
Antwerpse handjes
Biscoito amanteigado com lâminas de amêndoa, ou bombom de chocolate, em forma de mão. Lembra a lenda do herói Brabo e do gigante Antigoon, que explica o nome Antwerpen, e é especialidade da cidade desde 1934.
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
Sabores · Brabante Flamengo
Cerveja de fermentação espontânea, feita da mistura de lambics jovens e envelhecidos, que volta a fermentar na garrafa. A tradição é do Pajottenland e do vale do Zenne, no Brabante Flamengo, e também de Bruxelas.
Bebida típica de Brabante Flamengo
Também chamado: Oude Gueuze, Vieille Gueuze, geuze, gueuze
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Oude Geuze — Brabante Flamengo, Bélgica
Para entender a geuze é preciso começar pelo lambic, a cerveja de onde ela vem. O mosto, depois de fervido, é deixado para esfriar ao ar frio do inverno e fermenta sozinho, com as leveduras e bactérias presentes no ambiente: é a fermentação espontânea. Depois, o lambic amadurece por muito tempo em barris de madeira.
A Oude Geuze é uma mistura de lambics de idades diferentes. Depois de engarrafada, volta a fermentar na própria garrafa e ganha gás natural. O resultado é uma cerveja seca, de acidez fresca, que pode ser guardada por anos e muda de sabor com o tempo. A arte está na mistura: escolher os lambics e as proporções certas e prever como a cerveja vai evoluir.
A tradição do lambic é antiga. Um decreto de 1559 já mostra que ele era fabricado havia muito tempo, provavelmente com outro nome, e a palavra lambic aparece por escrito no fim do século 18. Da mesma família vem a Oude Kriek, feita com cerejas maceradas no lambic.
O lambic é cerveja regional do Pajottenland e do vale do Zenne, a sudoeste de Bruxelas, e da própria capital. A maior parte das cervejarias e dos misturadores tradicionais fica no Brabante Flamengo, em lugares como Beersel, Lembeek, Gooik e Wambeek. A proteção europeia de especialidade tradicional garantida cobre o método de produção, não o lugar; o reconhecimento flamengo como produto regional fala em Oude Geuze do Pajottenland.
A cada dois anos, em geral entre abril e maio, o Toer de Geuze abre ao público cervejarias e misturadores da região, com ônibus entre as casas participantes. A geuze se serve fresca, em copo.
Brabante Flamengo
O lambic é cerveja regional do Pajottenland e do vale do Zenne (Brabante Flamengo) e de Bruxelas; a maior parte das casas tradicionais fica no Brabante Flamengo.
Lambics de idades diferentes, cervejas de fermentação espontânea amadurecidas em barris de madeira. Na Oude Kriek, cerejas maceradas no lambic.
Fresca, em copo. Tem gás natural, da refermentação na garrafa, e sabor seco e ácido. Pode ser guardada por anos.
O Toer de Geuze, a cada dois anos, em geral entre abril e maio, abre cervejarias e misturadores tradicionais ao público; confirme as datas antes de ir.
Tire suas dúvidas
O lambic é a cerveja de fermentação espontânea, sem gás, amadurecida em barris. A geuze é uma mistura de lambics jovens e envelhecidos que volta a fermentar na garrafa e fica com gás natural.
É quando a cerveja fermenta sem adição de levedura: o mosto esfria exposto ao ar e é colonizado pelas leveduras e bactérias do ambiente.
A sudoeste de Bruxelas, na província do Brabante Flamengo. Com o vale do Zenne, é a região tradicional do lambic e da geuze.
Sabores da Bélgica

Biscoito amanteigado com lâminas de amêndoa, ou bombom de chocolate, em forma de mão. Lembra a lenda do herói Brabo e do gigante Antigoon, que explica o nome Antwerpen, e é especialidade da cidade desde 1934.

Tortinha redonda de Lier, na província de Antuérpia, com massa crocante sem açúcar e recheio escuro de pão ralado, xarope de açúcar-cande e especiarias. O nome é protegido por indicação geográfica europeia.

Torta salgada de Nivelles, no Brabante Valão, feita com queijo fresco fermentado, acelga, ovos e muita manteiga, servida bem quente. Uma confraria local avalia os produtores e dá selos de qualidade todos os anos.

Waffle retangular, leve e crocante por fora, macio por dentro, servido polvilhado com açúcar de confeiteiro. É a primeira especialidade apresentada pelo turismo oficial de Bruxelas e aparece em pinturas flamengas ligadas às festas.

Biscoito muito duro, feito só de mel e farinha de trigo, prensado em moldes de madeira esculpidos com animais, figuras e vistas da cidade. Tradição de Dinant, no vale do Mosa, deve ser amolecido na boca, e não mordido.

Cerveja de fermentação mista, levemente ácida, maturada em grandes tonéis de carvalho em pé, os foeders. A União Europeia protege o nome como indicação geográfica, com produção em partes de Flandres Ocidental.

Tortinha de massa folhada recheada com matten, a coalhada de leite cru de vaca, ovos e açúcar. É feita em Geraardsbergen e Lierde, na província de Flandres Oriental, e tem indicação geográfica protegida pela União Europeia.

Ensopado cremoso de Gante, com caldo engrossado por creme, legumes como cenoura, alho-poró e salsão, batata e frango. As primeiras versões eram feitas com peixe de rio, e o peixe continua a aparecer em algumas cozinhas da cidade.

Peixe cozido, servido frio numa gelatina de vinagre com cebola, tradicionalmente em pote de grés. Tem indicação geográfica europeia, com produção em Chimay e em municípios vizinhos das províncias de Hainaut e de Namur.

Destilado de cereais aromatizado com zimbro e ervas, mais suave e adocicado que outros jenever. Tem indicação geográfica europeia: precisa ser destilado em Hasselt, Zonhoven ou Diepenbeek. A cidade mantém um museu da bebida numa antiga destilaria.

Waffle denso, de massa tipo brioche com pedaços de açúcar pérola que caramelizam na chapa. Arredondado e sem cantos, é comido quente e sem cobertura. Segundo a tradição, foi criado em Liège no século 18.

Torta aberta de arroz-doce cremoso sobre massa fina, típica de Verviers, na província de Liège. Come-se morna ou fria, a qualquer hora do dia, muitas vezes com café.

Torta redonda de massa fina fermentada com recheio farto de frutas, arroz-doce ou creme. É feita no Limburgo belga e no Limburgo holandês, e o nome é protegido por indicação geográfica europeia.

Coelho cozido lentamente com cebola, ameixa-preta e uva-passa, servido com batata. É o prato do jantar do Lundi perdu, a segunda-feira depois do Dia de Reis, tradição de Tournai reconhecida como patrimônio imaterial pela Federação Valônia-Bruxelas.