Vicuña a pé: Plaza de Armas, Torre Bauer e Museo Gabriela Mistral
Sai de Plaza de Armas de Vicuña A pé cerca de 2 a 3 horas manhã fácil
Vicuña, fundada em 1821, é a principal cidade do vale e fica a cerca de 62 km de La Serena. O centro é pequeno e se percorre a pé a partir da Plaza de Armas de Vicuña, arborizada, com a igreja matriz e a Torre Bauer, que abriga o escritório de turismo. A poucas quadras, na rua Gabriela Mistral, fica o Museo Gabriela Mistral (Museu Gabriela Mistral), dedicado à poeta nascida em Vicuña em 1889. O museu nasceu de um centro cultural criado por moradores em 1936 e virou museu em 1957. Na entrada há uma reprodução da casa onde ela teria nascido, com móveis de época doados pela comunidade; nas salas, objetos pessoais, manuscritos, primeiras edições e a escrivaninha que ela usou como diretora de um liceu em Santiago. O jardim tem plantas medicinais e árvores frutíferas, e o prédio tem biblioteca e sala de exposições temporárias.
Passa por: Plaza de Armas de Vicuña, Torre Bauer, Museo Gabriela Mistral.
Inclui: Visita por conta própria. Confira na entrada se o museu cobra ingresso.
Dica: Combine com a visita ao Centro Turístico Capel e reserve a noite para um observatório. No verão, o meio da tarde é quente em Vicuña: faça o passeio cedo.
Melhor época: O ano todo.
Observação de estrelas no Observatorio Cerro Mamalluca
Sai de Vicuña (cerca de 9 km) Carro próprio, táxi ou van com reserva cerca de 2 horas, mais o transporte noite fácil
O Vale do Elqui tem céu seco e pouca poluição luminosa, e por isso a região de Coquimbo concentra observatórios científicos e turísticos. O Observatorio Cerro Mamalluca, a cerca de 9 km de Vicuña por estrada asfaltada, é um dos mais conhecidos entre os turísticos. A visita guiada começa depois do anoitecer e dura cerca de 2 horas, com uma parte interna e outra ao ar livre: primeiro, uma conversa sobre constelações e astronomia; depois, observação a olho nu e pelos telescópios, o principal de 12 polegadas, de planetas, aglomerados de estrelas, estrelas duplas e nebulosas, conforme o céu da noite. Os guias falam espanhol e, em algumas sessões, inglês. Há também sessões de planetário e opções com fotografia do céu. A visita depende do tempo: nuvens cancelam ou reduzem a observação.
Passa por: Observatorio Cerro Mamalluca, Vicuña.
Inclui: Em geral: palestra e observação guiada com telescópios. O transporte de Vicuña ou de La Serena é pago à parte, conforme a opção. Confira a tabela atual.
Dica: A entrada é só com reserva, em grupos pequenos. Prefira noites sem lua ou com lua crescente fina; a lua cheia apaga boa parte das estrelas. Leve casaco, gorro e luvas: à noite esfria muito, mesmo no verão. Dirija com cuidado na estrada à noite.
Melhor época: O ano todo. De março a novembro o céu costuma ser mais seco e limpo; o inverno tem noites frias.
Observação de estrelas no Observatorio del Pangue
Sai de Vicuña (escritório na frente da Plaza de Armas) Van do observatório a partir de Vicuña, com reserva cerca de 2 horas no observatório noite fácil
O Observatorio del Pangue fica no setor de El Pangue, na estrada para Río Hurtado, a cerca de 17 km de Vicuña, longe das luzes da cidade. É um observatório turístico voltado à observação mais técnica, em grupos pequenos por telescópio, com guias que falam espanhol e inglês. Os participantes se encontram no escritório em Vicuña, de frente para a Plaza de Armas, e sobem em van ao anoitecer, em duas saídas por noite. A sessão básica dura cerca de 2 horas, com dois guias, e mostra objetos de céu profundo, como aglomerados, nebulosas e galáxias, além de planetas quando estão visíveis. O observatório tem um telescópio de 25 polegadas, entre os maiores abertos ao público no Chile. Há sessões para astrofotografia, mais longas e só para grupos fechados.
Passa por: Observatorio del Pangue, Vicuña.
Inclui: Em geral: transporte de ida e volta a partir de Vicuña, guias e observação com telescópios. Há saídas a partir de La Serena, pagas à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Não há sessões na lua cheia, e o tempo pode cancelar a saída. Há idade mínima nas sessões: confirme antes de levar crianças. Leve roupa de inverno, mesmo no verão.
Melhor época: O ano todo, fora das noites de lua cheia. De março a novembro o céu costuma ser mais seco.
