
Antwerpse handjes
Biscoito amanteigado com lâminas de amêndoa, ou bombom de chocolate, em forma de mão. Lembra a lenda do herói Brabo e do gigante Antigoon, que explica o nome Antwerpen, e é especialidade da cidade desde 1934.
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
Sabores · Brabante Valão
Torta salgada de Nivelles, no Brabante Valão, feita com queijo fresco fermentado, acelga, ovos e muita manteiga, servida bem quente. Uma confraria local avalia os produtores e dá selos de qualidade todos os anos.
Prato típico de Brabante Valão
Também chamado: tarte al d'jote, târte al djote, djote
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Tarte al djote — Brabante Valão, Bélgica
A tarte al djote é uma torta salgada, pequena e rica, de Nivelles. Djote quer dizer acelga no valão falado na cidade. O recheio junta acelga picada, queijo, ovos, manteiga, cebola ou chalota e salsa, sobre uma massa fermentada. Há versões mais verdes, com mais acelga, mais amarelas, com mais queijo, e meio a meio.
O queijo é a boulette de Nivelles, chamada bètchéye em valão: um queijo de leite de vaca fermentado, de textura seca e esfarelada e sabor forte. É ele que dá o gosto da torta, junto com a manteiga generosa.
Há registros de uma torta de queijo em Nivelles desde 1218, ligados à distribuição de comida pela abadessa da cidade. O nome al djote, porém, não aparece nos textos antigos, e a receita atual está documentada com certeza no começo do século 20, quando um restaurante da praça central se anunciava como a casa mais antiga das tortas al djote.
Em 1980, foi fundada a confraria da tarte al djote, para preservar o patrimônio cultural e gastronômico de Nivelles. Os membros provam às cegas as tortas dos produtores e dão notas de uma a cinco estrelas; a entrega dos selos costuma acontecer em fevereiro.
O costume local manda comer a djote bem quente, bem mole, com a manteiga escorrendo. Nivelles fica no Brabante Valão, ao sul de Bruxelas, e tem como monumento principal a colegiada de Santa Gertrudes.
Brabante Valão
Especialidade de Nivelles, cidade do Brabante Valão, defendida por uma confraria local desde 1980.
Massa fermentada; recheio de boulette de Nivelles (queijo de leite de vaca fermentado), acelga, ovos, manteiga, cebola ou chalota, salsa, sal e pimenta.
Bem quente, saída do forno, com manteiga derretida por cima. Come-se de garfo, como entrada ou refeição leve.
Tire suas dúvidas
É uma torta salgada de Nivelles, no Brabante Valão, recheada com acelga, queijo boulette de Nivelles, ovos e manteiga. Come-se bem quente.
Acelga, no valão falado em Nivelles. A acelga é um dos ingredientes principais da torta.
A boulette de Nivelles, ou bètchéye: um queijo de leite de vaca fermentado, seco e esfarelado, de sabor forte.
Sabores da Bélgica

Biscoito amanteigado com lâminas de amêndoa, ou bombom de chocolate, em forma de mão. Lembra a lenda do herói Brabo e do gigante Antigoon, que explica o nome Antwerpen, e é especialidade da cidade desde 1934.

Tortinha redonda de Lier, na província de Antuérpia, com massa crocante sem açúcar e recheio escuro de pão ralado, xarope de açúcar-cande e especiarias. O nome é protegido por indicação geográfica europeia.

Waffle retangular, leve e crocante por fora, macio por dentro, servido polvilhado com açúcar de confeiteiro. É a primeira especialidade apresentada pelo turismo oficial de Bruxelas e aparece em pinturas flamengas ligadas às festas.

Biscoito muito duro, feito só de mel e farinha de trigo, prensado em moldes de madeira esculpidos com animais, figuras e vistas da cidade. Tradição de Dinant, no vale do Mosa, deve ser amolecido na boca, e não mordido.

Tortinha de massa folhada recheada com matten, a coalhada de leite cru de vaca, ovos e açúcar. É feita em Geraardsbergen e Lierde, na província de Flandres Oriental, e tem indicação geográfica protegida pela União Europeia.

Ensopado cremoso de Gante, com caldo engrossado por creme, legumes como cenoura, alho-poró e salsão, batata e frango. As primeiras versões eram feitas com peixe de rio, e o peixe continua a aparecer em algumas cozinhas da cidade.

Peixe cozido, servido frio numa gelatina de vinagre com cebola, tradicionalmente em pote de grés. Tem indicação geográfica europeia, com produção em Chimay e em municípios vizinhos das províncias de Hainaut e de Namur.

Destilado de cereais aromatizado com zimbro e ervas, mais suave e adocicado que outros jenever. Tem indicação geográfica europeia: precisa ser destilado em Hasselt, Zonhoven ou Diepenbeek. A cidade mantém um museu da bebida numa antiga destilaria.

Waffle denso, de massa tipo brioche com pedaços de açúcar pérola que caramelizam na chapa. Arredondado e sem cantos, é comido quente e sem cobertura. Segundo a tradição, foi criado em Liège no século 18.

Torta aberta de arroz-doce cremoso sobre massa fina, típica de Verviers, na província de Liège. Come-se morna ou fria, a qualquer hora do dia, muitas vezes com café.

Torta redonda de massa fina fermentada com recheio farto de frutas, arroz-doce ou creme. É feita no Limburgo belga e no Limburgo holandês, e o nome é protegido por indicação geográfica europeia.

Croquete de molho cremoso com camarão-cinzento do Mar do Norte, empanado e frito, servido com salsa frita e limão. A versão de Ostende é reconhecida como produto regional flamengo, com regras para a origem do camarão e para o recheio.

Coelho cozido lentamente com cebola, ameixa-preta e uva-passa, servido com batata. É o prato do jantar do Lundi perdu, a segunda-feira depois do Dia de Reis, tradição de Tournai reconhecida como patrimônio imaterial pela Federação Valônia-Bruxelas.