Vale do Elqui

Coquimbo

Vale do Elqui

Praias e igrejas de pedra em La Serena, e um vale de vinhedos de pisco e observatórios astronômicos em volta de Vicuña, na região de Coquimbo.

Norte

Na foto: Praça e Iglesia Nuestra Señora del Rosario, Pisco Elqui

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Conheça o lugar

Uma região para viver
sem pressa.

O Vale do Elqui corta a região de Coquimbo, cerca de 470 km ao norte de Santiago, acompanhando o Rio Elqui desde a Cordilheira dos Andes até o Pacífico. Na foz está La Serena, capital regional e uma das cidades mais antigas do país, fundada no século XVI. Rio acima, a pouco mais de uma hora de estrada, fica Vicuña, a cidade onde nasceu a poeta Gabriela Mistral, prêmio Nobel de Literatura.

La Serena mistura centro histórico e litoral. Em volta da Plaza de Armas estão a Catedral e a Iglesia de San Francisco, de paredes de pedra, além do Museo Arqueológico e do mercado La Recova. A oeste, o Faro Monumental marca o começo da Avenida del Mar, a orla de praias que segue até Coquimbo, a cidade portuária vizinha da Cruz del Tercer Milenio e do Barrio Inglés.

No interior, o clima muda: as nuvens baixas da costa ficam para trás e o vale se abre entre morros secos e parreirais. As uvas do Elqui viram pisco, a aguardente de uva que o chileno toma puro ou no pisco sour, e as destilarias de Vicuña e de Pisco Elqui recebem visitas. Montegrande, onde Gabriela Mistral passou a infância e está sepultada, fica no caminho.

O ar seco e as noites escuras do vale atraíram observatórios científicos e também observatórios turísticos, como o Mamalluca e o Del Pangue, que fazem sessões noturnas com telescópios. A observação depende do tempo e da fase da Lua. Ao norte de La Serena, a Reserva Nacional Pingüino de Humboldt leva a passeios de barco em volta de ilhas onde vivem aves e lobos-marinhos.

Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: La Serena, Vicuña.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.

Onde fica Vale do Elqui
La SerenaVicuña

Contornos: Natural Earth (domínio público). Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Vale do Elqui

✈ Aeródromo La Florida (LSC) · 5 km até La Serena

O caminho mais rápido é voar até o aeroporto La Florida, em La Serena, com conexão em Santiago. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. Por terra, são cerca de 470 km de Santiago pela Ruta 5, umas seis a sete horas de ônibus. De La Serena a Vicuña, a Ruta 41 sobe o vale.

Ponto de chegada sugerido: La Serena

A experiência do lugar

O que fazer no Vale do Elqui

La Serena · Coquimbo · Praça histórica

Plaza de Armas de La Serena

Praça central de La Serena, no lugar onde a cidade foi refundada em 1549. Tem fonte de pedra, palmeiras e jacarandás, e em volta ficam a Catedral, prédios públicos neocoloniais e o Museo Histórico Gabriel González Videla.

Conhecer Plaza de Armas de La Serena

La Serena · Coquimbo · Igreja

Catedral de La Serena

Catedral neoclássica de pedra calcária, iniciada em 1844 em frente à Plaza de Armas. Guarda vitrais franceses, um grande órgão e o túmulo do fundador Francisco de Aguirre. É Monumento Nacional.

Conhecer Catedral de La Serena

Ver mais 13 pontos no Vale do Elqui

Para escolher antes de ir

Passeios no Vale do Elqui

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Centro histórico de La Serena: Plaza de Armas, catedral, igrejas de pedra e Mercado La Recova

Sai de Plaza de Armas de La Serena A pé, por conta própria ou com guia local cerca de 3 horas manhã fácil

La Serena foi fundada em 1544 por Pedro de Valdivia, destruída quatro anos depois e refundada em seguida. É conhecida como a cidade das igrejas: o centro histórico tem mais de 15 templos, quase todos de pedra calcária da região, coisa rara no Chile. O passeio começa na Plaza de Armas de La Serena, a praça arborizada que é o ponto de encontro da cidade. Nela ficam a Catedral de La Serena (Catedral de San Bartolomé), construída no século 19, com torre alta, teto pintado, vários altares e um órgão doado por Juana Ross de Edwards, e a Iglesia de Santo Domingo. A poucas quadras, na esquina das ruas Balmaceda e De la Barra, está a Iglesia de San Francisco, uma das mais antigas da cidade, com paredes de um metro de espessura; no anexo funciona um museu de arte religiosa com esculturas e pinturas do período colonial. O caminho termina no Mercado La Recova, que reúne artesanato do norte do Chile: tecidos de lã, peças de lápis-lazúli e de combarbalita, uma pedra da região, além de frutas secas e doces do vale.

Passa por: Plaza de Armas de La Serena, Catedral de La Serena, Iglesia de Santo Domingo, Iglesia de San Francisco, Mercado La Recova.

Inclui: Caminhada por conta própria. A entrada nas igrejas não é cobrada; o museu de arte religiosa da Iglesia de San Francisco pode ter ingresso. Confira a tabela atual.

Dica: As igrejas fecham nos intervalos de missa e no meio do dia; vá pela manhã. Use roupa adequada para entrar nos templos. No La Recova, compare antes de comprar peças de lápis-lazúli.

Melhor época: O ano todo. De maio a agosto as manhãs costumam ser nubladas e frias, com a camanchaca.

