
Antwerpse handjes
Biscoito amanteigado com lâminas de amêndoa, ou bombom de chocolate, em forma de mão. Lembra a lenda do herói Brabo e do gigante Antigoon, que explica o nome Antwerpen, e é especialidade da cidade desde 1934.
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
Sabores · Bruxelas
Waffle retangular, leve e crocante por fora, macio por dentro, servido polvilhado com açúcar de confeiteiro. É a primeira especialidade apresentada pelo turismo oficial de Bruxelas e aparece em pinturas flamengas ligadas às festas.
Doce típico de Bruxelas, Bruxelas
Também chamado: Brusselse wafel, gaufre bruxelloise
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Gaufre de Bruxelles — Bruxelas, Bélgica
O gaufre de Bruxelles é um waffle retangular, de bordas retas e alvéolos fundos, em geral de 20 a 24 cavidades. A massa é líquida e fica leve graças às claras batidas em neve e, em muitas receitas, ao fermento. Sai da chapa crocante por fora e macio por dentro, com pouco açúcar na massa: ele serve de base para o que vai por cima.
Waffles são antigos na região. Aparecem em quadros de Bruegel, do século 16, e na tela O rei bebe, de Jacob Jordaens, que fica nos Museus Reais de Belas-Artes da Bélgica, em Bruxelas, onde o waffle faz parte da festa de Reis. Durante séculos, foi doce de festa, ligado sobretudo ao carnaval.
O nome gaufres de Bruxelles aparece por escrito em meados do século 19, no cartão de um confeiteiro que tinha trabalhado em Bruxelas e abriu loja em Gante. Gante também reivindica a invenção, atribuída a um confeiteiro da cidade que teria apresentado o waffle numa feira em 1856, e a receita escrita mais antiga conhecida, de 1874, usava claras batidas em vez de fermento. A origem exata é disputada; o nome e a tradição ficaram ligados à capital.
Ele é diferente do waffle de Liège, o outro grande waffle belga. O de Bruxelas é leve, retangular e pouco doce; o de Liège é arredondado, denso e cheio de açúcar caramelizado. Por isso o de Bruxelas costuma vir com cobertura, e o de Liège dispensa.
Em Bruxelas, o waffle se come a qualquer hora: sentado num salão de chá, com garfo e faca, ou na rua, com as mãos. O jeito clássico é só com açúcar de confeiteiro. Chantili, frutas frescas e chocolate derretido são acréscimos comuns, sobretudo nas ruas mais movimentadas do centro.
Bruxelas , Bruxelas
O waffle leva o nome da cidade e é a primeira especialidade apresentada pelo turismo oficial de Bruxelas.
Farinha de trigo, leite, ovos (com as claras batidas em neve), manteiga, sal e, em muitas receitas, fermento biológico. Por cima, açúcar de confeiteiro.
Quente, logo depois de sair da chapa. O tradicional é só com açúcar de confeiteiro; chantili, frutas frescas e chocolate derretido são acréscimos comuns. Come-se à mesa, com garfo e faca, ou com as mãos, na rua.
O ano todo, a qualquer hora. Historicamente, um doce de festa, ligado ao carnaval e ao Dia de Reis.
Tire suas dúvidas
O de Bruxelas é retangular, leve e crocante, de massa líquida com claras batidas e pouco açúcar, e costuma levar cobertura. O de Liège é arredondado e denso, de massa tipo brioche com açúcar pérola, e se come sem cobertura.
Quente, com açúcar de confeiteiro, que é o jeito tradicional. Também é comum com chantili, frutas ou chocolate. Pode ser comido sentado, num salão de chá, ou na rua, com as mãos.
Não se sabe ao certo. O nome aparece por escrito em meados do século 19 num cartão de confeiteiro em Gante, e Gante também reivindica a invenção. O nome e a tradição, porém, ficaram ligados a Bruxelas.
Sabores da Bélgica

Biscoito amanteigado com lâminas de amêndoa, ou bombom de chocolate, em forma de mão. Lembra a lenda do herói Brabo e do gigante Antigoon, que explica o nome Antwerpen, e é especialidade da cidade desde 1934.

Tortinha redonda de Lier, na província de Antuérpia, com massa crocante sem açúcar e recheio escuro de pão ralado, xarope de açúcar-cande e especiarias. O nome é protegido por indicação geográfica europeia.

Torta salgada de Nivelles, no Brabante Valão, feita com queijo fresco fermentado, acelga, ovos e muita manteiga, servida bem quente. Uma confraria local avalia os produtores e dá selos de qualidade todos os anos.

Biscoito muito duro, feito só de mel e farinha de trigo, prensado em moldes de madeira esculpidos com animais, figuras e vistas da cidade. Tradição de Dinant, no vale do Mosa, deve ser amolecido na boca, e não mordido.

Tortinha de massa folhada recheada com matten, a coalhada de leite cru de vaca, ovos e açúcar. É feita em Geraardsbergen e Lierde, na província de Flandres Oriental, e tem indicação geográfica protegida pela União Europeia.

Ensopado cremoso de Gante, com caldo engrossado por creme, legumes como cenoura, alho-poró e salsão, batata e frango. As primeiras versões eram feitas com peixe de rio, e o peixe continua a aparecer em algumas cozinhas da cidade.

Peixe cozido, servido frio numa gelatina de vinagre com cebola, tradicionalmente em pote de grés. Tem indicação geográfica europeia, com produção em Chimay e em municípios vizinhos das províncias de Hainaut e de Namur.

Destilado de cereais aromatizado com zimbro e ervas, mais suave e adocicado que outros jenever. Tem indicação geográfica europeia: precisa ser destilado em Hasselt, Zonhoven ou Diepenbeek. A cidade mantém um museu da bebida numa antiga destilaria.

Waffle denso, de massa tipo brioche com pedaços de açúcar pérola que caramelizam na chapa. Arredondado e sem cantos, é comido quente e sem cobertura. Segundo a tradição, foi criado em Liège no século 18.

Torta aberta de arroz-doce cremoso sobre massa fina, típica de Verviers, na província de Liège. Come-se morna ou fria, a qualquer hora do dia, muitas vezes com café.

Torta redonda de massa fina fermentada com recheio farto de frutas, arroz-doce ou creme. É feita no Limburgo belga e no Limburgo holandês, e o nome é protegido por indicação geográfica europeia.

Croquete de molho cremoso com camarão-cinzento do Mar do Norte, empanado e frito, servido com salsa frita e limão. A versão de Ostende é reconhecida como produto regional flamengo, com regras para a origem do camarão e para o recheio.

Coelho cozido lentamente com cebola, ameixa-preta e uva-passa, servido com batata. É o prato do jantar do Lundi perdu, a segunda-feira depois do Dia de Reis, tradição de Tournai reconhecida como patrimônio imaterial pela Federação Valônia-Bruxelas.