
Chocolat suisse
O chocolate em tablete que fez da Suíça uma referência mundial a partir do século 19, com a fabricação mecanizada de Cailler, o chocolate ao leite de Daniel Peter, em Vevey, e a conchagem de Rodolphe Lindt, em Berna.
Sabores · Ticino
Bolo denso de pão amanhecido amolecido no leite, com cacau, amaretti, passas, pinhões e, muitas vezes, um pouco de grappa. Nascida para não desperdiçar o pão, é considerada o doce ticinês por excelência e cada família tem a sua receita.
Doce típico de Ticino
Também chamado: torta da pan e lacc, torta di latte, torta leventinese, turta da ca
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Torta di pane — Ticino, Suíça
A torta di pane é o doce mais ligado ao Ticino, o cantão de língua italiana do sul da Suíça. A receita nasceu da necessidade de reaproveitar o pão: no passado, o pão era assado em grandes quantidades a cada duas semanas ou mais, e o que endurecia ia para a sopa, para o leite ou para esta torta. Em muitas casas, ela era comida no jantar, com café e leite.
Com o tempo e com a melhora das condições de vida, a receita ganhou ingredientes. Ao pão amolecido no leite se juntaram açúcar, ovos, cacau, amaretti esfarelados, passas, frutas cristalizadas, pinhões e raspas de limão, e muitas versões levam um cálice de grappa local. Os nomes também variam: torta da pan e lacc, torta di latte ou torta leventinese, como aparece num livro de receitas dos anos 1920, em referência à Leventina, vale do norte do cantão.
O preparo é simples, mas pede tempo. O pão é deixado de molho no leite por horas, depois amassado até formar uma pasta, que recebe os outros ingredientes. A massa vai à forma, é coberta de pinhões e assa lentamente, até formar uma crosta escura por fora e um interior úmido e compacto.
A torta di pane está presente nas festas de aldeia e nas feiras do cantão, além das padarias e confeitarias. Em 1974, um concurso promovido em Lugano recebeu cerca de 400 tortas de todo o Ticino, e os padeiros e confeiteiros ticineses organizaram um campeonato cantonal da torta, com finais na Sagra dell'Uva.
Cada família guarda sua versão, e é comum ouvir que não existem duas tortas di pane iguais.
Ticino
Considerada o doce ticinês por excelência, presente nas casas, padarias e festas de aldeia do cantão.
Pão amanhecido, leite, açúcar, ovos, cacau, amaretti, passas, pinhões, frutas cristalizadas, raspas de limão e, muitas vezes, grappa; às vezes manteiga ou chocolate.
Em fatias, à temperatura ambiente, no lanche ou como sobremesa, com café, chá ou um copo de leite.
O ano inteiro, especialmente no outono e em festas de aldeia; muito presente nas padarias do cantão.
Tire suas dúvidas
Porque nasceu para reaproveitar o pão que endurecia em casa, numa época em que se assava pão em grande quantidade a cada duas semanas ou mais.
Pão amanhecido amolecido no leite, açúcar, ovos, cacau, amaretti, passas e pinhões, e muitas vezes um pouco de grappa.
Não. As versões variam de família para família e de vale para vale, e recebem nomes diferentes, como torta da pan e lacc e torta leventinese.
Sabores da Suíça

O chocolate em tablete que fez da Suíça uma referência mundial a partir do século 19, com a fabricação mecanizada de Cailler, o chocolate ao leite de Daniel Peter, em Vevey, e a conchagem de Rodolphe Lindt, em Berna.

Queijo derretido com vinho branco num caquelon, mantido quente sobre um fogareiro, em que cada pessoa mergulha cubos de pão com um garfo comprido. Promovida como prato nacional a partir dos anos 1930, é servida em toda a Suíça nos meses frios.

Biscoito duro de mel, amêndoas, avelãs, casca de laranja e de limão cristalizada e kirsch, coberto por uma fina camada de açúcar. Mencionado em Basileia ao menos desde 1711, é a especialidade doce mais ligada à cidade.

Grande travessa com várias carnes cozidas e defumadas e salsichas, servida sobre chucrute e feijão-verde, com batatas. É o prato festivo da cozinha bernense, ligado pela tradição à vitória de Neuenegg, em 1798.

Disco de batata ralada frita na manteiga até formar uma crosta dourada dos dois lados. Foi café da manhã dos camponeses da Suíça de língua alemã, inclusive no cantão de Berna e virou símbolo da Suíça de língua alemã, a ponto de dar nome ao Röstigraben.

Merengues secos e crocantes servidos com a crème double da Gruyère, nata espessa com pelo menos 45% de gordura. Sobremesa por excelência do banquete da Bénichon, é um dos símbolos da região da Gruyère, no cantão de Friburgo.

Caldeirão de chocolate com o brasão de Genebra, cheio de legumes de marzipã e doces, que se quebra no fim da festa da Escalade, em dezembro. Lembra a lenda da Mère Royaume e a defesa da cidade na noite de 11 para 12 de dezembro de 1602.

Torta de massa amanteigada, fechada por cima, recheada com nozes picadas envolvidas em caramelo e creme. É a especialidade doce mais conhecida dos Grisões, ligada aos confeiteiros que emigravam da Engadina para trabalhar no resto da Europa.

Rolinhos de folha de acelga recheados com massa de spätzli e carne seca ou salame da região, cozidos em caldo e leite e gratinados com queijo. Prato emblemático dos Grisões, originário da Surselva, com tantas receitas quanto famílias.

Pastelaria de massa folhada em forma de cúpula recheada com vitela, bolinhas de carne, cogumelos e passas num molho cremoso. Leva o nome da cidade e do cantão de Lucerna e também é chamada Fritschipastete, por causa da figura do carnaval local.

Meia roda de queijo aproximada do fogo, cuja parte derretida é raspada sobre o prato e servida com batatas cozidas na casca, pepininhos e cebolinhas em conserva. Nasceu no Valais e foi apresentada como prato nacional valesano em 1909.

Destilado de losna, anis e funcho, de cor verde ou incolor, servido diluído em água fria, que fica turvo ao ser misturado. Começou a ser produzido no Val-de-Travers, no cantão de Neuchâtel, no fim do século 18, e foi proibido na Suíça de 1910 a 2005.

Purê rústico de alho-poró e batata cozidos em água e vinho branco, servido com a saucisse aux choux, salsicha defumada de porco e repolho. É a especialidade culinária mais conhecida do cantão de Vaud e faz parte do seu patrimônio imaterial.

Torta de discos de merengue de amêndoa e biscoito embebido em xarope de kirsch, com creme de manteiga, coberta de amêndoas e açúcar com desenho em losangos. Criada em Zug pelo confeiteiro Heinrich Höhn, que a anunciou em 1915.

Mistura de flocos de aveia demolhados, maçã ralada, nozes ou amêndoas, limão e leite, criada por volta de 1900 pelo médico Maximilian Bircher-Benner para os pacientes da sua clínica em Zurique. Deu origem ao muesli comido no mundo inteiro.

Tiras finas de vitela salteadas e servidas num molho de creme, vinho branco e cogumelos. É o prato que os moradores de Zurique citam primeiro quando se fala da cozinha da cidade, quase sempre acompanhado de rösti.