Museo Arqueológico de La Serena

Sai de Centro de La Serena A pé, a cerca de 450 m da Plaza de Armas cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil

O Museo Arqueológico de La Serena (Museu Arqueológico de La Serena) foi fundado em 1943, a partir do trabalho do pesquisador Francisco Cornely e da prefeitura. Fica na esquina das ruas Cordovez e Cienfuegos, a cerca de 450 m da Plaza de Armas de La Serena, seguindo pela Cordovez. O acervo tem mais de 12 mil peças, divididas em arqueologia, etnologia e paleontologia. O destaque são as cerâmicas da cultura diaguita, povo que ocupou os vales do norte do Chile antes da chegada dos espanhóis, com desenhos geométricos em vermelho, preto e branco. Há também objetos da cultura molle, mais antiga. Uma das peças mais procuradas é um moai trazido da Ilha de Páscoa (Rapa Nui), exposto no museu. A visita ajuda a entender a ocupação humana dos vales de Elqui e Limarí antes de seguir para o interior.

Passa por: Museo Arqueológico de La Serena, Plaza de Armas de La Serena.

Inclui: Visita por conta própria às salas de exposição. A entrada não é cobrada.

Dica: O museu fecha às segundas-feiras e tem horário reduzido aos sábados e domingos; confira antes de ir. Combine com o passeio pelo centro histórico, que fica ao lado.

Melhor época: O ano todo; boa opção para as manhãs nubladas do inverno.

Parque Japonés Kokoro No Niwa

Sai de Centro de La Serena A pé, na rua Eduardo de la Barra cerca de 1 hora manhã ou tarde fácil

O Parque Japonés Kokoro No Niwa (Jardim Japonês de La Serena), também chamado Parque Jardín del Corazón, fica na rua Eduardo de la Barra, entre a Panamericana e a rua Pedro Pablo Muñoz, na beira do centro. Foi inaugurado em 1994, nos 450 anos da cidade, e ocupa 26 mil metros quadrados. O caminho contorna um lago artificial com cais, atravessa uma ponte de pedra e uma ponte de madeira em zigue-zague no estilo yatsuhashi e passa por cascatas, um jardim de pedras, bambus, cerejeiras e pequenos bosques. No lago há carpas koi, cisnes negros, brancos e de pescoço preto, tartarugas e patos. É um passeio curto e tranquilo, que cabe entre o centro histórico e a Avenida del Mar.

Passa por: Parque Japonés Kokoro No Niwa.

Inclui: Visita por conta própria. Há ingresso, com valor reduzido para idosos. Confira a tabela atual.

Dica: No verão abre todos os dias; no inverno costuma fechar às segundas-feiras.

Melhor época: O ano todo.

Avenida del Mar e Faro Monumental de La Serena

Sai de Centro de La Serena A pé, de bicicleta, de táxi ou de ônibus urbano cerca de 2 a 3 horas tarde fácil

A Avenida del Mar é a orla de La Serena: uma avenida à beira de uma praia de cerca de 6 km, com calçadão, ciclovia, restaurantes e prédios de apartamentos de temporada, que segue para o sul em direção a Coquimbo. No começo dela, perto da foz do Río Elqui, fica o Faro Monumental de La Serena (Farol de La Serena), construído entre 1950 e 1951 dentro do Plano Serena, o projeto de renovação urbana do presidente Gabriel González Videla. O farol, em estilo neocolonial, é Monumento Nacional desde 2010 e virou símbolo da cidade. A caminhada pela orla é o programa do fim da tarde: o sol se põe sobre o Pacífico. No verão, a praia enche; fora da temporada, fica vazia. A água do mar é fria o ano todo.

Passa por: Faro Monumental de La Serena, Avenida del Mar.

Inclui: Passeio por conta própria. A entrada na orla e na área do farol não é cobrada.

Dica: Leve casaco: venta no fim da tarde. Muitos trechos da praia têm bandeira de mar agitado; respeite a sinalização e os salva-vidas, que trabalham na temporada de verão.

Melhor época: De dezembro a março, com tempo mais firme e praia cheia. No inverno, a neblina costeira costuma cobrir a orla pela manhã.

Coquimbo: Cruz del Tercer Milenio, Barrio Inglés, Fuerte Lambert e Centro Cultural Mohammed VI

Sai de La Serena (Coquimbo fica a cerca de 11 km) Carro, táxi, ônibus urbano ou excursão de meio dia cerca de 4 a 5 horas manhã ou tarde fácil

Coquimbo, o porto da região, fica a cerca de 11 km ao sul de La Serena; as duas cidades são ligadas pela orla. O ponto mais visível é a Cruz del Tercer Milenio (Cruz do Terceiro Milênio), no alto do Cerro El Vigía: a cruz de concreto, com mais de 80 m de altura, foi inaugurada em 2000. No primeiro nível há uma capela e um museu sobre a construção; mais acima, mirantes com vista das baías de Coquimbo e de La Serena. Descendo para o centro, o Barrio Inglés de Coquimbo (Bairro Inglês) reúne casas do século 19 em estilo inglês, em zona de conservação histórica, em torno da Plaza Vicuña Mackenna; muitas viraram cafés, restaurantes, bares e centros culturais. Na ponta da península fica o Fuerte Lambert, uma fortificação do século 19 transformada em área de lazer, com vista para a baía e para o Peñón Pelícano, onde aparecem pelicanos e lobos-marinhos. Em outro morro do centro está o Centro Cultural Mohammed VI, mesquita construída entre 2004 e 2007, inspirada na Kutubia de Marrakech, com minarete, biblioteca e museu. Do porto pesqueiro, na Caleta de Coquimbo, saem catamarãs que percorrem a baía até a Isla de Los Lobos.

Passa por: Cruz del Tercer Milenio, Barrio Inglés de Coquimbo, Fuerte Lambert, Centro Cultural Mohammed VI, Caleta de Coquimbo.

Inclui: Passeio por conta própria. A Cruz del Tercer Milenio pode cobrar ingresso para os mirantes; o passeio de catamarã é pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Comece pela cruz, de manhã, quando a vista costuma estar mais aberta. No Centro Cultural Mohammed VI, use roupa que cubra ombros e joelhos. O Barrio Inglés fica mais movimentado à noite, nos fins de semana.

