
Antwerpse handjes
Biscoito amanteigado com lâminas de amêndoa, ou bombom de chocolate, em forma de mão. Lembra a lenda do herói Brabo e do gigante Antigoon, que explica o nome Antwerpen, e é especialidade da cidade desde 1934.
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
Sabores · Tournai
Coelho cozido lentamente com cebola, ameixa-preta e uva-passa, servido com batata. É o prato do jantar do Lundi perdu, a segunda-feira depois do Dia de Reis, tradição de Tournai reconhecida como patrimônio imaterial pela Federação Valônia-Bruxelas.
Prato típico de Tournai, Hainaut
Também chamado: lapin du Lundi perdu, lapin du lundi parjuré
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Lapin à la tournaisienne — Tournai, Bélgica
O lapin à la tournaisienne é coelho cortado em pedaços, dourado na manteiga com cebola e cozido devagar com tomilho, louro, um pouco de vinagre e, conforme a receita, açúcar mascavo. No fim entram ameixas-pretas e uvas-passas, que deixam o molho agridoce. Vai à mesa com batatas cozidas.
O prato é o centro do Lundi perdu, ou lundi parjuré, a primeira segunda-feira depois do Dia de Reis. Antigamente, era o dia em que se distribuíam os presentes de fim de ano: o açougueiro dava linguiça aos bons clientes e os trabalhadores recebiam gorjeta. As primeiras referências escritas ao costume seriam do século 13. Em Tournai, ele é chamado de terceiro réveillon.
O jantar segue uma ordem: primeiro a linguicinha, com compota ou repolho; depois o coelho; em seguida a salada tournaisienne, com muitos ingredientes; e, para fechar, o bolo de Reis, com a fava escondida. À mesa, cada convidado tira um bilhete que define seu papel na festa. Quando quem tirou o rei levanta o copo, todos bebem juntos, e há canções no dialeto local, o picardo.
A Federação Valônia-Bruxelas reconheceu o jantar do coelho do Lundi perdu como obra-prima do patrimônio oral e imaterial. Nessa época do ano, muitos restaurantes da região de Tournai põem o coelho no cardápio e organizam banquetes.
Não existe uma receita única. Para os defensores da tradição, o coelho cozinha em água, como no prato simples que era na origem; outras famílias usam cerveja escura e acrescentam pão de especiarias. Cada casa defende a sua versão.
Tournai , Hainaut
Prato do jantar do Lundi perdu de Tournai, reconhecido pela Federação Valônia-Bruxelas como obra-prima do patrimônio oral e imaterial.
Coelho em pedaços, cebola, manteiga, tomilho, louro, sal, pimenta, um pouco de vinagre e, conforme a receita, açúcar mascavo; ameixas-pretas e uvas-passas. Algumas versões cozinham em água; outras, em cerveja.
Quente, com o molho, as frutas secas e batatas cozidas. No jantar do Lundi perdu, vem depois da linguicinha e antes da salada tournaisienne e do bolo de Reis.
O Lundi perdu, a primeira segunda-feira depois do Dia de Reis (6 de janeiro). Nessa época, muitos restaurantes da região o oferecem.
Tire suas dúvidas
É a primeira segunda-feira depois do Dia de Reis, quando as famílias de Tournai se reúnem para um jantar tradicional, com coelho, salada tournaisienne e bolo de Reis. É chamado de terceiro réveillon da cidade.
Primeiro uma linguicinha com compota ou repolho, depois o coelho com ameixas e passas, em seguida a salada tournaisienne e, por fim, o bolo de Reis com a fava.
Depende da receita. Para os defensores da tradição, ele cozinha em água; outras famílias usam cerveja escura. Ameixas-pretas e uvas-passas estão presentes nas versões consultadas.
Sabores da Bélgica

Biscoito amanteigado com lâminas de amêndoa, ou bombom de chocolate, em forma de mão. Lembra a lenda do herói Brabo e do gigante Antigoon, que explica o nome Antwerpen, e é especialidade da cidade desde 1934.

Tortinha redonda de Lier, na província de Antuérpia, com massa crocante sem açúcar e recheio escuro de pão ralado, xarope de açúcar-cande e especiarias. O nome é protegido por indicação geográfica europeia.

Torta salgada de Nivelles, no Brabante Valão, feita com queijo fresco fermentado, acelga, ovos e muita manteiga, servida bem quente. Uma confraria local avalia os produtores e dá selos de qualidade todos os anos.

Waffle retangular, leve e crocante por fora, macio por dentro, servido polvilhado com açúcar de confeiteiro. É a primeira especialidade apresentada pelo turismo oficial de Bruxelas e aparece em pinturas flamengas ligadas às festas.

Biscoito muito duro, feito só de mel e farinha de trigo, prensado em moldes de madeira esculpidos com animais, figuras e vistas da cidade. Tradição de Dinant, no vale do Mosa, deve ser amolecido na boca, e não mordido.

Tortinha de massa folhada recheada com matten, a coalhada de leite cru de vaca, ovos e açúcar. É feita em Geraardsbergen e Lierde, na província de Flandres Oriental, e tem indicação geográfica protegida pela União Europeia.

Ensopado cremoso de Gante, com caldo engrossado por creme, legumes como cenoura, alho-poró e salsão, batata e frango. As primeiras versões eram feitas com peixe de rio, e o peixe continua a aparecer em algumas cozinhas da cidade.

Peixe cozido, servido frio numa gelatina de vinagre com cebola, tradicionalmente em pote de grés. Tem indicação geográfica europeia, com produção em Chimay e em municípios vizinhos das províncias de Hainaut e de Namur.

Destilado de cereais aromatizado com zimbro e ervas, mais suave e adocicado que outros jenever. Tem indicação geográfica europeia: precisa ser destilado em Hasselt, Zonhoven ou Diepenbeek. A cidade mantém um museu da bebida numa antiga destilaria.

Waffle denso, de massa tipo brioche com pedaços de açúcar pérola que caramelizam na chapa. Arredondado e sem cantos, é comido quente e sem cobertura. Segundo a tradição, foi criado em Liège no século 18.

Torta aberta de arroz-doce cremoso sobre massa fina, típica de Verviers, na província de Liège. Come-se morna ou fria, a qualquer hora do dia, muitas vezes com café.

Torta redonda de massa fina fermentada com recheio farto de frutas, arroz-doce ou creme. É feita no Limburgo belga e no Limburgo holandês, e o nome é protegido por indicação geográfica europeia.

Croquete de molho cremoso com camarão-cinzento do Mar do Norte, empanado e frito, servido com salsa frita e limão. A versão de Ostende é reconhecida como produto regional flamengo, com regras para a origem do camarão e para o recheio.