A Suíça não cultiva cacau, mas no século 19 se tornou um dos centros da fabricação de chocolate. Os pioneiros aprenderam o ofício em outros países e voltaram com ideias próprias, numa época em que o chocolate era, sobretudo, uma bebida.
Em 1819, François-Louis Cailler abriu em Corsier, perto de Vevey, às margens do lago Léman, uma das primeiras fábricas de chocolate mecanizadas do país, depois de anos de aprendizado em Turim. A marca que fundou é a mais antiga ainda existente entre os chocolates suíços. Nas décadas seguintes surgiram outras casas, como Suchard, em Neuchâtel, Kohler, em Lausanne, e Sprüngli, em Zurique.
Em Vevey, Daniel Peter, genro de Cailler, abriu sua fábrica em 1867. Depois de anos de tentativas, conseguiu em 1875 combinar chocolate e leite de forma estável, usando leite condensado: nascia o chocolate ao leite. Em Berna, em 1879, Rodolphe Lindt criou a conchagem, um processo de mistura e aquecimento prolongado da massa de chocolate que deu origem ao primeiro chocolate fondant, de textura que derrete na boca. As duas invenções ajudaram a firmar a fama mundial do chocolate suíço.
Também em Berna, em 1908, Theodor Tobler e Emil Baumann lançaram o Toblerone, chocolate ao leite com nogado de mel e amêndoas, em barra de seções triangulares. A partir do fim do século 19, o país passou a ser visto como uma potência do chocolate.
Ao longo do século 20, várias dessas marcas passaram a fazer parte de grandes grupos internacionais, e outras seguiram como empresas suíças. O chocolate continua presente no dia a dia do país, que está entre os maiores consumidores por habitante do mundo, e nas fábricas e espaços de visita abertos ao público em várias regiões.