
Chocolat suisse
O chocolate em tablete que fez da Suíça uma referência mundial a partir do século 19, com a fabricação mecanizada de Cailler, o chocolate ao leite de Daniel Peter, em Vevey, e a conchagem de Rodolphe Lindt, em Berna.
Sabores · Basileia
Biscoito duro de mel, amêndoas, avelãs, casca de laranja e de limão cristalizada e kirsch, coberto por uma fina camada de açúcar. Mencionado em Basileia ao menos desde 1711, é a especialidade doce mais ligada à cidade.
Doce típico de Basileia, Basileia-Cidade
Também chamado: Basler Leckerli, Läggerli, Basler Leckerly
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Basler Läckerli — Basileia, Suíça
Os Basler Läckerli são pequenos retângulos de massa de mel e especiarias, firmes ao morder, cobertos por uma fina glaçagem de açúcar. O nome vem de lecker, saboroso, e o dialeto de Basileia o transforma em Läckerli ou Läggerli. Eles pertencem à família dos pães de mel da região do Alto Reno, mas ganharam em Basileia uma receita e um nome próprios.
Uma história muito repetida diz que o biscoito foi criado para os religiosos reunidos no Concílio de Basileia, entre 1431 e 1449. O pesquisador Albert Spycher, que estudou a história da confeitaria na cidade, contesta essa versão: segundo ele, os documentos mostram uma origem diferente. A menção mais antiga ao Läckerli que encontrou nos arquivos de Basileia está numa conta da corporação dos jardineiros, de 10 de outubro de 1711, que registra os biscoitos servidos como sobremesa. Antes disso, os livros de receitas falavam em pão de mel.
A receita reúne farinha, mel, açúcar, amêndoas e avelãs picadas, casca de laranja e de limão cristalizada, especiarias como canela e cravo, e kirsch. A massa é estendida numa placa, assada, coberta com a glaçagem ainda quente e cortada em retângulos. Os Läckerli são duros no início e amaciam com os dias, guardados em latas.
No início do século 18, houve em Basileia uma disputa entre os confeiteiros da cidade e mulheres que faziam e vendiam Läckerli em casa para ganhar a vida: os confeiteiros queriam proibir a concorrência. Com o tempo, os biscoitos passaram a ser exportados, e algumas casas de Basileia mantêm receitas transmitidas desde os séculos 18 e 19.
Os Läckerli são encontrados o ano inteiro e são uma lembrança tradicional de Basileia, muitas vezes vendidos em latas decoradas com imagens da cidade.
Basileia , Basileia-Cidade
Biscoito com o nome da cidade, mencionado em Basileia ao menos desde 1711. Depende de a cidade de Basileia ser criada antes.
Farinha de trigo, mel, açúcar, amêndoas e avelãs, casca de laranja e de limão cristalizada, especiarias (canela, cravo, noz-moscada) e kirsch; glaçagem de açúcar.
Em pequenos retângulos, com café ou chá. Guardados em lata, amaciam com o tempo.
O ano inteiro; muito procurados no Advento e como lembrança de Basileia.
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É uma história muito repetida, mas contestada por pesquisadores. A menção mais antiga encontrada nos arquivos da cidade é de 1711.
Mel, amêndoas, avelãs, casca de frutas cristalizada, especiarias e kirsch, com cobertura fina de açúcar.
São firmes quando frescos e amaciam com os dias, guardados em lata.
Sabores da Suíça

O chocolate em tablete que fez da Suíça uma referência mundial a partir do século 19, com a fabricação mecanizada de Cailler, o chocolate ao leite de Daniel Peter, em Vevey, e a conchagem de Rodolphe Lindt, em Berna.

Queijo derretido com vinho branco num caquelon, mantido quente sobre um fogareiro, em que cada pessoa mergulha cubos de pão com um garfo comprido. Promovida como prato nacional a partir dos anos 1930, é servida em toda a Suíça nos meses frios.

Grande travessa com várias carnes cozidas e defumadas e salsichas, servida sobre chucrute e feijão-verde, com batatas. É o prato festivo da cozinha bernense, ligado pela tradição à vitória de Neuenegg, em 1798.

Disco de batata ralada frita na manteiga até formar uma crosta dourada dos dois lados. Foi café da manhã dos camponeses da Suíça de língua alemã, inclusive no cantão de Berna e virou símbolo da Suíça de língua alemã, a ponto de dar nome ao Röstigraben.

Merengues secos e crocantes servidos com a crème double da Gruyère, nata espessa com pelo menos 45% de gordura. Sobremesa por excelência do banquete da Bénichon, é um dos símbolos da região da Gruyère, no cantão de Friburgo.

Caldeirão de chocolate com o brasão de Genebra, cheio de legumes de marzipã e doces, que se quebra no fim da festa da Escalade, em dezembro. Lembra a lenda da Mère Royaume e a defesa da cidade na noite de 11 para 12 de dezembro de 1602.

Torta de massa amanteigada, fechada por cima, recheada com nozes picadas envolvidas em caramelo e creme. É a especialidade doce mais conhecida dos Grisões, ligada aos confeiteiros que emigravam da Engadina para trabalhar no resto da Europa.

Rolinhos de folha de acelga recheados com massa de spätzli e carne seca ou salame da região, cozidos em caldo e leite e gratinados com queijo. Prato emblemático dos Grisões, originário da Surselva, com tantas receitas quanto famílias.

Pastelaria de massa folhada em forma de cúpula recheada com vitela, bolinhas de carne, cogumelos e passas num molho cremoso. Leva o nome da cidade e do cantão de Lucerna e também é chamada Fritschipastete, por causa da figura do carnaval local.

Bolo denso de pão amanhecido amolecido no leite, com cacau, amaretti, passas, pinhões e, muitas vezes, um pouco de grappa. Nascida para não desperdiçar o pão, é considerada o doce ticinês por excelência e cada família tem a sua receita.

Meia roda de queijo aproximada do fogo, cuja parte derretida é raspada sobre o prato e servida com batatas cozidas na casca, pepininhos e cebolinhas em conserva. Nasceu no Valais e foi apresentada como prato nacional valesano em 1909.

Destilado de losna, anis e funcho, de cor verde ou incolor, servido diluído em água fria, que fica turvo ao ser misturado. Começou a ser produzido no Val-de-Travers, no cantão de Neuchâtel, no fim do século 18, e foi proibido na Suíça de 1910 a 2005.

Purê rústico de alho-poró e batata cozidos em água e vinho branco, servido com a saucisse aux choux, salsicha defumada de porco e repolho. É a especialidade culinária mais conhecida do cantão de Vaud e faz parte do seu patrimônio imaterial.

Torta de discos de merengue de amêndoa e biscoito embebido em xarope de kirsch, com creme de manteiga, coberta de amêndoas e açúcar com desenho em losangos. Criada em Zug pelo confeiteiro Heinrich Höhn, que a anunciou em 1915.

Mistura de flocos de aveia demolhados, maçã ralada, nozes ou amêndoas, limão e leite, criada por volta de 1900 pelo médico Maximilian Bircher-Benner para os pacientes da sua clínica em Zurique. Deu origem ao muesli comido no mundo inteiro.

Tiras finas de vitela salteadas e servidas num molho de creme, vinho branco e cogumelos. É o prato que os moradores de Zurique citam primeiro quando se fala da cozinha da cidade, quase sempre acompanhado de rösti.