
Antwerpse handjes
Biscoito amanteigado com lâminas de amêndoa, ou bombom de chocolate, em forma de mão. Lembra a lenda do herói Brabo e do gigante Antigoon, que explica o nome Antwerpen, e é especialidade da cidade desde 1934.
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
Sabores · Gante
Ensopado cremoso de Gante, com caldo engrossado por creme, legumes como cenoura, alho-poró e salsão, batata e frango. As primeiras versões eram feitas com peixe de rio, e o peixe continua a aparecer em algumas cozinhas da cidade.
Prato típico de Gante, Flandres Oriental
Também chamado: waterzooi
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Gentse waterzooi — Gante, Bélgica
O Gentse waterzooi fica entre a sopa e o ensopado. Os pedaços de frango cozinham num caldo com cenoura, alho-poró, salsão e batata, e o caldo é engrossado com creme de leite. Algumas receitas acrescentam uma gema de ovo ou um pouco de vinho branco, mas não são obrigatórios.
O turismo de Gante procura a origem do prato perto da Braempoort, uma antiga porta da cidade. Nos séculos 13 e 14, havia ali moinhos de grãos, e o grão e a farinha que caíam na água atraíam peixes. Com perca, lúcio, barbo ou enguia, a população fazia as primeiras versões do que se chama hoje waterzooi.
No século 19, a industrialização poluiu os rios, e o peixe de água doce sumiu da panela. Quem podia passou a usar peixe do mar, vendido no antigo mercado de peixe da cidade; quem não podia usou frango. Por isso existem as duas versões, e a de frango ficou a mais comum.
Pratos parecidos eram feitos em toda a região, e o próprio turismo de Gante lembra que a fama de prato tipicamente da cidade pode ter vindo de um livro de receitas popular. Ainda assim, o waterzooi virou a especialidade mais associada a Gante.
Chega à mesa quente, em prato fundo, com bastante caldo, e costuma vir com pão. É comida de conforto, mais procurada nos meses frios.
Gante , Flandres Oriental
Especialidade apresentada pelo turismo oficial de Gante, que liga sua origem à Braempoort, uma antiga porta da cidade.
Frango (ou peixe de rio ou de mar), cenoura, alho-poró, salsão, batata, caldo e creme de leite. Algumas receitas levam gema de ovo e um pouco de vinho branco.
Quente, em prato fundo, com o caldo e os pedaços de frango ou de peixe, de colher e garfo. Costuma vir com pão.
O ano todo; é mais procurado nos meses frios.
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É um ensopado cremoso de Gante, com frango ou peixe, cenoura, alho-poró, salsão e batata, num caldo engrossado com creme de leite. É servido quente, em prato fundo.
Com os dois. As primeiras versões eram de peixe de rio; quando os rios ficaram poluídos, no século 19, o frango passou a ser mais usado e hoje é o mais comum. Algumas casas fazem com peixe.
Fica no meio do caminho: tem muito caldo, como uma sopa, mas leva pedaços de frango ou peixe, legumes e batata, e é servido como prato principal.
Sabores da Bélgica

Biscoito amanteigado com lâminas de amêndoa, ou bombom de chocolate, em forma de mão. Lembra a lenda do herói Brabo e do gigante Antigoon, que explica o nome Antwerpen, e é especialidade da cidade desde 1934.

Tortinha redonda de Lier, na província de Antuérpia, com massa crocante sem açúcar e recheio escuro de pão ralado, xarope de açúcar-cande e especiarias. O nome é protegido por indicação geográfica europeia.

Torta salgada de Nivelles, no Brabante Valão, feita com queijo fresco fermentado, acelga, ovos e muita manteiga, servida bem quente. Uma confraria local avalia os produtores e dá selos de qualidade todos os anos.

Waffle retangular, leve e crocante por fora, macio por dentro, servido polvilhado com açúcar de confeiteiro. É a primeira especialidade apresentada pelo turismo oficial de Bruxelas e aparece em pinturas flamengas ligadas às festas.

Biscoito muito duro, feito só de mel e farinha de trigo, prensado em moldes de madeira esculpidos com animais, figuras e vistas da cidade. Tradição de Dinant, no vale do Mosa, deve ser amolecido na boca, e não mordido.

Tortinha de massa folhada recheada com matten, a coalhada de leite cru de vaca, ovos e açúcar. É feita em Geraardsbergen e Lierde, na província de Flandres Oriental, e tem indicação geográfica protegida pela União Europeia.

Peixe cozido, servido frio numa gelatina de vinagre com cebola, tradicionalmente em pote de grés. Tem indicação geográfica europeia, com produção em Chimay e em municípios vizinhos das províncias de Hainaut e de Namur.

Destilado de cereais aromatizado com zimbro e ervas, mais suave e adocicado que outros jenever. Tem indicação geográfica europeia: precisa ser destilado em Hasselt, Zonhoven ou Diepenbeek. A cidade mantém um museu da bebida numa antiga destilaria.

Waffle denso, de massa tipo brioche com pedaços de açúcar pérola que caramelizam na chapa. Arredondado e sem cantos, é comido quente e sem cobertura. Segundo a tradição, foi criado em Liège no século 18.

Torta aberta de arroz-doce cremoso sobre massa fina, típica de Verviers, na província de Liège. Come-se morna ou fria, a qualquer hora do dia, muitas vezes com café.

Torta redonda de massa fina fermentada com recheio farto de frutas, arroz-doce ou creme. É feita no Limburgo belga e no Limburgo holandês, e o nome é protegido por indicação geográfica europeia.

Croquete de molho cremoso com camarão-cinzento do Mar do Norte, empanado e frito, servido com salsa frita e limão. A versão de Ostende é reconhecida como produto regional flamengo, com regras para a origem do camarão e para o recheio.

Coelho cozido lentamente com cebola, ameixa-preta e uva-passa, servido com batata. É o prato do jantar do Lundi perdu, a segunda-feira depois do Dia de Reis, tradição de Tournai reconhecida como patrimônio imaterial pela Federação Valônia-Bruxelas.