
Chocolat suisse
O chocolate em tablete que fez da Suíça uma referência mundial a partir do século 19, com a fabricação mecanizada de Cailler, o chocolate ao leite de Daniel Peter, em Vevey, e a conchagem de Rodolphe Lindt, em Berna.
Sabores · Friburgo
Merengues secos e crocantes servidos com a crème double da Gruyère, nata espessa com pelo menos 45% de gordura. Sobremesa por excelência do banquete da Bénichon, é um dos símbolos da região da Gruyère, no cantão de Friburgo.
Doce típico de Friburgo
Também chamado: meringues double crème, meringues et crème double de la Gruyère, Meringues mit Greyerzer Doppelrahm
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Meringues à la crème double de la Gruyère — Friburgo, Suíça
Nas montanhas da Gruyère, a sobremesa mais famosa junta dois elementos simples: merengues de clara e açúcar, assados até ficarem secos e nacarados, e uma colherada generosa de crème double, a nata espessa da região. O contraste entre o merengue que estala e a nata densa e fria é o que define o prato.
A crème double da Gruyère é obtida a partir do leite usado na fabricação do queijo. Deixado em repouso, o leite integral faz subir a nata, que é separada; para ter o nome de double, precisa ter pelo menos 45% de gordura, e as produções locais costumam passar dos 50%. Não é batida como chantilly: é servida como está, espessa o bastante para ser colocada às colheradas.
Os merengues e a crème double são a sobremesa por excelência do banquete da Bénichon, a festa tradicional de outono do cantão de Friburgo, que marca o fim dos trabalhos no campo e a volta do gado das pastagens. O menu da Bénichon começa com o pão cuchaule e a mostarda de Bénichon e passa por várias etapas antes de chegar ao doce. Fora da festa, a combinação é servida o ano inteiro em restaurantes e casas de chá da região.
Os merengues da Gruyère são grandes e leves, com o interior às vezes levemente úmido. Algumas padarias e confeitarias da região têm fama própria por eles e os produzem há décadas.
A sobremesa pode ser acompanhada de frutas vermelhas da estação, que equilibram a riqueza da nata, ou de sorvete.
Friburgo
Sobremesa por excelência do banquete da Bénichon, ligada à região da Gruyère, no cantão de Friburgo.
Claras de ovo e açúcar para os merengues; crème double da Gruyère (nata com pelo menos 45% de gordura, feita com leite da região); às vezes frutas vermelhas.
Os merengues são quebrados ou servidos inteiros com a crème double por cima ou ao lado, às colheradas; às vezes com frutas vermelhas ou sorvete.
Sobremesa do banquete da Bénichon, no outono; servida o ano inteiro em restaurantes da Gruyère.
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Uma nata espessa obtida do leite da região, com pelo menos 45% de gordura, servida sem ser batida.
A festa tradicional de outono do cantão de Friburgo, com um banquete de várias etapas que termina com merengues e crème double.
Em restaurantes e casas de chá da região da Gruyère, como no burgo de Gruyères, e nos banquetes da Bénichon.
Sabores da Suíça

O chocolate em tablete que fez da Suíça uma referência mundial a partir do século 19, com a fabricação mecanizada de Cailler, o chocolate ao leite de Daniel Peter, em Vevey, e a conchagem de Rodolphe Lindt, em Berna.

Queijo derretido com vinho branco num caquelon, mantido quente sobre um fogareiro, em que cada pessoa mergulha cubos de pão com um garfo comprido. Promovida como prato nacional a partir dos anos 1930, é servida em toda a Suíça nos meses frios.

Biscoito duro de mel, amêndoas, avelãs, casca de laranja e de limão cristalizada e kirsch, coberto por uma fina camada de açúcar. Mencionado em Basileia ao menos desde 1711, é a especialidade doce mais ligada à cidade.

Grande travessa com várias carnes cozidas e defumadas e salsichas, servida sobre chucrute e feijão-verde, com batatas. É o prato festivo da cozinha bernense, ligado pela tradição à vitória de Neuenegg, em 1798.

Disco de batata ralada frita na manteiga até formar uma crosta dourada dos dois lados. Foi café da manhã dos camponeses da Suíça de língua alemã, inclusive no cantão de Berna e virou símbolo da Suíça de língua alemã, a ponto de dar nome ao Röstigraben.

Caldeirão de chocolate com o brasão de Genebra, cheio de legumes de marzipã e doces, que se quebra no fim da festa da Escalade, em dezembro. Lembra a lenda da Mère Royaume e a defesa da cidade na noite de 11 para 12 de dezembro de 1602.

Torta de massa amanteigada, fechada por cima, recheada com nozes picadas envolvidas em caramelo e creme. É a especialidade doce mais conhecida dos Grisões, ligada aos confeiteiros que emigravam da Engadina para trabalhar no resto da Europa.

Rolinhos de folha de acelga recheados com massa de spätzli e carne seca ou salame da região, cozidos em caldo e leite e gratinados com queijo. Prato emblemático dos Grisões, originário da Surselva, com tantas receitas quanto famílias.

Pastelaria de massa folhada em forma de cúpula recheada com vitela, bolinhas de carne, cogumelos e passas num molho cremoso. Leva o nome da cidade e do cantão de Lucerna e também é chamada Fritschipastete, por causa da figura do carnaval local.

Bolo denso de pão amanhecido amolecido no leite, com cacau, amaretti, passas, pinhões e, muitas vezes, um pouco de grappa. Nascida para não desperdiçar o pão, é considerada o doce ticinês por excelência e cada família tem a sua receita.

Meia roda de queijo aproximada do fogo, cuja parte derretida é raspada sobre o prato e servida com batatas cozidas na casca, pepininhos e cebolinhas em conserva. Nasceu no Valais e foi apresentada como prato nacional valesano em 1909.

Destilado de losna, anis e funcho, de cor verde ou incolor, servido diluído em água fria, que fica turvo ao ser misturado. Começou a ser produzido no Val-de-Travers, no cantão de Neuchâtel, no fim do século 18, e foi proibido na Suíça de 1910 a 2005.

Purê rústico de alho-poró e batata cozidos em água e vinho branco, servido com a saucisse aux choux, salsicha defumada de porco e repolho. É a especialidade culinária mais conhecida do cantão de Vaud e faz parte do seu patrimônio imaterial.

Torta de discos de merengue de amêndoa e biscoito embebido em xarope de kirsch, com creme de manteiga, coberta de amêndoas e açúcar com desenho em losangos. Criada em Zug pelo confeiteiro Heinrich Höhn, que a anunciou em 1915.

Mistura de flocos de aveia demolhados, maçã ralada, nozes ou amêndoas, limão e leite, criada por volta de 1900 pelo médico Maximilian Bircher-Benner para os pacientes da sua clínica em Zurique. Deu origem ao muesli comido no mundo inteiro.

Tiras finas de vitela salteadas e servidas num molho de creme, vinho branco e cogumelos. É o prato que os moradores de Zurique citam primeiro quando se fala da cozinha da cidade, quase sempre acompanhado de rösti.