dos grãos.

O país regula o chocolate há muito tempo. Um decreto real de 18 de novembro de 1894 passou a exigir um mínimo de 35% de cacau para que um produto fosse vendido com esse nome, para combater falsificações. Quando a União Europeia permitiu trocar até 5% da manteiga de cacau por outras gorduras vegetais, a Bélgica se opôs, e o setor seguiu fiel à receita só com manteiga de cacau, segundo o mesmo registro. Desde 2007, a associação do setor, a Choprabisco, mantém o Código do Chocolate Belga: a expressão chocolate belga deve ficar reservada ao chocolate misturado, refinado e conchado no país.

Algumas marcas ajudam a contar essa história. A Côte d'Or foi registrada em Bruxelas em 1883 pelo chocolateiro Charles Neuhaus, e o elefante que a identifica aparece desde 1906; o portal do governo federal, Focus on Belgium, a chama de chocolate preferido dos belgas. Em Wieze, em Flandres Oriental, Octaaf Callebaut começou a fazer tabletes em 1911, numa propriedade da família que antes era cervejaria, e logo passou a produzir chocolate de cobertura para os chocolateiros. A fábrica de Wieze é apontada como a maior fábrica de chocolate do mundo, e o porto de Antuérpia está entre os principais portos de cacau da Europa.

O chocolate de cobertura, mais rico em manteiga de cacau, é a base do trabalho artesanal: chocolateiros compram esse chocolate pronto e o derretem para moldar tabletes, bombons e figuras, enquanto outros torram os próprios grãos. Muitas chocolaterias têm tabletes da casa, de origens e teores de cacau diferentes, e alguns restaurantes servem quadradinhos de chocolate com o café.

O chocolate também acompanha as viagens. Segundo o inventário de Bruxelas, é o presente preferido em visitas particulares, de trabalho e diplomáticas, e o aeroporto de Bruxelas registra o maior volume de vendas de chocolate entre os aeroportos do mundo. Nas datas festivas, as lojas se enchem de chocolate em outras formas: ovos e coelhos na Páscoa, figuras de São Nicolau no início de dezembro, corações no Dia dos Namorados.

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De onde é

Bélgica
O chocolate em tablete e a tradição chocolateira são identidade do país inteiro; fábricas, marcas e chocolaterias se espalham por Bruxelas, Flandres e Valônia.

Ingredientes

Massa e manteiga de cacau, açúcar e, no chocolate ao leite, leite; o branco leva manteiga de cacau, açúcar e leite. Muitas tabletes têm avelãs, amêndoas, nougat ou recheio de praliné.

Como se come

Em quadradinhos, puro ou com café; derretido em sobremesas caseiras; em pasta, no pão do café da manhã ou do lanche. Tabletes e caixas são levadas como presente ou lembrança de viagem.

Quando se come

O ano todo, no dia a dia e como presente. Na Páscoa, no Dia de São Nicolau, em 6 de dezembro, e no Dia dos Namorados, aparece em ovos, figuras e corações.

Tire suas dúvidas

Perguntas sobre Chocolat belge

O que torna o chocolate belga diferente?

A tradição e as regras. Um decreto real de 1894 fixou um mínimo de cacau para que um produto fosse chamado de chocolate, e o setor belga segue fiel à receita só com manteiga de cacau, sem outras gorduras vegetais. O país também tem uma longa tradição industrial e artesanal, com fábricas de cobertura que abastecem chocolateiros do mundo todo.

O que significa chocolate belga na embalagem?

Pelo Código do Chocolate Belga, criado em 2007 pela associação do setor, a Choprabisco, a expressão deve ser usada para chocolate misturado, refinado e conchado na Bélgica. O código é voluntário: não é uma denominação protegida por lei.

O cacau do chocolate belga vem da Bélgica?

Não. O cacau só cresce em países tropicais, e a Bélgica importa os grãos da África, da América Latina, da Ásia e da Oceania. Numa época, parte veio do Congo, então colônia belga, mas a produção ali ficou limitada. O que se faz no país é a transformação do grão em chocolate.

O que é chocolate de cobertura?

É um chocolate mais rico em manteiga de cacau, que derrete com facilidade e é usado pelos chocolateiros para moldar e banhar tabletes, bombons e figuras. A Bélgica é uma grande produtora de cobertura, sobretudo em Wieze, onde a Callebaut começou a fazer chocolate em 1911.

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