
Chocolat suisse
O chocolate em tablete que fez da Suíça uma referência mundial a partir do século 19, com a fabricação mecanizada de Cailler, o chocolate ao leite de Daniel Peter, em Vevey, e a conchagem de Rodolphe Lindt, em Berna.
Sabores · Grisões
Torta de massa amanteigada, fechada por cima, recheada com nozes picadas envolvidas em caramelo e creme. É a especialidade doce mais conhecida dos Grisões, ligada aos confeiteiros que emigravam da Engadina para trabalhar no resto da Europa.
Doce típico de Grisões
Também chamado: Engadiner Nusstorte, Tuorta da nuschs, torta di noci grigionese
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Bündner Nusstorte — Grisões, Suíça
A Bündner Nusstorte, também chamada Engadiner Nusstorte e, em romanche, tuorta da nuschs, é a vitrine doce do cantão dos Grisões. Por fora parece uma torta simples, de massa dourada e lisa; por dentro, guarda um recheio denso de nozes envolvidas em caramelo cozido com creme de leite.
Sua história está ligada aos Zuckerbäcker, os confeiteiros dos Grisões. Entre os séculos 17 e 19, milhares de jovens da Engadina e de outros vales do cantão deixaram as montanhas para trabalhar em confeitarias e cafés de cidades como Veneza, Berlim, Toulouse e São Petersburgo. Segundo o turismo dos Grisões, foram esses confeiteiros que trouxeram a receita do sul, onde as nozes crescem com mais facilidade.
A origem exata é disputada. A família Pult, de Samedan, afirma que Fausto Pult foi o primeiro a vender a torta em escala maior, na confeitaria que abriu em 1926; historiadores apontam que ele havia trabalhado numa confeitaria de engadinos em Toulouse, de onde viria a receita, e outra família de confeiteiros reivindica vendas anteriores. Estudos indicam uma torta francesa de nozes e caramelo, sem tampa, como possível modelo, que os engadinos teriam fechado com massa para facilitar o transporte.
O preparo começa pelo caramelo: o açúcar derrete até dourar, recebe o creme e as nozes picadas e cozinha até engrossar. A massa, rica em manteiga, forra a forma, recebe o recheio frio e é fechada com outro disco, furado com um garfo.
Como se conserva por semanas, a torta virou lembrança tradicional de quem visita os Grisões e é produzida em todo o cantão, de pequenas padarias a fabricantes maiores. A maior parte das nozes usadas vem de fora, já que o clima das montanhas favorece pouco as nogueiras.
Grisões
Especialidade doce mais conhecida dos Grisões, ligada aos confeiteiros emigrados do cantão.
Farinha de trigo, manteiga, açúcar e ovos para a massa; nozes picadas, açúcar caramelizado, creme de leite e, às vezes, mel ou manteiga no recheio.
Em fatias finas, à temperatura ambiente, com café ou chá. É doce e denso, por isso as porções costumam ser pequenas.
O ano inteiro; muito comprada como lembrança e para presentear, por durar várias semanas.
Tire suas dúvidas
São nomes da mesma torta, com pequenas variações de receita entre os confeiteiros.
A origem é disputada. A receita chegou aos Grisões com os confeiteiros que trabalhavam no exterior, e diferentes famílias reivindicam ter sido as primeiras a vendê-la.
Por várias semanas, bem embalada e em lugar fresco, o que a torna uma lembrança de viagem comum.
Sabores da Suíça

O chocolate em tablete que fez da Suíça uma referência mundial a partir do século 19, com a fabricação mecanizada de Cailler, o chocolate ao leite de Daniel Peter, em Vevey, e a conchagem de Rodolphe Lindt, em Berna.

Queijo derretido com vinho branco num caquelon, mantido quente sobre um fogareiro, em que cada pessoa mergulha cubos de pão com um garfo comprido. Promovida como prato nacional a partir dos anos 1930, é servida em toda a Suíça nos meses frios.

Biscoito duro de mel, amêndoas, avelãs, casca de laranja e de limão cristalizada e kirsch, coberto por uma fina camada de açúcar. Mencionado em Basileia ao menos desde 1711, é a especialidade doce mais ligada à cidade.

Grande travessa com várias carnes cozidas e defumadas e salsichas, servida sobre chucrute e feijão-verde, com batatas. É o prato festivo da cozinha bernense, ligado pela tradição à vitória de Neuenegg, em 1798.

Disco de batata ralada frita na manteiga até formar uma crosta dourada dos dois lados. Foi café da manhã dos camponeses da Suíça de língua alemã, inclusive no cantão de Berna e virou símbolo da Suíça de língua alemã, a ponto de dar nome ao Röstigraben.

Merengues secos e crocantes servidos com a crème double da Gruyère, nata espessa com pelo menos 45% de gordura. Sobremesa por excelência do banquete da Bénichon, é um dos símbolos da região da Gruyère, no cantão de Friburgo.

Caldeirão de chocolate com o brasão de Genebra, cheio de legumes de marzipã e doces, que se quebra no fim da festa da Escalade, em dezembro. Lembra a lenda da Mère Royaume e a defesa da cidade na noite de 11 para 12 de dezembro de 1602.

Rolinhos de folha de acelga recheados com massa de spätzli e carne seca ou salame da região, cozidos em caldo e leite e gratinados com queijo. Prato emblemático dos Grisões, originário da Surselva, com tantas receitas quanto famílias.

Pastelaria de massa folhada em forma de cúpula recheada com vitela, bolinhas de carne, cogumelos e passas num molho cremoso. Leva o nome da cidade e do cantão de Lucerna e também é chamada Fritschipastete, por causa da figura do carnaval local.

Bolo denso de pão amanhecido amolecido no leite, com cacau, amaretti, passas, pinhões e, muitas vezes, um pouco de grappa. Nascida para não desperdiçar o pão, é considerada o doce ticinês por excelência e cada família tem a sua receita.

Meia roda de queijo aproximada do fogo, cuja parte derretida é raspada sobre o prato e servida com batatas cozidas na casca, pepininhos e cebolinhas em conserva. Nasceu no Valais e foi apresentada como prato nacional valesano em 1909.

Destilado de losna, anis e funcho, de cor verde ou incolor, servido diluído em água fria, que fica turvo ao ser misturado. Começou a ser produzido no Val-de-Travers, no cantão de Neuchâtel, no fim do século 18, e foi proibido na Suíça de 1910 a 2005.

Purê rústico de alho-poró e batata cozidos em água e vinho branco, servido com a saucisse aux choux, salsicha defumada de porco e repolho. É a especialidade culinária mais conhecida do cantão de Vaud e faz parte do seu patrimônio imaterial.

Torta de discos de merengue de amêndoa e biscoito embebido em xarope de kirsch, com creme de manteiga, coberta de amêndoas e açúcar com desenho em losangos. Criada em Zug pelo confeiteiro Heinrich Höhn, que a anunciou em 1915.

Mistura de flocos de aveia demolhados, maçã ralada, nozes ou amêndoas, limão e leite, criada por volta de 1900 pelo médico Maximilian Bircher-Benner para os pacientes da sua clínica em Zurique. Deu origem ao muesli comido no mundo inteiro.

Tiras finas de vitela salteadas e servidas num molho de creme, vinho branco e cogumelos. É o prato que os moradores de Zurique citam primeiro quando se fala da cozinha da cidade, quase sempre acompanhado de rösti.