
Chocolat suisse
O chocolate em tablete que fez da Suíça uma referência mundial a partir do século 19, com a fabricação mecanizada de Cailler, o chocolate ao leite de Daniel Peter, em Vevey, e a conchagem de Rodolphe Lindt, em Berna.
Sabores · Valais
Meia roda de queijo aproximada do fogo, cuja parte derretida é raspada sobre o prato e servida com batatas cozidas na casca, pepininhos e cebolinhas em conserva. Nasceu no Valais e foi apresentada como prato nacional valesano em 1909.
Prato típico de Valais
Também chamado: Raclette du Valais, fromage rôti
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Raclette — Valais, Suíça
A raclette é o prato do Valais. Uma meia roda de queijo gordo é posta diante do fogo ou de uma resistência, e a superfície derretida é raspada com uma faca sobre o prato de quem come. O nome vem do verbo francês racler, raspar. No Valais, diz-se la raclette para o prato e le raclette para o queijo.
A prática de derreter queijo ao fogo é antiga entre os pastores e camponeses do Valais, e por muito tempo o prato foi chamado de fromage rôti, queijo assado. O termo raclette aparece em textos em francês a partir de 1874. Em 1909, na Exposição Cantonal de Sion, a raclette foi apresentada como "mets national valaisan", prato nacional valesano, e a imagem do queijo raspado com batata se firmou a partir daí. A Exposição Nacional de 1964, em Lausanne, levou o prato à fama no resto da Suíça e fora dela.
O queijo usado no Valais é a Raclette du Valais, um queijo de leite cru de vaca, de massa semidura, produzido só no cantão e protegido como AOP desde 2007. Cada roda tem a marca da queijaria ou da pastagem de origem, e cada região tem seu sabor.
O serviço tradicional é feito pouco a pouco: quem raspa o queijo serve uma porção de cada vez, que se come quente antes de receber a próxima. Acompanham batatas cozidas com casca, pepininhos e cebolinhas em conserva, pimenta-do-reino e, às vezes, carnes secas da região. No Valais, a bebida mais associada é o vinho branco Fendant, feito com a uva Chasselas, ou um chá quente.
Fora do cantão, a raclette também é preparada em aparelhos de mesa com pequenas frigideiras individuais, uma forma prática que se espalhou pelas casas suíças.
Valais
Prato nascido no Valais, apresentado como prato nacional valesano em 1909; o queijo é AOP do cantão.
Queijo Raclette du Valais AOP (ou outro queijo de raclette), batatas cozidas com casca, pepininhos e cebolinhas em conserva, pimenta-do-reino; às vezes carne seca do Valais e pão.
Em porções sucessivas: o queijo derretido é raspado sobre o prato, comido quente com batata e conservas, e outra porção é servida em seguida. No Valais, acompanha vinho branco Fendant ou chá.
Prato de reunião, sobretudo do outono ao fim do inverno; também em festas de vilarejo e nas estações de montanha o ano inteiro.
Tire suas dúvidas
No Valais, la raclette é o prato, e le raclette é o queijo usado para prepará-lo.
A Raclette du Valais, queijo de leite cru de vaca produzido só no cantão e protegido como AOP desde 2007.
Batatas cozidas com casca, pepininhos e cebolinhas em conserva e pimenta-do-reino. No Valais, é comum beber vinho branco Fendant ou chá.
Sabores da Suíça

O chocolate em tablete que fez da Suíça uma referência mundial a partir do século 19, com a fabricação mecanizada de Cailler, o chocolate ao leite de Daniel Peter, em Vevey, e a conchagem de Rodolphe Lindt, em Berna.

Queijo derretido com vinho branco num caquelon, mantido quente sobre um fogareiro, em que cada pessoa mergulha cubos de pão com um garfo comprido. Promovida como prato nacional a partir dos anos 1930, é servida em toda a Suíça nos meses frios.

Biscoito duro de mel, amêndoas, avelãs, casca de laranja e de limão cristalizada e kirsch, coberto por uma fina camada de açúcar. Mencionado em Basileia ao menos desde 1711, é a especialidade doce mais ligada à cidade.

Grande travessa com várias carnes cozidas e defumadas e salsichas, servida sobre chucrute e feijão-verde, com batatas. É o prato festivo da cozinha bernense, ligado pela tradição à vitória de Neuenegg, em 1798.

Disco de batata ralada frita na manteiga até formar uma crosta dourada dos dois lados. Foi café da manhã dos camponeses da Suíça de língua alemã, inclusive no cantão de Berna e virou símbolo da Suíça de língua alemã, a ponto de dar nome ao Röstigraben.

Merengues secos e crocantes servidos com a crème double da Gruyère, nata espessa com pelo menos 45% de gordura. Sobremesa por excelência do banquete da Bénichon, é um dos símbolos da região da Gruyère, no cantão de Friburgo.

Caldeirão de chocolate com o brasão de Genebra, cheio de legumes de marzipã e doces, que se quebra no fim da festa da Escalade, em dezembro. Lembra a lenda da Mère Royaume e a defesa da cidade na noite de 11 para 12 de dezembro de 1602.

Torta de massa amanteigada, fechada por cima, recheada com nozes picadas envolvidas em caramelo e creme. É a especialidade doce mais conhecida dos Grisões, ligada aos confeiteiros que emigravam da Engadina para trabalhar no resto da Europa.

Rolinhos de folha de acelga recheados com massa de spätzli e carne seca ou salame da região, cozidos em caldo e leite e gratinados com queijo. Prato emblemático dos Grisões, originário da Surselva, com tantas receitas quanto famílias.

Pastelaria de massa folhada em forma de cúpula recheada com vitela, bolinhas de carne, cogumelos e passas num molho cremoso. Leva o nome da cidade e do cantão de Lucerna e também é chamada Fritschipastete, por causa da figura do carnaval local.

Bolo denso de pão amanhecido amolecido no leite, com cacau, amaretti, passas, pinhões e, muitas vezes, um pouco de grappa. Nascida para não desperdiçar o pão, é considerada o doce ticinês por excelência e cada família tem a sua receita.

Destilado de losna, anis e funcho, de cor verde ou incolor, servido diluído em água fria, que fica turvo ao ser misturado. Começou a ser produzido no Val-de-Travers, no cantão de Neuchâtel, no fim do século 18, e foi proibido na Suíça de 1910 a 2005.

Purê rústico de alho-poró e batata cozidos em água e vinho branco, servido com a saucisse aux choux, salsicha defumada de porco e repolho. É a especialidade culinária mais conhecida do cantão de Vaud e faz parte do seu patrimônio imaterial.

Torta de discos de merengue de amêndoa e biscoito embebido em xarope de kirsch, com creme de manteiga, coberta de amêndoas e açúcar com desenho em losangos. Criada em Zug pelo confeiteiro Heinrich Höhn, que a anunciou em 1915.

Mistura de flocos de aveia demolhados, maçã ralada, nozes ou amêndoas, limão e leite, criada por volta de 1900 pelo médico Maximilian Bircher-Benner para os pacientes da sua clínica em Zurique. Deu origem ao muesli comido no mundo inteiro.

Tiras finas de vitela salteadas e servidas num molho de creme, vinho branco e cogumelos. É o prato que os moradores de Zurique citam primeiro quando se fala da cozinha da cidade, quase sempre acompanhado de rösti.