
Antwerpse handjes
Biscoito amanteigado com lâminas de amêndoa, ou bombom de chocolate, em forma de mão. Lembra a lenda do herói Brabo e do gigante Antigoon, que explica o nome Antwerpen, e é especialidade da cidade desde 1934.
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
Sabores · Ostende
Croquete de molho cremoso com camarão-cinzento do Mar do Norte, empanado e frito, servido com salsa frita e limão. A versão de Ostende é reconhecida como produto regional flamengo, com regras para a origem do camarão e para o recheio.
Prato típico de Ostende, Flandres Ocidental
Também chamado: garnaalkroket, garnaalkroketten, croquette aux crevettes
Clique na foto para ampliar.
Oostendse garnaalkroket — Ostende, Bélgica
A garnaalkroket é um croquete de casca fina e crocante, com recheio de molho cremoso cheio de camarão. Ao cortar, o recheio deve estar ainda mole, quase escorrendo. Vem em geral com salsa frita e uma fatia de limão.
O camarão é o camarão-cinzento do Mar do Norte, pequeno e adocicado. Na pesca tradicional, ele é cozido ainda a bordo, em água do mar com um pouco de sal, e depois descascado à mão. Em Ostende, no cais de peixe chamado Vistrap, vendedoras oferecem camarão cozido vindo direto dos barcos.
A versão de Ostende foi reconhecida pelo centro flamengo de promoção agroalimentar (VLAM) como produto regional. As regras pedem camarão descascado à mão e pescado por barcos de Ostende, um recheio com pelo menos 30% de camarão e preparo num raio de 10 quilômetros da cidade.
O reconhecimento gerou discussão na costa. Outras cidades lembram que o croquete de camarão se come em todo o litoral belga, e Oostduinkerke, mais a oeste, mantém a pesca de camarão a cavalo, inscrita pela UNESCO como patrimônio imaterial. A associação com Ostende vem desse reconhecimento oficial, sem que o croquete seja exclusivo da cidade.
Cada cozinheiro tem sua receita, e a proporção entre camarão e molho é o que mais se discute. Em Ostende, o croquete aparece como entrada em muitas casas da orla e do centro, sempre servido quente.
Ostende , Flandres Ocidental
A versão de Ostende é reconhecida pelo VLAM como produto regional, com camarão de barcos da cidade e preparo num raio de 10 km.
Camarão-cinzento do Mar do Norte descascado à mão, manteiga, farinha de trigo, leite ou caldo de camarão e gema de ovo; para empanar, ovo e farinha de rosca. Acompanham salsa frita e limão.
Quente, como entrada, com salsa frita e limão. Ao cortar, o recheio deve estar cremoso.
Tire suas dúvidas
É um croquete belga recheado com molho cremoso e camarão-cinzento do Mar do Norte, empanado e frito. É servido quente, como entrada, com salsa frita e limão.
É um camarão pequeno e adocicado, pescado na costa do Mar do Norte. Na pesca tradicional, ele é cozido a bordo, em água do mar, e descascado à mão.
A versão de Ostende foi reconhecida como produto regional flamengo, com camarão de barcos da cidade e preparo nos arredores. O croquete, porém, é comum em todo o litoral belga.
Sabores da Bélgica

Biscoito amanteigado com lâminas de amêndoa, ou bombom de chocolate, em forma de mão. Lembra a lenda do herói Brabo e do gigante Antigoon, que explica o nome Antwerpen, e é especialidade da cidade desde 1934.

Tortinha redonda de Lier, na província de Antuérpia, com massa crocante sem açúcar e recheio escuro de pão ralado, xarope de açúcar-cande e especiarias. O nome é protegido por indicação geográfica europeia.

Torta salgada de Nivelles, no Brabante Valão, feita com queijo fresco fermentado, acelga, ovos e muita manteiga, servida bem quente. Uma confraria local avalia os produtores e dá selos de qualidade todos os anos.

Waffle retangular, leve e crocante por fora, macio por dentro, servido polvilhado com açúcar de confeiteiro. É a primeira especialidade apresentada pelo turismo oficial de Bruxelas e aparece em pinturas flamengas ligadas às festas.

Biscoito muito duro, feito só de mel e farinha de trigo, prensado em moldes de madeira esculpidos com animais, figuras e vistas da cidade. Tradição de Dinant, no vale do Mosa, deve ser amolecido na boca, e não mordido.

Tortinha de massa folhada recheada com matten, a coalhada de leite cru de vaca, ovos e açúcar. É feita em Geraardsbergen e Lierde, na província de Flandres Oriental, e tem indicação geográfica protegida pela União Europeia.

Ensopado cremoso de Gante, com caldo engrossado por creme, legumes como cenoura, alho-poró e salsão, batata e frango. As primeiras versões eram feitas com peixe de rio, e o peixe continua a aparecer em algumas cozinhas da cidade.

Peixe cozido, servido frio numa gelatina de vinagre com cebola, tradicionalmente em pote de grés. Tem indicação geográfica europeia, com produção em Chimay e em municípios vizinhos das províncias de Hainaut e de Namur.

Destilado de cereais aromatizado com zimbro e ervas, mais suave e adocicado que outros jenever. Tem indicação geográfica europeia: precisa ser destilado em Hasselt, Zonhoven ou Diepenbeek. A cidade mantém um museu da bebida numa antiga destilaria.

Waffle denso, de massa tipo brioche com pedaços de açúcar pérola que caramelizam na chapa. Arredondado e sem cantos, é comido quente e sem cobertura. Segundo a tradição, foi criado em Liège no século 18.

Torta aberta de arroz-doce cremoso sobre massa fina, típica de Verviers, na província de Liège. Come-se morna ou fria, a qualquer hora do dia, muitas vezes com café.

Torta redonda de massa fina fermentada com recheio farto de frutas, arroz-doce ou creme. É feita no Limburgo belga e no Limburgo holandês, e o nome é protegido por indicação geográfica europeia.

Coelho cozido lentamente com cebola, ameixa-preta e uva-passa, servido com batata. É o prato do jantar do Lundi perdu, a segunda-feira depois do Dia de Reis, tradição de Tournai reconhecida como patrimônio imaterial pela Federação Valônia-Bruxelas.