
Antwerpse handjes
Biscoito amanteigado com lâminas de amêndoa, ou bombom de chocolate, em forma de mão. Lembra a lenda do herói Brabo e do gigante Antigoon, que explica o nome Antwerpen, e é especialidade da cidade desde 1934.
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
Sabores · Flandres Oriental
Tortinha de massa folhada recheada com matten, a coalhada de leite cru de vaca, ovos e açúcar. É feita em Geraardsbergen e Lierde, na província de Flandres Oriental, e tem indicação geográfica protegida pela União Europeia.
Doce típico de Flandres Oriental
Também chamado: Geraardsbergse mattentaarten, mattentaart, tarte à maton
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Geraardsbergse mattentaart — Flandres Oriental, Bélgica
A mattentaart é uma tortinha redonda de massa folhada com recheio cremoso e uma coroa crocante por cima. O nome vem do ingrediente principal, as matten: leite cru de vaca coalhado e escorrido. O recheio leva matten, ovos e açúcar, e o sabor muda um pouco de padeiro para padeiro, com mais ou menos aroma de baunilha ou de amêndoa.
A tortinha nasceu como um jeito de aproveitar a coalhada numa época sem refrigeração, quando conservar leite era difícil. Uma canção de trovador do século 13 já fala em matten, e a primeira receita conhecida está num livro de cozinha do século 16. Em 1665, Geraardsbergen fixou regras de qualidade para vender a tortinha na cidade, e em 1752 a imperatriz Maria Teresa da Áustria confirmou essas normas.
Até o fim do século 19, a mattentaart era feita em casa e nas fazendas; depois passou para as padarias. Em 1978, foi criada a confraria da Geraardsbergse mattentaart, e em 2007 a União Europeia protegeu o nome: só padeiros de Geraardsbergen e Lierde podem fazê-la, com matten e ingredientes definidos. Tortinhas cruas podem ser congeladas e assadas em outro lugar.
As matten também são reconhecidas como produto regional flamengo. A tortinha faz parte do patrimônio imaterial de Flandres e continua presente no dia a dia da cidade.
Geraardsbergen fica no sul da província de Flandres Oriental, às margens do rio Dender. A mattentaart se encontra nas padarias da cidade e se come como doce de café.
Flandres Oriental
Especialidade de Geraardsbergen e Lierde, na província de Flandres Oriental, com indicação geográfica europeia.
Massa folhada; recheio de matten (coalhada de leite cru de vaca, escorrida), ovos e açúcar; conforme o padeiro, aroma de baunilha ou de amêndoa.
Em temperatura ambiente, inteira, como doce de café ou sobremesa.
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São leite cru de vaca coalhado e escorrido, uma espécie de coalhada fresca. É o ingrediente principal do recheio da mattentaart.
Porque é uma receita ligada a Geraardsbergen há séculos, com regras de qualidade desde 1665. A União Europeia protege o nome, e só padeiros de Geraardsbergen e Lierde podem fazê-la.
No sul da província de Flandres Oriental, às margens do rio Dender, na região flamenga da Bélgica.
Sabores da Bélgica

Biscoito amanteigado com lâminas de amêndoa, ou bombom de chocolate, em forma de mão. Lembra a lenda do herói Brabo e do gigante Antigoon, que explica o nome Antwerpen, e é especialidade da cidade desde 1934.

Tortinha redonda de Lier, na província de Antuérpia, com massa crocante sem açúcar e recheio escuro de pão ralado, xarope de açúcar-cande e especiarias. O nome é protegido por indicação geográfica europeia.

Torta salgada de Nivelles, no Brabante Valão, feita com queijo fresco fermentado, acelga, ovos e muita manteiga, servida bem quente. Uma confraria local avalia os produtores e dá selos de qualidade todos os anos.

Waffle retangular, leve e crocante por fora, macio por dentro, servido polvilhado com açúcar de confeiteiro. É a primeira especialidade apresentada pelo turismo oficial de Bruxelas e aparece em pinturas flamengas ligadas às festas.

Biscoito muito duro, feito só de mel e farinha de trigo, prensado em moldes de madeira esculpidos com animais, figuras e vistas da cidade. Tradição de Dinant, no vale do Mosa, deve ser amolecido na boca, e não mordido.

Ensopado cremoso de Gante, com caldo engrossado por creme, legumes como cenoura, alho-poró e salsão, batata e frango. As primeiras versões eram feitas com peixe de rio, e o peixe continua a aparecer em algumas cozinhas da cidade.

Peixe cozido, servido frio numa gelatina de vinagre com cebola, tradicionalmente em pote de grés. Tem indicação geográfica europeia, com produção em Chimay e em municípios vizinhos das províncias de Hainaut e de Namur.

Destilado de cereais aromatizado com zimbro e ervas, mais suave e adocicado que outros jenever. Tem indicação geográfica europeia: precisa ser destilado em Hasselt, Zonhoven ou Diepenbeek. A cidade mantém um museu da bebida numa antiga destilaria.

Waffle denso, de massa tipo brioche com pedaços de açúcar pérola que caramelizam na chapa. Arredondado e sem cantos, é comido quente e sem cobertura. Segundo a tradição, foi criado em Liège no século 18.

Torta aberta de arroz-doce cremoso sobre massa fina, típica de Verviers, na província de Liège. Come-se morna ou fria, a qualquer hora do dia, muitas vezes com café.

Torta redonda de massa fina fermentada com recheio farto de frutas, arroz-doce ou creme. É feita no Limburgo belga e no Limburgo holandês, e o nome é protegido por indicação geográfica europeia.

Croquete de molho cremoso com camarão-cinzento do Mar do Norte, empanado e frito, servido com salsa frita e limão. A versão de Ostende é reconhecida como produto regional flamengo, com regras para a origem do camarão e para o recheio.

Coelho cozido lentamente com cebola, ameixa-preta e uva-passa, servido com batata. É o prato do jantar do Lundi perdu, a segunda-feira depois do Dia de Reis, tradição de Tournai reconhecida como patrimônio imaterial pela Federação Valônia-Bruxelas.