Melhor época: O ano todo. No inverno, a camanchaca pode encobrir a vista da cruz pela manhã.

Vale do Elqui em um dia: Embalse Puclaro, Vicuña, Montegrande e Pisco Elqui

Sai de La Serena Excursão em van pela Ruta 41 ou carro próprio cerca de 10 horas dia inteiro fácil

É a excursão clássica para quem tem pouco tempo. A van sai de La Serena e sobe o vale pela Ruta 41, ao lado do Río Elqui, entre morros secos e faixas verdes de parreirais. A primeira parada costuma ser o mirante do Embalse Puclaro, a represa do vale, onde o guia conta a história do povoado de Gualliguaica. Em seguida vem Vicuña, a cerca de 62 km de La Serena, cidade natal de Gabriela Mistral, primeira escritora latino-americana a ganhar o Nobel de Literatura, em 1945: há tempo para a Plaza de Armas e, conforme o roteiro, para o Museo Gabriela Mistral. Depois do almoço, o caminho deixa a Ruta 41 e entra pela estrada estreita e cheia de curvas que leva a Montegrande, onde a poeta passou a infância e está sepultada, e a Pisco Elqui, a cerca de 1.250 m de altitude, com a praça, a igreja e o artesanato. As excursões incluem a visita a uma destilaria de pisco, a aguardente de uva típica do vale, com explicação do processo de produção. A volta a La Serena é no fim da tarde.

Passa por: Embalse Puclaro, Vicuña, Museo Gabriela Mistral, Montegrande, Pisco Elqui.

Inclui: Nas excursões, em geral: busca no hotel no centro de La Serena, transporte, guia em espanhol, almoço e visita a uma destilaria. A entrada em museus pode variar conforme a opção. Confira a tabela atual.

Dica: A degustação nas destilarias é só para maiores de 18 anos e não é obrigatória; quem dirige não deve beber. Leve protetor solar e chapéu: no interior do vale o sol é forte mesmo no inverno. Algumas excursões exigem número mínimo de passageiros.

Melhor época: O ano todo. Em março e abril, época da colheita da uva, os parreirais ficam em atividade.

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Vicuña a pé: Plaza de Armas, Torre Bauer e Museo Gabriela Mistral

Sai de Plaza de Armas de Vicuña A pé cerca de 2 a 3 horas manhã fácil

Vicuña, fundada em 1821, é a principal cidade do vale e fica a cerca de 62 km de La Serena. O centro é pequeno e se percorre a pé a partir da Plaza de Armas de Vicuña, arborizada, com a igreja matriz e a Torre Bauer, que abriga o escritório de turismo. A poucas quadras, na rua Gabriela Mistral, fica o Museo Gabriela Mistral (Museu Gabriela Mistral), dedicado à poeta nascida em Vicuña em 1889. O museu nasceu de um centro cultural criado por moradores em 1936 e virou museu em 1957. Na entrada há uma reprodução da casa onde ela teria nascido, com móveis de época doados pela comunidade; nas salas, objetos pessoais, manuscritos, primeiras edições e a escrivaninha que ela usou como diretora de um liceu em Santiago. O jardim tem plantas medicinais e árvores frutíferas, e o prédio tem biblioteca e sala de exposições temporárias.

Passa por: Plaza de Armas de Vicuña, Torre Bauer, Museo Gabriela Mistral.

Inclui: Visita por conta própria. Confira na entrada se o museu cobra ingresso.

Dica: Combine com a visita ao Centro Turístico Capel e reserve a noite para um observatório. No verão, o meio da tarde é quente em Vicuña: faça o passeio cedo.

Melhor época: O ano todo.

Observação de estrelas no Observatorio Cerro Mamalluca

Sai de Vicuña (cerca de 9 km) Carro próprio, táxi ou van com reserva cerca de 2 horas, mais o transporte noite fácil

O Vale do Elqui tem céu seco e pouca poluição luminosa, e por isso a região de Coquimbo concentra observatórios científicos e turísticos. O Observatorio Cerro Mamalluca, a cerca de 9 km de Vicuña por estrada asfaltada, é um dos mais conhecidos entre os turísticos. A visita guiada começa depois do anoitecer e dura cerca de 2 horas, com uma parte interna e outra ao ar livre: primeiro, uma conversa sobre constelações e astronomia; depois, observação a olho nu e pelos telescópios, o principal de 12 polegadas, de planetas, aglomerados de estrelas, estrelas duplas e nebulosas, conforme o céu da noite. Os guias falam espanhol e, em algumas sessões, inglês. Há também sessões de planetário e opções com fotografia do céu. A visita depende do tempo: nuvens cancelam ou reduzem a observação.

Passa por: Observatorio Cerro Mamalluca, Vicuña.

Inclui: Em geral: palestra e observação guiada com telescópios. O transporte de Vicuña ou de La Serena é pago à parte, conforme a opção. Confira a tabela atual.

Dica: A entrada é só com reserva, em grupos pequenos. Prefira noites sem lua ou com lua crescente fina; a lua cheia apaga boa parte das estrelas. Leve casaco, gorro e luvas: à noite esfria muito, mesmo no verão. Dirija com cuidado na estrada à noite.

Melhor época: O ano todo. De março a novembro o céu costuma ser mais seco e limpo; o inverno tem noites frias.

