
Chocolat suisse
O chocolate em tablete que fez da Suíça uma referência mundial a partir do século 19, com a fabricação mecanizada de Cailler, o chocolate ao leite de Daniel Peter, em Vevey, e a conchagem de Rodolphe Lindt, em Berna.
Sabores · Genebra
Caldeirão de chocolate com o brasão de Genebra, cheio de legumes de marzipã e doces, que se quebra no fim da festa da Escalade, em dezembro. Lembra a lenda da Mère Royaume e a defesa da cidade na noite de 11 para 12 de dezembro de 1602.
Doce típico de Genebra, Genebra
Também chamado: marmite en chocolat, marmite de l'Escalade en chocolat
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Marmite de l'Escalade — Genebra, Suíça
Todos os anos, em dezembro, Genebra celebra a Escalade, a lembrança do ataque das tropas do duque de Saboia contra a cidade na madrugada de 12 de dezembro de 1602. Os moradores repeliram a tentativa de escalar as muralhas, e a vitória se tornou um símbolo da independência genebrina. A festa reúne cortejos históricos, uma corrida pela cidade velha, uma sopa de legumes e um doce próprio: a marmite de chocolate.
A lenda fundadora conta que, em plena luta, uma mulher chamada Mère Royaume derramou sobre os soldados inimigos um caldeirão de sopa de legumes da estação. Nenhum relato da época menciona o gesto, e sua fama como heroína se firmou só no século 19, mas a figura da Mère Royaume e sua marmite passaram a representar a resistência da cidade.
Uma publicidade de 1881 já menciona marmites-bombonières de nogado e de chocolate. O costume se difundiu a partir do fim do século 19. A marmite traz o brasão de Genebra, com a águia e a chave, e é recheada com legumes de marzipã, que lembram os da sopa, além de balas e pequenos estalinhos embrulhados em papel colorido.
O ritual é parte da festa: a marmite é quebrada no fim da refeição pelo mais novo e pelo mais velho da mesa, que juntos dizem a frase tradicional de lembrança da defesa da República. Os pedaços de chocolate e os doces são divididos entre todos.
Nas semanas anteriores, as confeitarias e chocolaterias de Genebra enchem as vitrines de marmites de todos os tamanhos. Nas escolas, as crianças comem a sopa de legumes e quebram suas marmites em homenagem à Mère Royaume.
Genebra , Genebra
Doce da festa da Escalade, celebração própria de Genebra em memória da defesa da cidade em 1602.
Chocolate (ao leite ou amargo) moldado em forma de caldeirão com o brasão de Genebra; recheio de legumes de marzipã, balas e pequenos estalinhos embrulhados.
A marmite é quebrada no fim da refeição da Escalade pelo mais novo e pelo mais velho da mesa, com a frase tradicional; os pedaços de chocolate e o recheio são divididos entre todos.
Festa da Escalade, em dezembro, e as semanas que a antecedem em Genebra.
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A festa que lembra a defesa da cidade contra o ataque das tropas do duque de Saboia, na noite de 11 para 12 de dezembro de 1602.
A heroína da lenda da Escalade: conta-se que ela derramou um caldeirão de sopa quente sobre os soldados inimigos. Nenhum relato da época confirma o episódio.
No fim da refeição da festa, o mais novo e o mais velho da mesa quebram juntos a marmite, dizendo a frase tradicional, e o chocolate é dividido entre todos.
Sabores da Suíça

O chocolate em tablete que fez da Suíça uma referência mundial a partir do século 19, com a fabricação mecanizada de Cailler, o chocolate ao leite de Daniel Peter, em Vevey, e a conchagem de Rodolphe Lindt, em Berna.

Queijo derretido com vinho branco num caquelon, mantido quente sobre um fogareiro, em que cada pessoa mergulha cubos de pão com um garfo comprido. Promovida como prato nacional a partir dos anos 1930, é servida em toda a Suíça nos meses frios.

Biscoito duro de mel, amêndoas, avelãs, casca de laranja e de limão cristalizada e kirsch, coberto por uma fina camada de açúcar. Mencionado em Basileia ao menos desde 1711, é a especialidade doce mais ligada à cidade.

Grande travessa com várias carnes cozidas e defumadas e salsichas, servida sobre chucrute e feijão-verde, com batatas. É o prato festivo da cozinha bernense, ligado pela tradição à vitória de Neuenegg, em 1798.

Disco de batata ralada frita na manteiga até formar uma crosta dourada dos dois lados. Foi café da manhã dos camponeses da Suíça de língua alemã, inclusive no cantão de Berna e virou símbolo da Suíça de língua alemã, a ponto de dar nome ao Röstigraben.

Merengues secos e crocantes servidos com a crème double da Gruyère, nata espessa com pelo menos 45% de gordura. Sobremesa por excelência do banquete da Bénichon, é um dos símbolos da região da Gruyère, no cantão de Friburgo.

Torta de massa amanteigada, fechada por cima, recheada com nozes picadas envolvidas em caramelo e creme. É a especialidade doce mais conhecida dos Grisões, ligada aos confeiteiros que emigravam da Engadina para trabalhar no resto da Europa.

Rolinhos de folha de acelga recheados com massa de spätzli e carne seca ou salame da região, cozidos em caldo e leite e gratinados com queijo. Prato emblemático dos Grisões, originário da Surselva, com tantas receitas quanto famílias.

Pastelaria de massa folhada em forma de cúpula recheada com vitela, bolinhas de carne, cogumelos e passas num molho cremoso. Leva o nome da cidade e do cantão de Lucerna e também é chamada Fritschipastete, por causa da figura do carnaval local.

Bolo denso de pão amanhecido amolecido no leite, com cacau, amaretti, passas, pinhões e, muitas vezes, um pouco de grappa. Nascida para não desperdiçar o pão, é considerada o doce ticinês por excelência e cada família tem a sua receita.

Meia roda de queijo aproximada do fogo, cuja parte derretida é raspada sobre o prato e servida com batatas cozidas na casca, pepininhos e cebolinhas em conserva. Nasceu no Valais e foi apresentada como prato nacional valesano em 1909.

Destilado de losna, anis e funcho, de cor verde ou incolor, servido diluído em água fria, que fica turvo ao ser misturado. Começou a ser produzido no Val-de-Travers, no cantão de Neuchâtel, no fim do século 18, e foi proibido na Suíça de 1910 a 2005.

Purê rústico de alho-poró e batata cozidos em água e vinho branco, servido com a saucisse aux choux, salsicha defumada de porco e repolho. É a especialidade culinária mais conhecida do cantão de Vaud e faz parte do seu patrimônio imaterial.

Torta de discos de merengue de amêndoa e biscoito embebido em xarope de kirsch, com creme de manteiga, coberta de amêndoas e açúcar com desenho em losangos. Criada em Zug pelo confeiteiro Heinrich Höhn, que a anunciou em 1915.

Mistura de flocos de aveia demolhados, maçã ralada, nozes ou amêndoas, limão e leite, criada por volta de 1900 pelo médico Maximilian Bircher-Benner para os pacientes da sua clínica em Zurique. Deu origem ao muesli comido no mundo inteiro.

Tiras finas de vitela salteadas e servidas num molho de creme, vinho branco e cogumelos. É o prato que os moradores de Zurique citam primeiro quando se fala da cozinha da cidade, quase sempre acompanhado de rösti.