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A Terra e o Turismo

Sistema Solar

Onde estão os planetas hoje, o tamanho de cada um em escala, o cinturão de asteroides, Plutão e a viagem das sondas Voyager até a Nuvem de Oort.

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Onde estão os planetas hoje

Visto de cima, com os planetas no lugar de hoje. As distâncias foram encolhidas para caber: Júpiter fica 5 vezes mais longe do Sol que a Terra.

Os planetas em escala de tamanho

Todos na mesma escala. O Sol, à esquerda, é tão grande que só cabe a borda: caberiam nele cerca de 1,3 milhão de Terras. Toque num planeta para ver a ficha dele.

Do Sol à Nuvem de Oort

Cada marca da régua fica 10 vezes mais longe que a anterior: sem isso, a Terra e a Nuvem de Oort não caberiam na mesma tela. UA é a unidade astronômica, a distância da Terra ao Sol. Toque em cada ponto.

Posições calculadas no seu aparelho com os elementos orbitais médios do JPL (E. M. Standish). Números dos planetas: NASA (Planetary Fact Sheet), arredondados. Voyager: NASA/JPL.

O Sol e os oito planetas

Os oito planetas, de Mercúrio a Netuno, fora de escala.
Os oito planetas, de Mercúrio a Netuno, fora de escala.

O Sol concentra 99,8% de toda a massa do Sistema Solar. Tudo o mais, planetas, luas, asteroides e cometas, cabe nos 0,2% que sobram. A luz dele leva cerca de 8 minutos e 20 segundos para chegar à Terra.

Os quatro planetas mais perto do Sol, Mercúrio, Vênus, Terra e Marte, são rochosos e pequenos. Os quatro de fora são gigantes: Júpiter e Saturno, feitos principalmente de gás, e Urano e Netuno, os gigantes de gelo. Todos giram no mesmo sentido em volta do Sol, quase no mesmo plano, porque nasceram do mesmo disco de gás e poeira, há cerca de 4,6 bilhões de anos.

O cinturão de asteroides

Marte, o planeta vermelho, fica logo antes do cinturão de asteroides, que vai até Júpiter.
Marte, o planeta vermelho, fica logo antes do cinturão de asteroides, que vai até Júpiter.

Entre Marte e Júpiter fica o cinturão de asteroides: milhões de rochas que sobraram da formação dos planetas. A gravidade de Júpiter não deixou que elas se juntassem num planeta.

Ao contrário dos filmes, o cinturão é quase vazio. Somadas, todas as rochas têm menos de 5% da massa da Lua, e a distância entre uma e outra costuma passar de 1 milhão de quilômetros: as sondas o atravessam sem desviar de nada. O maior corpo é Ceres, com cerca de 940 quilômetros, que hoje é chamado de planeta-anão.

Júpiter, o "protetor"

Com um telescópio pequeno, já dá para ver Júpiter e as suas quatro luas maiores.
Com um telescópio pequeno, já dá para ver Júpiter e as suas quatro luas maiores.

Júpiter tem mais que o dobro da massa de todos os outros planetas juntos. Com essa gravidade, ele desvia muitos cometas e asteroides: alguns são jogados para fora do Sistema Solar e outros caem nele. Em 1994, os pedaços do cometa Shoemaker-Levy 9 atingiram Júpiter e deixaram manchas maiores que a Terra.

Por isso Júpiter costuma ser chamado de protetor da Terra. Os astrônomos lembram, porém, que a mesma gravidade também pode empurrar alguns corpos na nossa direção. Ele protege e atrapalha, e o saldo ainda é estudado.

Depois de Netuno: o Cinturão de Kuiper e Plutão

A planície clara em forma de coração de Plutão foi fotografada pela sonda New Horizons em 2015.
A planície clara em forma de coração de Plutão foi fotografada pela sonda New Horizons em 2015.

Depois de Netuno começa o Cinturão de Kuiper, um anel de corpos gelados de 30 a 50 vezes a distância da Terra ao Sol. É lá que fica Plutão, descoberto em 1930 no Observatório Lowell, em Flagstaff, nos Estados Unidos.

Em 2006, a União Astronômica Internacional definiu que um planeta precisa ter "limpado" a sua órbita. Plutão divide a dele com muitos outros corpos do cinturão e passou a ser chamado de planeta-anão. Em 2015, a sonda New Horizons passou por ele e mostrou planícies de gelo em forma de coração.