Observação de estrelas no Observatorio del Pangue

Sai de Vicuña (escritório na frente da Plaza de Armas) Van do observatório a partir de Vicuña, com reserva cerca de 2 horas no observatório noite fácil

O Observatorio del Pangue fica no setor de El Pangue, na estrada para Río Hurtado, a cerca de 17 km de Vicuña, longe das luzes da cidade. É um observatório turístico voltado à observação mais técnica, em grupos pequenos por telescópio, com guias que falam espanhol e inglês. Os participantes se encontram no escritório em Vicuña, de frente para a Plaza de Armas, e sobem em van ao anoitecer, em duas saídas por noite. A sessão básica dura cerca de 2 horas, com dois guias, e mostra objetos de céu profundo, como aglomerados, nebulosas e galáxias, além de planetas quando estão visíveis. O observatório tem um telescópio de 25 polegadas, entre os maiores abertos ao público no Chile. Há sessões para astrofotografia, mais longas e só para grupos fechados.

Passa por: Observatorio del Pangue, Vicuña.

Inclui: Em geral: transporte de ida e volta a partir de Vicuña, guias e observação com telescópios. Há saídas a partir de La Serena, pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Não há sessões na lua cheia, e o tempo pode cancelar a saída. Há idade mínima nas sessões: confirme antes de levar crianças. Leve roupa de inverno, mesmo no verão.

Melhor época: O ano todo, fora das noites de lua cheia. De março a novembro o céu costuma ser mais seco.

Centro Turístico Capel e o Museo del Pisco

Sai de Vicuña A pé ou de carro, em Vicuña cerca de 1 hora manhã ou tarde fácil

O pisco é a aguardente de uva típica do norte do Chile, e o Vale do Elqui é uma das áreas de produção com denominação de origem. O Centro Turístico Capel, da cooperativa pisqueira do vale, fica em Vicuña e recebe visitantes o ano todo. A visita guiada passa pelo auditório, pelo Museo del Pisco, com rótulos antigos e documentos sobre a origem da bebida no Chile, e pelo salão das medalhas, e explica as etapas da produção, da uva à destilação. A visita básica termina com uma degustação; há versões com oficina de coquetelaria e degustação guiada com tábua de produtos regionais. As visitas são em espanhol e em inglês, em grupos. No local há loja e café.

Passa por: Centro Turístico Capel, Vicuña.

Inclui: Visita guiada com degustação, conforme a opção escolhida. Há ingresso. Confira a tabela atual.

Dica: A degustação é para maiores de 18 anos e pode ser recusada; a visita ao museu vale por si. Quem vai dirigir não deve beber. Reserve com antecedência em feriados e nas férias.

Melhor época: O ano todo. Em março e abril é época de colheita da uva.

Montegrande e a rota de Gabriela Mistral

Sai de Vicuña ou Pisco Elqui Carro próprio, ônibus do vale ou excursão cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil

Montegrande (Monte Grande) é um vilarejo do alto Vale do Elqui, na comuna de Paihuano, a cerca de 1.100 m de altitude, a poucos quilômetros de Pisco Elqui. Gabriela Mistral nasceu em Vicuña, mas considerava Montegrande sua terra: morou ali dos 3 aos 9 anos, com a mãe e a meia-irmã. A casa de adobe de um andar, que era também a escola, virou a Casa Escuela Gabriela Mistral, museu desde 1980 e monumento histórico, com a sala de aula e os cômodos da família. Na praça fica a Iglesia de Montegrande, do século 19, onde ela fez a primeira comunhão. No morro do antigo fundo El Pozo está o mausoléu onde os restos da poeta repousam desde 1961. O vilarejo inteiro é zona típica, com casas de adobe, a praça e os parreirais em volta.

Passa por: Montegrande, Casa Escuela Gabriela Mistral, Mausoleo de Gabriela Mistral, Iglesia de Montegrande.

Inclui: Visita por conta própria. A Casa Escuela pode ter ingresso. Confira a tabela atual.

Dica: Combine com Pisco Elqui no mesmo dia. Os ônibus que sobem o vale param em Montegrande. Respeite o silêncio no mausoléu.

Melhor época: O ano todo.

Pisco Elqui e as destilarias Pisco Mistral e Fundo Los Nichos

Sai de Pisco Elqui A pé no povoado; carro ou bicicleta até Los Nichos cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil (altitude de cerca de 1.250 m)

Pisco Elqui fica no alto vale, a cerca de 1.250 m de altitude, perto do encontro dos rios Claro e Cochiguaz. Chamava-se La Unión e ganhou o nome atual por lei, em 1936, para reforçar o vínculo com a bebida; Gabriela Mistral foi contra a mudança. O povoado é pequeno: praça com igreja, ruas de terra, artesanato e cafés. De frente para a praça fica a Destilería Pisco Mistral, com visitas que mostram o processo de produção e um museu com máquinas e instrumentos antigos nas adegas velhas, além de terraços com vista para o vale. A cerca de 3,5 km, na estrada para Horcón, fica o Fundo Los Nichos, destilaria artesanal fundada em 1868, considerada a mais antiga em atividade no Chile. A visita guiada, de cerca de 30 minutos, passa pela adega, pela casa e pela pequena planta de produção, quase sem mudanças ao longo do tempo, e pela sala subterrânea onde as garrafas envelhecem em nichos na parede, que dão nome ao lugar. Mais acima, Horcón é um vilarejo de artesãos, com oficinas e casas de adobe, pedra e taquara.

Passa por: Pisco Elqui, Destilería Pisco Mistral, Fundo Los Nichos, Horcón.

Inclui: Visitas guiadas com degustação nas destilarias. Há ingresso. Confira a tabela atual.

Dica: A visita é o assunto: a degustação é só para maiores de 18 anos e pode ser recusada. Quem dirige não deve beber. Os tours do Los Nichos saem em horários fixos; chegue um pouco antes. Leve água, chapéu e protetor solar.

Melhor época: O ano todo. De março a abril é a colheita da uva.

