
Chocolat suisse
O chocolate em tablete que fez da Suíça uma referência mundial a partir do século 19, com a fabricação mecanizada de Cailler, o chocolate ao leite de Daniel Peter, em Vevey, e a conchagem de Rodolphe Lindt, em Berna.
Sabores · Zug
Torta de discos de merengue de amêndoa e biscoito embebido em xarope de kirsch, com creme de manteiga, coberta de amêndoas e açúcar com desenho em losangos. Criada em Zug pelo confeiteiro Heinrich Höhn, que a anunciou em 1915.
Doce típico de Zug, Zug
Também chamado: Zuger Kirsch-Torte, tourte au kirsch de Zoug
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Zuger Kirschtorte — Zug, Suíça
A Zuger Kirschtorte nasceu na cidade de Zug, numa região conhecida pelas cerejeiras e pelas destilarias de kirsch, a aguardente de cereja. Seu criador foi o confeiteiro Heinrich Höhn (1889–1957), natural de Herisau, no Appenzell, que em 1913 assumiu em Zug um café e montou uma pequena confeitaria com a mulher.
Inspirado pela produção de kirsch da região, Höhn passou alguns anos experimentando uma torta embebida na aguardente. Pouco antes do Natal de 1915, ofereceu a criação pela primeira vez, e um anúncio publicado naquele ano nos Zuger Nachrichten já usava o nome Zuger Kirschtorte. A torta ganhou prêmios em exposições de confeitaria e se espalhou pelo país. Em 1943, Höhn passou o negócio ao seu chefe confeiteiro, Jacques Treichler.
A torta tem camadas bem definidas: dois discos crocantes de merengue com amêndoas ou avelãs envolvem um biscoito macio, encharcado num xarope feito metade de açúcar e metade de kirsch. O recheio é um creme de manteiga rosado, também perfumado com kirsch. Por fora, a torta é coberta de amêndoas tostadas e polvilhada de açúcar, e o desenho em losangos na superfície já fazia parte da receita de 1915.
Desde 2015, a Zuger Kirschtorte tem nome protegido no registro suíço das indicações geográficas: só pode ser chamada assim se for feita no cantão de Zug, com kirsch AOP da região de Zug e do Rigi, segundo um caderno de normas controlado. A receita original de Höhn não foi preservada, e diversas confeitarias de Zug produzem a torta.
A cidade dedica um pequeno museu à sua história.
Zug , Zug
Criada em Zug pelo confeiteiro Heinrich Höhn, que a anunciou em 1915. Depende de a cidade de Zug ser criada antes.
Claras, açúcar, amêndoas ou avelãs moídas para os discos de merengue; biscoito de pão de ló; xarope de açúcar e kirsch de Zug ou do Rigi; creme de manteiga com kirsch; amêndoas tostadas e açúcar de confeiteiro.
Em fatias, à temperatura ambiente, com café. Leva aguardente, por isso não é indicada para crianças nem para quem evita álcool.
O ano inteiro, em cafés e confeitarias; doce de festa e lembrança tradicional de Zug.
Tire suas dúvidas
O confeiteiro Heinrich Höhn, em Zug. Ele anunciou a torta em 1915.
Sim. O biscoito é embebido num xarope com kirsch, aguardente de cereja, e o creme também leva kirsch.
Não. Desde 2015 o nome é protegido: a torta precisa ser feita no cantão de Zug, com kirsch da região, segundo normas controladas.
Sabores da Suíça

O chocolate em tablete que fez da Suíça uma referência mundial a partir do século 19, com a fabricação mecanizada de Cailler, o chocolate ao leite de Daniel Peter, em Vevey, e a conchagem de Rodolphe Lindt, em Berna.

Queijo derretido com vinho branco num caquelon, mantido quente sobre um fogareiro, em que cada pessoa mergulha cubos de pão com um garfo comprido. Promovida como prato nacional a partir dos anos 1930, é servida em toda a Suíça nos meses frios.

Biscoito duro de mel, amêndoas, avelãs, casca de laranja e de limão cristalizada e kirsch, coberto por uma fina camada de açúcar. Mencionado em Basileia ao menos desde 1711, é a especialidade doce mais ligada à cidade.

Grande travessa com várias carnes cozidas e defumadas e salsichas, servida sobre chucrute e feijão-verde, com batatas. É o prato festivo da cozinha bernense, ligado pela tradição à vitória de Neuenegg, em 1798.

Disco de batata ralada frita na manteiga até formar uma crosta dourada dos dois lados. Foi café da manhã dos camponeses da Suíça de língua alemã, inclusive no cantão de Berna e virou símbolo da Suíça de língua alemã, a ponto de dar nome ao Röstigraben.

Merengues secos e crocantes servidos com a crème double da Gruyère, nata espessa com pelo menos 45% de gordura. Sobremesa por excelência do banquete da Bénichon, é um dos símbolos da região da Gruyère, no cantão de Friburgo.

Caldeirão de chocolate com o brasão de Genebra, cheio de legumes de marzipã e doces, que se quebra no fim da festa da Escalade, em dezembro. Lembra a lenda da Mère Royaume e a defesa da cidade na noite de 11 para 12 de dezembro de 1602.

Torta de massa amanteigada, fechada por cima, recheada com nozes picadas envolvidas em caramelo e creme. É a especialidade doce mais conhecida dos Grisões, ligada aos confeiteiros que emigravam da Engadina para trabalhar no resto da Europa.

Rolinhos de folha de acelga recheados com massa de spätzli e carne seca ou salame da região, cozidos em caldo e leite e gratinados com queijo. Prato emblemático dos Grisões, originário da Surselva, com tantas receitas quanto famílias.

Pastelaria de massa folhada em forma de cúpula recheada com vitela, bolinhas de carne, cogumelos e passas num molho cremoso. Leva o nome da cidade e do cantão de Lucerna e também é chamada Fritschipastete, por causa da figura do carnaval local.

Bolo denso de pão amanhecido amolecido no leite, com cacau, amaretti, passas, pinhões e, muitas vezes, um pouco de grappa. Nascida para não desperdiçar o pão, é considerada o doce ticinês por excelência e cada família tem a sua receita.

Meia roda de queijo aproximada do fogo, cuja parte derretida é raspada sobre o prato e servida com batatas cozidas na casca, pepininhos e cebolinhas em conserva. Nasceu no Valais e foi apresentada como prato nacional valesano em 1909.

Destilado de losna, anis e funcho, de cor verde ou incolor, servido diluído em água fria, que fica turvo ao ser misturado. Começou a ser produzido no Val-de-Travers, no cantão de Neuchâtel, no fim do século 18, e foi proibido na Suíça de 1910 a 2005.

Purê rústico de alho-poró e batata cozidos em água e vinho branco, servido com a saucisse aux choux, salsicha defumada de porco e repolho. É a especialidade culinária mais conhecida do cantão de Vaud e faz parte do seu patrimônio imaterial.

Mistura de flocos de aveia demolhados, maçã ralada, nozes ou amêndoas, limão e leite, criada por volta de 1900 pelo médico Maximilian Bircher-Benner para os pacientes da sua clínica em Zurique. Deu origem ao muesli comido no mundo inteiro.

Tiras finas de vitela salteadas e servidas num molho de creme, vinho branco e cogumelos. É o prato que os moradores de Zurique citam primeiro quando se fala da cozinha da cidade, quase sempre acompanhado de rösti.