
Antwerpse handjes
Biscoito amanteigado com lâminas de amêndoa, ou bombom de chocolate, em forma de mão. Lembra a lenda do herói Brabo e do gigante Antigoon, que explica o nome Antwerpen, e é especialidade da cidade desde 1934.
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
Sabores · Hasselt
Destilado de cereais aromatizado com zimbro e ervas, mais suave e adocicado que outros jenever. Tem indicação geográfica europeia: precisa ser destilado em Hasselt, Zonhoven ou Diepenbeek. A cidade mantém um museu da bebida numa antiga destilaria.
Bebida típica de Hasselt, Limburgo
Também chamado: Hasselt jenever, genièvre de Hasselt
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Hasseltse jenever — Hasselt, Bélgica
O jenever é um destilado de cereais aromatizado com zimbro, considerado o antepassado do gin. O de Hasselt tem regras próprias: a base é um destilado de centeio ou cevada, destilado duas ou três vezes, e a aguardente de cereais amadurece pelo menos seis meses antes do uso. Recebe uma dose maior de zimbro e de ervas que outros jenever de cereais, o que dá um sabor mais suave e adocicado.
O nome é protegido. A destilação e a aromatização precisam acontecer no cantão administrativo de Hasselt, formado por Hasselt, Zonhoven e Diepenbeek; diluir, engarrafar e embalar pode ser feito fora. A Bélgica reconheceu o nome em 1997, e o nome também tem proteção como indicação geográfica da União Europeia.
A primeira menção escrita à produção de aguardente em Hasselt é de 16 de abril de 1610. O consumo cresceu no fim do século 17, quando uma guarnição holandesa ocupou a cidade, e o número de destilarias passou de 8, em 1774, para 21, em 1791. O auge veio no século 19: por volta de 1860, Hasselt produzia perto de 15% de todo o álcool da Bélgica. A partir de 1880, impostos mais altos, campanhas contra o alcoolismo e a concorrência de fábricas maiores levaram ao declínio.
A antiga destilaria Stellingwerff-Theunissen foi tombada em 1975, a primeira instalação industrial protegida como monumento na Bélgica. Ali funciona o Museu Nacional do Jenever, com um alambique do século 19 ainda em uso, coleções de garrafas, copos e cartazes e um bar de degustação. No percurso do jenever pelo centro, a estátua-fonte Borrelmanneke, de 1981, lembra a tradição.
O jenever se bebe puro, em copinho, em pequenas doses: é uma bebida forte, com pelo menos 30% de álcool. Em outubro, a cidade costuma realizar a festa do jenever (Jeneverfeesten), com música e comida.
Hasselt , Limburgo
O nome é protegido como indicação geográfica: a destilação precisa acontecer no cantão de Hasselt, e a cidade abriga o Museu Nacional do Jenever.
Destilado de centeio e/ou cevada, aguardente de cereais amadurecida, bagas de zimbro e ervas ou especiarias. Teor alcoólico mínimo de 30%.
Puro, em copinho pequeno, em pequenas doses. O museu da cidade tem um bar de degustação.
A festa do jenever de Hasselt (Jeneverfeesten), que costuma acontecer em outubro, no terceiro fim de semana do mês; confirme as datas antes de ir.
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É um destilado de cereais aromatizado com zimbro, tradicional na Bélgica e na Holanda e considerado o antepassado do gin. Bebe-se puro, em copinho, em pequenas doses.
Ele é feito com destilado de centeio ou cevada e leva mais zimbro e ervas que outros jenever de cereais, o que o deixa mais suave e adocicado. A destilação precisa acontecer em Hasselt, Zonhoven ou Diepenbeek.
No Museu Nacional do Jenever, instalado numa destilaria do século 19 no centro da cidade, com alambique em funcionamento e bar de degustação. Confirme horários e dias de abertura antes de ir.
Sabores da Bélgica

Biscoito amanteigado com lâminas de amêndoa, ou bombom de chocolate, em forma de mão. Lembra a lenda do herói Brabo e do gigante Antigoon, que explica o nome Antwerpen, e é especialidade da cidade desde 1934.

Tortinha redonda de Lier, na província de Antuérpia, com massa crocante sem açúcar e recheio escuro de pão ralado, xarope de açúcar-cande e especiarias. O nome é protegido por indicação geográfica europeia.

Torta salgada de Nivelles, no Brabante Valão, feita com queijo fresco fermentado, acelga, ovos e muita manteiga, servida bem quente. Uma confraria local avalia os produtores e dá selos de qualidade todos os anos.

Waffle retangular, leve e crocante por fora, macio por dentro, servido polvilhado com açúcar de confeiteiro. É a primeira especialidade apresentada pelo turismo oficial de Bruxelas e aparece em pinturas flamengas ligadas às festas.

Biscoito muito duro, feito só de mel e farinha de trigo, prensado em moldes de madeira esculpidos com animais, figuras e vistas da cidade. Tradição de Dinant, no vale do Mosa, deve ser amolecido na boca, e não mordido.

Tortinha de massa folhada recheada com matten, a coalhada de leite cru de vaca, ovos e açúcar. É feita em Geraardsbergen e Lierde, na província de Flandres Oriental, e tem indicação geográfica protegida pela União Europeia.

Ensopado cremoso de Gante, com caldo engrossado por creme, legumes como cenoura, alho-poró e salsão, batata e frango. As primeiras versões eram feitas com peixe de rio, e o peixe continua a aparecer em algumas cozinhas da cidade.

Peixe cozido, servido frio numa gelatina de vinagre com cebola, tradicionalmente em pote de grés. Tem indicação geográfica europeia, com produção em Chimay e em municípios vizinhos das províncias de Hainaut e de Namur.

Waffle denso, de massa tipo brioche com pedaços de açúcar pérola que caramelizam na chapa. Arredondado e sem cantos, é comido quente e sem cobertura. Segundo a tradição, foi criado em Liège no século 18.

Torta aberta de arroz-doce cremoso sobre massa fina, típica de Verviers, na província de Liège. Come-se morna ou fria, a qualquer hora do dia, muitas vezes com café.

Torta redonda de massa fina fermentada com recheio farto de frutas, arroz-doce ou creme. É feita no Limburgo belga e no Limburgo holandês, e o nome é protegido por indicação geográfica europeia.

Croquete de molho cremoso com camarão-cinzento do Mar do Norte, empanado e frito, servido com salsa frita e limão. A versão de Ostende é reconhecida como produto regional flamengo, com regras para a origem do camarão e para o recheio.

Coelho cozido lentamente com cebola, ameixa-preta e uva-passa, servido com batata. É o prato do jantar do Lundi perdu, a segunda-feira depois do Dia de Reis, tradição de Tournai reconhecida como patrimônio imaterial pela Federação Valônia-Bruxelas.