Cochiguaz e o Observatorio Cerro Cancana

Sai de Montegrande Carro próprio ou transporte local, por estrada de terra cerca de meio dia, ou a noite no observatório tarde e noite fácil (altitude de cerca de 1.500 m)

Cochiguaz é um vale lateral do Elqui, ao longo do rio de mesmo nome, a cerca de 18 km de Montegrande por estrada de terra, com subidas íngremes. Fica a cerca de 1.500 m de altitude e é conhecido como lugar de retiro e meditação, com cabanas, campings e restaurantes espalhados pelo vale, trilhas curtas na beira do rio e céu escuro à noite. No caminho, a cerca de 11 km de Montegrande, fica o Observatorio Cerro Cancana, um observatório turístico particular, a 1.560 m de altitude, com sessões guiadas e dois telescópios de 14 polegadas, só com reserva. O passeio combina bem com uma tarde no vale e uma sessão de observação ao anoitecer. Mais para dentro, na Quebrada del Cepo, ficam as lagunas Verde e Amarilla, de acesso difícil.

Passa por: Cochiguaz, Observatorio Cerro Cancana, Montegrande.

Inclui: Passeio por conta própria. A sessão no observatório tem ingresso e exige reserva. Confira a tabela atual.

Dica: Confira o estado da estrada antes de ir, sobretudo depois de chuva. Abasteça em Vicuña. Leve agasalho para a noite e confira a fase da lua antes de reservar a observação.

Melhor época: De setembro a maio, com dias mais quentes no vale; para as estrelas, de março a novembro o céu costuma ser mais seco.

Reserva Nacional Pingüino de Humboldt: barco de Punta de Choros à Isla Damas

Sai de La Serena (Punta de Choros fica a cerca de 115 km) Excursão em van ou carro próprio pela Ruta 5, e barco cerca de 10 horas dia inteiro fácil (barco em mar aberto)

A Reserva Nacional Pingüino de Humboldt (Reserva Nacional Pinguim-de-Humboldt), administrada pela CONAF, protege as ilhas Choros, Damas e Chañaral, na costa norte da região. De La Serena, a estrada segue cerca de 115 km, cerca de 2 horas: a Ruta 5 para o norte e, depois, uma estrada para o oeste, passando pelo povoado de Los Choros, até a caleta de Punta de Choros, de onde saem os barcos de pescadores. O passeio de barco dura cerca de 2 horas e meia a 3 horas e contorna a Isla Choros, onde vivem colônias de pinguins-de-humboldt, lobos-marinhos, chungungos (lontras-marinhas) e aves como o pato-yunco e o guanay. Um grupo de golfinhos-nariz-de-garrafa vive nessas águas e às vezes acompanha os barcos; baleias passam pela área, sobretudo entre outubro e abril. A Isla Damas é a única onde se pode desembarcar: a parada é de cerca de 1 hora, com praias de areia branca e duas trilhas curtas, a Las Tijeras (1,8 km) e a do mirante (800 m). Nadar e acampar na ilha não é permitido. A presença dos animais e a saída do barco dependem do mar.

Passa por: Reserva Nacional Pingüino de Humboldt, Punta de Choros, Isla Choros, Isla Damas, Los Choros.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte de ida e volta a partir de La Serena, barco e guia. O ingresso da reserva para o desembarque na Isla Damas e o almoço costumam ser pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: A CONAF muda os dias de abertura por temporada (em geral, menos dias na baixa temporada) e limita os desembarques por dia: confirme antes de ir e reserve cedo. A capitania pode suspender as saídas pelo estado do mar. Venta muito: leve casaco corta-vento, boné e protetor solar. Quem enjoa deve tomar precauções antes do barco.

Melhor época: De setembro a março o tempo e o mar costumam estar mais estáveis. Entre outubro e abril há mais chance de ver cetáceos.

Parque Nacional Bosque Fray Jorge

Sai de La Serena (cerca de 110 km) Carro próprio ou excursão, pela Ruta 5 e estrada de terra cerca de 7 horas dia inteiro fácil

O Parque Nacional Bosque Fray Jorge, da CONAF, fica a cerca de 110 km ao sul de La Serena, cerca de 1 hora e 45 minutos de carro: a Ruta 5 até o km 387 e, dali, cerca de 27 km de estrada de terra para o oeste, em direção ao mar. É reserva da biosfera da Unesco desde 1977. No meio de uma paisagem semiárida, com cactos e arbustos, o alto da cordilheira da costa guarda um bosque de tipo valdiviano, úmido e verde, o mais ao norte do Chile, mantido pela neblina que sobe do Pacífico. O Sendero del Bosque Relicto tem cerca de 1 km, leva uns 40 minutos e atravessa o bosque coberto de musgos e samambaias. Há ainda a trilha Semiárido, uma área de piquenique e um centro de informação ambiental. Não há camping dentro do parque.

Passa por: Parque Nacional Bosque Fray Jorge, Sendero del Bosque Relicto.

Inclui: Passeio por conta própria ou com excursão. Há ingresso do parque. Confira a tabela atual.

Dica: A CONAF fecha trilhas e trechos de acesso depois de chuvas: confira as condições antes de sair. Leve água, lanche e casaco, porque a neblina esfria o alto do morro. Chegue cedo: o parque fecha à tarde.

Melhor época: O ano todo, conforme a condição do acesso. De setembro a novembro a vegetação costuma estar mais verde depois das chuvas de inverno.

Dia a dia

Roteiro de 2, 3 e 5 dias no Vale do Elqui

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

2 dias · La Serena e o Vale do Elqui em 2 dias

Para Quem tem pouco tempo e quer ver o centro de La Serena, o vale e uma noite de observação de estrelas. · Base em La Serena
  1. Dia 1 · Chegada do Brasil e centro de La Serena

    Voo do Brasil para Santiago, de preferência na primeira hora da manhã, e conexão no mesmo dia para La Serena (cerca de 1 hora e 10 minutos de voo). O aeroporto La Florida fica a cerca de 5 km do centro. Se o voo do Brasil chegar à noite, durma em Santiago e siga para La Serena na manhã seguinte. À tarde, faça o passeio pelo Centro histórico de La Serena: Plaza de Armas, catedral, igrejas de pedra e Mercado La Recova. No fim da tarde, caminhe pela Avenida del Mar até o Faro Monumental.