A Nuvem de Oort e as sondas Voyager

As estrelas cadentes são grãos deixados por cometas que vêm de longe, do Cinturão de Kuiper e da Nuvem de Oort.
As estrelas cadentes são grãos deixados por cometas que vêm de longe, do Cinturão de Kuiper e da Nuvem de Oort.

Muito além de Plutão, a Nuvem de Oort é uma casca enorme de cometas gelados em volta do Sistema Solar, de cerca de mil a 100 mil vezes a distância da Terra ao Sol. Ninguém a viu diretamente: ela é deduzida pelas órbitas dos cometas que levam milhares de anos para voltar.

As sondas Voyager 1 e Voyager 2, lançadas em 1977, já saíram da bolha do vento solar e estão no espaço entre as estrelas. Em 18 de novembro de 2026, a Voyager 1 chega a 1 dia-luz da Terra: um sinal leva 24 horas para ir até ela. Mesmo assim, ela levaria cerca de 300 anos para chegar ao começo da Nuvem de Oort, e uns 30 mil anos para atravessá-la.

Para que lado olhar

Para que lado olhar

O Sol, a Lua e os planetas andam pelo céu quase na mesma faixa, a eclíptica, porque os planetas giram em volta do Sol quase no mesmo plano. Ao sul do Trópico de Capricórnio, como em Porto Alegre, Buenos Aires ou Sydney, essa faixa passa sempre do lado norte do céu; ao norte do Trópico de Câncer, como na Europa e na maior parte dos Estados Unidos, passa do lado sul. Entre os dois trópicos, ela pode passar bem no alto.

A altura também muda com a estação, ao contrário do Sol: no inverno, quando o Sol fica baixo, a Lua cheia e os planetas que passam a noite toda no céu ficam altos; no verão, ficam mais baixos.

O Sistema Solar no céu da viagem

Vênus e Júpiter são os planetas mais brilhantes do céu e aparecem a olho nu.
Vênus e Júpiter são os planetas mais brilhantes do céu e aparecem a olho nu.

Cinco planetas aparecem a olho nu: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Vênus é o ponto mais brilhante do céu depois da Lua, a "estrela d'alva" do amanhecer ou do entardecer. Com uma luneta simples já se veem os anéis de Saturno e as quatro maiores luas de Júpiter.

Os melhores lugares são os de céu escuro e seco, longe das luzes das cidades. O Vale do Elqui e o Deserto do Atacama, no Chile, têm observatórios abertos a turistas, e no Havaí dá para subir o Mauna Kea, onde ficam alguns dos maiores telescópios do mundo.

A observação depende do tempo: com nuvens, os observatórios podem cancelar a sessão, e o que aparece no telescópio muda conforme a época do ano e a fase da Lua.

Perguntas frequentes

Quantos planetas tem o Sistema Solar?

Oito: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Plutão é um planeta-anão desde 2006.

Por que Plutão deixou de ser planeta?

Porque em 2006 a União Astronômica Internacional definiu que um planeta precisa ter limpado a sua órbita, e Plutão divide a dele com muitos outros corpos do Cinturão de Kuiper. Ele passou a ser chamado de planeta-anão.

O que é o cinturão de asteroides?

É a região entre Marte e Júpiter com milhões de rochas que sobraram da formação dos planetas. Somadas, elas têm menos de 5% da massa da Lua.

Júpiter protege a Terra?

Em parte. A gravidade de Júpiter desvia muitos cometas e asteroides, mas também pode empurrar alguns na direção da Terra. Os astrônomos ainda estudam qual efeito pesa mais.

Qual é o maior planeta do Sistema Solar?

Júpiter, com cerca de 143 mil quilômetros de diâmetro. Caberiam nele mais de 1.300 Terras.

O que é a Nuvem de Oort?

É uma casca enorme de cometas gelados em volta do Sistema Solar, muito além de Plutão, de onde vêm os cometas de órbita longa. Ela nunca foi vista diretamente.

Quanto tempo a luz do Sol leva para chegar à Terra?

Cerca de 8 minutos e 20 segundos. Até Netuno, a luz leva pouco mais de 4 horas.

Quais planetas dá para ver a olho nu?

Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Vênus é o mais brilhante, e Júpiter e Saturno aparecem bem altos à noite em boa parte do ano.

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