
Antwerpse handjes
Biscoito amanteigado com lâminas de amêndoa, ou bombom de chocolate, em forma de mão. Lembra a lenda do herói Brabo e do gigante Antigoon, que explica o nome Antwerpen, e é especialidade da cidade desde 1934.
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
Sabores · Liège
Waffle denso, de massa tipo brioche com pedaços de açúcar pérola que caramelizam na chapa. Arredondado e sem cantos, é comido quente e sem cobertura. Segundo a tradição, foi criado em Liège no século 18.
Doce típico de Liège, Liège
Também chamado: Luikse wafel, gaufre liégeoise
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Gaufre de Liège — Liège, Bélgica
O gaufre de Liège é feito com uma massa grossa e fermentada, parecida com a de brioche, rica em manteiga. O segredo é o açúcar pérola, pedaços de açúcar de beterraba aglomerado que não derretem por inteiro: na chapa, eles caramelizam por fora e deixam o waffle crocante na superfície e macio por dentro. O formato é arredondado, sem cantos, e a forma tradicional tem 24 alvéolos.
A tradição liga o doce ao príncipe-bispo de Liège. Segundo a lenda contada na cidade, no século 18 ele pediu ao seu cozinheiro algo doce e saboroso, e o cozinheiro experimentou cozinhar uma espécie de brioche com pedaços de açúcar na massa. As primeiras versões teriam levado canela; o açúcar pérola entrou na receita entre o fim do século 18 e o começo do 19.
Em Liège, uma confraria defende a receita, e o turismo da cidade divulga as casas que têm o selo de autêntico gaufre de Liège. O waffle também é tema de concursos e degustações durante as festas da cidade.
É diferente do waffle de Bruxelas, leve e retangular, que pede cobertura. O de Liège já é doce o bastante e se come puro. Por ser compacto e aguentar bem o reaquecimento, espalhou-se pela Bélgica inteira: é vendido em barracas de rua, padarias e até supermercados.
Na rua, vem embrulhado em papel, quente ou reaquecido, e se come com as mãos, a qualquer hora do dia.
Liège , Liège
A tradição liga a criação ao cozinheiro do príncipe-bispo de Liège, e o turismo da cidade divulga as casas com selo de autêntico gaufre de Liège.
Farinha de trigo, manteiga, ovos, leite, fermento biológico, açúcar pérola e, em algumas receitas, canela ou baunilha.
Quente ou reaquecido, com as mãos, muitas vezes embrulhado em papel. O açúcar caramelizado já adoça; não precisa de cobertura.
O ano todo, como lanche ou doce de rua.
Tire suas dúvidas
Por causa do açúcar pérola: pedaços de açúcar de beterraba aglomerado que caramelizam na chapa e formam uma casquinha doce em volta da massa macia.
Não precisa. Ele já é doce e se come puro, quente, muitas vezes na rua, embrulhado em papel.
O de Liège é arredondado, denso e doce, de massa tipo brioche com açúcar pérola. O de Bruxelas é retangular, leve e pouco doce, e costuma levar cobertura.
Sabores da Bélgica

Biscoito amanteigado com lâminas de amêndoa, ou bombom de chocolate, em forma de mão. Lembra a lenda do herói Brabo e do gigante Antigoon, que explica o nome Antwerpen, e é especialidade da cidade desde 1934.

Tortinha redonda de Lier, na província de Antuérpia, com massa crocante sem açúcar e recheio escuro de pão ralado, xarope de açúcar-cande e especiarias. O nome é protegido por indicação geográfica europeia.

Torta salgada de Nivelles, no Brabante Valão, feita com queijo fresco fermentado, acelga, ovos e muita manteiga, servida bem quente. Uma confraria local avalia os produtores e dá selos de qualidade todos os anos.

Waffle retangular, leve e crocante por fora, macio por dentro, servido polvilhado com açúcar de confeiteiro. É a primeira especialidade apresentada pelo turismo oficial de Bruxelas e aparece em pinturas flamengas ligadas às festas.

Biscoito muito duro, feito só de mel e farinha de trigo, prensado em moldes de madeira esculpidos com animais, figuras e vistas da cidade. Tradição de Dinant, no vale do Mosa, deve ser amolecido na boca, e não mordido.

Tortinha de massa folhada recheada com matten, a coalhada de leite cru de vaca, ovos e açúcar. É feita em Geraardsbergen e Lierde, na província de Flandres Oriental, e tem indicação geográfica protegida pela União Europeia.

Ensopado cremoso de Gante, com caldo engrossado por creme, legumes como cenoura, alho-poró e salsão, batata e frango. As primeiras versões eram feitas com peixe de rio, e o peixe continua a aparecer em algumas cozinhas da cidade.

Peixe cozido, servido frio numa gelatina de vinagre com cebola, tradicionalmente em pote de grés. Tem indicação geográfica europeia, com produção em Chimay e em municípios vizinhos das províncias de Hainaut e de Namur.

Destilado de cereais aromatizado com zimbro e ervas, mais suave e adocicado que outros jenever. Tem indicação geográfica europeia: precisa ser destilado em Hasselt, Zonhoven ou Diepenbeek. A cidade mantém um museu da bebida numa antiga destilaria.

Torta aberta de arroz-doce cremoso sobre massa fina, típica de Verviers, na província de Liège. Come-se morna ou fria, a qualquer hora do dia, muitas vezes com café.

Torta redonda de massa fina fermentada com recheio farto de frutas, arroz-doce ou creme. É feita no Limburgo belga e no Limburgo holandês, e o nome é protegido por indicação geográfica europeia.

Croquete de molho cremoso com camarão-cinzento do Mar do Norte, empanado e frito, servido com salsa frita e limão. A versão de Ostende é reconhecida como produto regional flamengo, com regras para a origem do camarão e para o recheio.

Coelho cozido lentamente com cebola, ameixa-preta e uva-passa, servido com batata. É o prato do jantar do Lundi perdu, a segunda-feira depois do Dia de Reis, tradição de Tournai reconhecida como patrimônio imaterial pela Federação Valônia-Bruxelas.