  2. Dia 2 · Vale do Elqui de dia e estrelas à noite

    Faça a excursão Vale do Elqui em um dia: Embalse Puclaro, Vicuña, Montegrande e Pisco Elqui, com visita a uma destilaria. Para a noite, reserve a observação no Observatorio Cerro Mamalluca ou no Observatorio del Pangue, com transporte a partir de La Serena, ou durma em Vicuña e suba ao observatório de lá. A volta para Santiago pode ser no dia seguinte, pela manhã.

3 dias · La Serena, Vicuña e o alto vale em 3 dias
Para Quem quer dormir no vale, ver as estrelas sem pressa e conhecer as destilarias e a rota de Gabriela Mistral. · Base em La Serena e Vicuña
  1. Dia 1 · Chegada do Brasil e centro de La Serena

    Voo do Brasil para Santiago e conexão para La Serena no mesmo dia; com chegada noturna a Santiago, durma lá e voe na manhã seguinte. Com o tempo que sobrar, faça o Centro histórico de La Serena e o Museo Arqueológico de La Serena. No fim da tarde, a Avenida del Mar e o Faro Monumental.

  2. Dia 2 · Subida a Vicuña e noite no observatório

    Suba o vale pela Ruta 41 até Vicuña, a cerca de 62 km, de carro ou de ônibus, com parada no mirante do Embalse Puclaro se estiver de carro. À tarde, faça Vicuña a pé: Plaza de Armas, Torre Bauer e Museo Gabriela Mistral, e visite o Centro Turístico Capel. À noite, observação de estrelas no Observatorio Cerro Mamalluca ou no Observatorio del Pangue. Durma em Vicuña.

  3. Dia 3 · Montegrande, Pisco Elqui e volta

    Siga de manhã para Montegrande e a rota de Gabriela Mistral: Casa Escuela, igreja e mausoléu. Depois, Pisco Elqui e as destilarias Pisco Mistral e Fundo Los Nichos. No fim da tarde, desça para La Serena; o voo para Santiago pode ser à noite ou na manhã seguinte.

5 dias · Vale do Elqui, costa e pinguins em 5 dias
Para Quem quer combinar o vale e as estrelas com Coquimbo e o barco até a Isla Damas. · Base em La Serena, Vicuña e Pisco Elqui
  1. Dia 1 · Chegada do Brasil e centro de La Serena

    Voo do Brasil para Santiago e conexão para La Serena no mesmo dia; se o voo do Brasil chegar à noite, durma em Santiago e voe cedo. À tarde, Centro histórico de La Serena e Parque Japonés Kokoro No Niwa. No fim da tarde, Avenida del Mar e Faro Monumental.

  2. Dia 2 · Reserva Nacional Pingüino de Humboldt

    Dia inteiro na Reserva Nacional Pingüino de Humboldt: estrada até Punta de Choros, a cerca de 115 km, e barco ao redor da Isla Choros com desembarque na Isla Damas. Confirme antes se a reserva abre nesse dia da semana e se o mar permite a saída. Volta a La Serena no fim da tarde.

  3. Dia 3 · Coquimbo e subida a Vicuña

    De manhã, Coquimbo: Cruz del Tercer Milenio, Barrio Inglés e Fuerte Lambert. Depois do almoço, suba pela Ruta 41 até Vicuña, a cerca de 62 km. À noite, observação de estrelas no Observatorio Cerro Mamalluca ou no Observatorio del Pangue. Durma em Vicuña.

  4. Dia 4 · Vicuña, Montegrande e Pisco Elqui

    Manhã em Vicuña a pé: Plaza de Armas, Torre Bauer e Museo Gabriela Mistral, e visita ao Centro Turístico Capel. Siga para Montegrande e a rota de Gabriela Mistral e termine o dia em Pisco Elqui, com visita a uma das destilarias. Durma em Pisco Elqui ou em Cochiguaz e, com reserva, faça a observação no Observatorio Cerro Cancana.

  5. Dia 5 · Alto vale e volta

    De manhã, visite o Fundo Los Nichos e o vilarejo de artesãos de Horcón, ou passeie por Cochiguaz. Desça para La Serena, a cerca de 107 km de Pisco Elqui, em cerca de 2 horas. O voo para Santiago pode ser no fim da tarde ou no dia seguinte.

Melhor época

Quando ir: Vale do Elqui mês a mês

Dá para ir em qualquer mês. De dezembro a março o tempo é seco e quente no vale, e La Serena enche de veranistas chilenos. De abril a novembro as praias esvaziam, a costa tem manhãs nubladas e as noites do vale esfriam. As chuvas, poucas, caem de maio a agosto. Para observar estrelas, prefira noites de Lua nova.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva baixa

verão seco · férias de verão

Verão. Em La Serena, máximas médias perto de 21 °C e mínimas de 14 °C; no interior, em Vicuña, a máxima passa de 28 °C, com noites frescas. Quase não chove. A neblina costeira da manhã costuma se abrir cedo. Férias de verão no Chile e no Brasil: praias da Avenida del Mar, excursões e observatórios cheios; reserve com antecedência. A Reserva Nacional Pingüino de Humboldt abre mais dias na alta temporada.

Fevereiro Chuva baixa

verão seco · praias cheias

Parecido com janeiro: máximas perto de 21 °C em La Serena e de 28 °C em Vicuña, mínimas de 14 °C na costa e de 11 °C no vale, sem chuva. Ainda são férias no Chile e no Brasil, com praias e excursões movimentadas. No vale, o calor do meio do dia pede chapéu e água. Em alguns verões aparecem nuvens à noite no vale; confira a previsão antes de reservar o observatório.

Março Chuva baixa

colheita da uva · fim das férias

Fim do verão. Máximas de cerca de 20 °C em La Serena e de 27 °C em Vicuña; noites mais frescas no vale. Começa a época da colheita da uva nos parreirais do Elqui. As férias escolares terminam, e as praias e excursões ficam mais tranquilas. A CONAF reduz os dias de abertura da Reserva Nacional Pingüino de Humboldt depois da alta temporada; confirme antes de ir.

Abril Chuva baixa

outono ameno · céu seco

Outono. Em La Serena, máximas de cerca de 18 °C e mínimas de 11 °C; em Vicuña, dias de 25 °C e noites de 8 °C. Quase sem chuva. O céu do vale costuma ficar mais seco e firme para a observação de estrelas. Parreirais em fim de colheita. Movimento baixo, com exceção da Semana Santa, quando muitos chilenos viajam.

Maio Chuva baixa

noites frias · camanchaca

Fim do outono. Máximas de cerca de 17 °C e mínimas de 10 °C em La Serena; no vale, 22 °C de dia e perto de 7 °C à noite. Começam as primeiras chuvas, ainda fracas. A camanchaca, neblina costeira, fica mais frequente nas manhãs de La Serena e de Coquimbo, enquanto o interior do vale costuma ter sol. Leve roupa quente para os observatórios.

Junho Chuva média

inverno · mês mais chuvoso

Inverno. Em La Serena, máximas de cerca de 16 °C e mínimas de 8 °C; em Vicuña, cerca de 20 °C de dia e 6 °C à noite. É o mês mais chuvoso, mas a chuva é pouca e cai em poucos dias. A camanchaca costuma cobrir a costa pela manhã; no vale, os dias são em geral de sol. As noites são frias e longas: bom para quem quer ver as estrelas, com roupa de inverno. A neve costuma aparecer só na alta cordilheira.

Julho Chuva média

inverno · férias de julho

Mês mais frio: máximas perto de 15 °C e mínimas de 7 °C em La Serena; em Vicuña, cerca de 20 °C de dia e 6 °C à noite. Pode chover em alguns dias. Férias de inverno no Chile e no Brasil: observatórios e excursões do vale ficam mais procurados; reserve antes. Leve gorro e luvas para as sessões noturnas. A camanchaca é comum nas manhãs da costa.

Agosto Chuva média

fim do inverno · noites longas

Ainda inverno. Máximas de cerca de 16 °C e mínimas de 8 °C em La Serena; em Vicuña, 21 °C de dia e 5 °C à noite. Pode chover em alguns dias, e a CONAF fecha trilhas e acessos dos parques depois de chuvas fortes. A neblina costeira segue frequente pela manhã. Movimento baixo, bom para visitar museus e o vale sem filas.

Setembro Chuva baixa

primavera · Fiestas Patrias

Primavera. Máximas de cerca de 16 °C e mínimas de 9 °C em La Serena; em Vicuña, 24 °C de dia. A chuva quase acaba. Em anos de inverno chuvoso, o norte da região pode ter o deserto florido, que não acontece todo ano. As Fiestas Patrias, em meados do mês, lotam a região com turistas chilenos; em Coquimbo há a festa popular da Pampilla. Reserve com antecedência.

Outubro Chuva baixa

primavera seca · cetáceos

Máximas de cerca de 17 °C e mínimas de 10 °C em La Serena; em Vicuña, 25 °C de dia e 8 °C à noite. Quase sem chuva. Começa o período, que vai até abril, em que há mais chance de ver cetáceos na Reserva Nacional Pingüino de Humboldt. O movimento é moderado e o céu do vale costuma ser bom para a observação. A camanchaca ainda aparece nas manhãs da costa.

Novembro Chuva baixa

fim da primavera · vale verde

Máximas de cerca de 19 °C e mínimas de 11 °C em La Serena; em Vicuña, cerca de 27 °C. Não chove. Os parreirais do vale ficam verdes e os dias, longos. Movimento moderado antes das férias. O mar fica mais estável para os barcos de Punta de Choros. As noites ficam mais curtas, e as sessões dos observatórios começam mais tarde.

Dezembro Chuva baixa

começo do verão · festas de fim de ano

Começo do verão. Máximas de cerca de 20 °C e mínimas de 13 °C em La Serena; em Vicuña, perto de 28 °C. Sem chuva. A partir da segunda metade do mês começa a alta temporada: a Reserva Nacional Pingüino de Humboldt abre mais dias, e as praias e o vale recebem as férias de verão do Chile e do Brasil. Reserve observatórios e excursões com antecedência.

Planeje o caminho

Como chegar: Vale do Elqui

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Santiago, no aeroporto Arturo Merino Benítez (SCL), a partir de São Paulo e do Rio de Janeiro e, conforme a época e a companhia, também de outras capitais, como Brasília, Florianópolis, Porto Alegre e Salvador. Das demais cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. Para o Vale do Elqui, a viagem continua com voo doméstico de Santiago para La Serena, que dá para fazer no mesmo dia se o voo do Brasil chegar cedo; com chegada à noite, o mais simples é dormir em Santiago. Também é possível seguir de ônibus ou de carro pela Ruta 5.

De avião de Santiago a La Serena

O voo de Santiago (SCL) ao aeroporto La Florida (LSC), em La Serena, leva cerca de 1 hora e 10 minutos. A rota tem vários voos por dia, de companhias como LATAM, Sky e JetSMART. O aeroporto fica a cerca de 5 km do centro de La Serena, pela Ruta 41, a mesma estrada que sobe o Vale do Elqui. Na saída há táxis e vans de transfer para o centro e para a Avenida del Mar; para Vicuña, o caminho é de carro alugado, transfer ou ônibus a partir do terminal de La Serena.

De ônibus a partir de Santiago

Várias empresas fazem a linha Santiago–La Serena, entre elas Turbus e Pullman Bus, com saídas durante todo o dia e à noite, em poltronas semicama e cama. A viagem leva de 6 a 7 horas, pela Ruta 5. Em Santiago, os ônibus saem do Terminal Alameda e da Estación San Borja, perto da estação Universidad de Santiago e da Estación Central do metrô. O terminal de La Serena fica ao sul do centro. Há também linhas diretas de Santiago até Vicuña.

De carro

De Santiago a La Serena são cerca de 470 km pela Ruta 5 (Panamericana Norte), estrada com pedágio, em cerca de 6 horas. De La Serena, a Ruta 41 sobe o Vale do Elqui até Vicuña, a cerca de 62 km, em cerca de 45 minutos. Depois de Rivadavia, uma estrada estreita e cheia de curvas segue para o sul até Montegrande e Pisco Elqui, a cerca de 107 km de La Serena. Cochiguaz é por estrada de terra a partir de Montegrande. Vicuña tem o último posto de combustível antes do alto vale. Não é preciso 4x4 para os passeios principais.

Como circular no destino

O centro de La Serena se percorre a pé; para a Avenida del Mar e para Coquimbo, a cerca de 11 km, use táxi, colectivo (táxi compartilhado de rota fixa) ou ônibus urbano. Para subir o vale, as empresas Via Elqui e Sol de Elqui ligam La Serena a Vicuña e a Pisco Elqui ao longo do dia, com paradas em Montegrande; há também colectivos entre La Serena e Vicuña. Os observatórios ficam fora das cidades: vá com o transporte do próprio observatório, de excursão ou de carro. Para a Reserva Nacional Pingüino de Humboldt e o Parque Nacional Bosque Fray Jorge não há transporte público regular, e o caminho é de excursão ou carro alugado.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra no Chile com o RG (carteira de identidade) ou o passaporte válidos. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores de idade, confirme as exigências antes de ir. O Chile continental, incluindo La Serena e o Vale do Elqui, fica uma hora atrás de Brasília ou no mesmo horário, conforme a época do ano, por causa do horário de verão chileno.

Ingressos de parques, reservas e observatórios

A Reserva Nacional Pingüino de Humboldt e o Parque Nacional Bosque Fray Jorge são administrados pela CONAF e têm ingresso. Na reserva, o desembarque na Isla Damas tem limite diário e os dias de abertura mudam conforme a temporada; no Fray Jorge, trilhas e acessos podem fechar depois de chuvas. Os observatórios turísticos, como o Observatorio Cerro Mamalluca e o Observatorio del Pangue, funcionam só com reserva e cobram ingresso. Confira a tabela atual e as condições antes de ir.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Dá para ir em qualquer mês. De dezembro a março o tempo é seco e quente no vale, e La Serena enche de veranistas chilenos. De abril a novembro as praias esvaziam, a costa tem manhãs nubladas e as noites do vale esfriam. As chuvas, poucas, caem de maio a agosto. Para observar estrelas, prefira noites de Lua nova.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Quatro dias permitem ver o centro e a orla de La Serena, Coquimbo, Vicuña e uma noite de observatório. Com cinco ou seis dias entram uma noite em Pisco Elqui ou Montegrande, o vale mais alto e o passeio de barco da Reserva Nacional Pingüino de Humboldt, que ocupa um dia inteiro.

Em que cidade se hospedar

Em La Serena, o centro histórico deixa tudo perto a pé, com igrejas, museus e restaurantes. Quem prefere praia fica na Avenida del Mar, entre o Faro Monumental e Peñuelas, com prédios de apartamentos e pousadas de frente para o mar. No vale, Vicuña tem pousadas e cabanas perto da Plaza de Armas e é base prática para os observatórios. Mais acima, Pisco Elqui e Montegrande têm cabanas e hospedagens rurais em meio aos parreirais, para quem busca silêncio e céu escuro.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre o Vale do Elqui

Como chegar ao Vale do Elqui?

A porta de entrada é La Serena, com o aeroporto La Florida, ligado a Santiago por voos de cerca de uma hora. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. Também há ônibus de Santiago pela Ruta 5. De La Serena, ônibus e vans sobem a Ruta 41 até Vicuña e seguem para Montegrande e Pisco Elqui.

Quantos dias reservar para o Vale do Elqui?

O ideal são quatro dias: dois em La Serena e Coquimbo e dois no vale, com uma noite em Vicuña para o observatório. Quem quer incluir Pisco Elqui com calma e o passeio de barco às ilhas da Reserva Nacional Pingüino de Humboldt deve contar com cinco ou seis.

Quando ir ao Vale do Elqui?

Cada época tem vantagem. O verão, de dezembro a março, é bom para praia e tem noites mais amenas nos observatórios. O outono e a primavera trazem menos gente e dias agradáveis no vale. No inverno, de junho a agosto, as noites ficam frias e pode chover alguns dias, mas o céu costuma abrir entre uma frente e outra.

Precisa de carro no Vale do Elqui?

Não é obrigatório. Há ônibus entre La Serena, Vicuña e Pisco Elqui, e os observatórios e a reserva dos pinguins têm passeios com transporte. O carro ajuda a parar em mirantes e destilarias no caminho e a voltar de noite dos observatórios sem depender de horário de grupo. As estradas são asfaltadas até Pisco Elqui.

Dá para fazer bate-volta de Santiago ao Vale do Elqui?

Não vale a pena. La Serena fica a cerca de 470 km de Santiago, e Vicuña mais 60 km vale adentro. Mesmo de avião, a ida e a volta no mesmo dia deixam pouco tempo, e a visita aos observatórios acontece à noite. Planeje pelo menos três noites na região.

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