Centro Turístico Capel e o Museo del Pisco
Sai de Vicuña A pé ou de carro, em Vicuña cerca de 1 hora manhã ou tarde fácil
O pisco é a aguardente de uva típica do norte do Chile, e o Vale do Elqui é uma das áreas de produção com denominação de origem. O Centro Turístico Capel, da cooperativa pisqueira do vale, fica em Vicuña e recebe visitantes o ano todo. A visita guiada passa pelo auditório, pelo Museo del Pisco, com rótulos antigos e documentos sobre a origem da bebida no Chile, e pelo salão das medalhas, e explica as etapas da produção, da uva à destilação. A visita básica termina com uma degustação; há versões com oficina de coquetelaria e degustação guiada com tábua de produtos regionais. As visitas são em espanhol e em inglês, em grupos. No local há loja e café.
Passa por: Centro Turístico Capel, Vicuña.
Inclui: Visita guiada com degustação, conforme a opção escolhida. Há ingresso. Confira a tabela atual.
Dica: A degustação é para maiores de 18 anos e pode ser recusada; a visita ao museu vale por si. Quem vai dirigir não deve beber. Reserve com antecedência em feriados e nas férias.
Melhor época: O ano todo. Em março e abril é época de colheita da uva.
Montegrande e a rota de Gabriela Mistral
Sai de Vicuña ou Pisco Elqui Carro próprio, ônibus do vale ou excursão cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil
Montegrande (Monte Grande) é um vilarejo do alto Vale do Elqui, na comuna de Paihuano, a cerca de 1.100 m de altitude, a poucos quilômetros de Pisco Elqui. Gabriela Mistral nasceu em Vicuña, mas considerava Montegrande sua terra: morou ali dos 3 aos 9 anos, com a mãe e a meia-irmã. A casa de adobe de um andar, que era também a escola, virou a Casa Escuela Gabriela Mistral, museu desde 1980 e monumento histórico, com a sala de aula e os cômodos da família. Na praça fica a Iglesia de Montegrande, do século 19, onde ela fez a primeira comunhão. No morro do antigo fundo El Pozo está o mausoléu onde os restos da poeta repousam desde 1961. O vilarejo inteiro é zona típica, com casas de adobe, a praça e os parreirais em volta.
Passa por: Montegrande, Casa Escuela Gabriela Mistral, Mausoleo de Gabriela Mistral, Iglesia de Montegrande.
Inclui: Visita por conta própria. A Casa Escuela pode ter ingresso. Confira a tabela atual.
Dica: Combine com Pisco Elqui no mesmo dia. Os ônibus que sobem o vale param em Montegrande. Respeite o silêncio no mausoléu.
Melhor época: O ano todo.
Pisco Elqui e as destilarias Pisco Mistral e Fundo Los Nichos
Sai de Pisco Elqui A pé no povoado; carro ou bicicleta até Los Nichos cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil (altitude de cerca de 1.250 m)
Pisco Elqui fica no alto vale, a cerca de 1.250 m de altitude, perto do encontro dos rios Claro e Cochiguaz. Chamava-se La Unión e ganhou o nome atual por lei, em 1936, para reforçar o vínculo com a bebida; Gabriela Mistral foi contra a mudança. O povoado é pequeno: praça com igreja, ruas de terra, artesanato e cafés. De frente para a praça fica a Destilería Pisco Mistral, com visitas que mostram o processo de produção e um museu com máquinas e instrumentos antigos nas adegas velhas, além de terraços com vista para o vale. A cerca de 3,5 km, na estrada para Horcón, fica o Fundo Los Nichos, destilaria artesanal fundada em 1868, considerada a mais antiga em atividade no Chile. A visita guiada, de cerca de 30 minutos, passa pela adega, pela casa e pela pequena planta de produção, quase sem mudanças ao longo do tempo, e pela sala subterrânea onde as garrafas envelhecem em nichos na parede, que dão nome ao lugar. Mais acima, Horcón é um vilarejo de artesãos, com oficinas e casas de adobe, pedra e taquara.
Passa por: Pisco Elqui, Destilería Pisco Mistral, Fundo Los Nichos, Horcón.
Inclui: Visitas guiadas com degustação nas destilarias. Há ingresso. Confira a tabela atual.
Dica: A visita é o assunto: a degustação é só para maiores de 18 anos e pode ser recusada. Quem dirige não deve beber. Os tours do Los Nichos saem em horários fixos; chegue um pouco antes. Leve água, chapéu e protetor solar.
Melhor época: O ano todo. De março a abril é a colheita da uva.
Cochiguaz e o Observatorio Cerro Cancana
Sai de Montegrande Carro próprio ou transporte local, por estrada de terra cerca de meio dia, ou a noite no observatório tarde e noite fácil (altitude de cerca de 1.500 m)
Cochiguaz é um vale lateral do Elqui, ao longo do rio de mesmo nome, a cerca de 18 km de Montegrande por estrada de terra, com subidas íngremes. Fica a cerca de 1.500 m de altitude e é conhecido como lugar de retiro e meditação, com cabanas, campings e restaurantes espalhados pelo vale, trilhas curtas na beira do rio e céu escuro à noite. No caminho, a cerca de 11 km de Montegrande, fica o Observatorio Cerro Cancana, um observatório turístico particular, a 1.560 m de altitude, com sessões guiadas e dois telescópios de 14 polegadas, só com reserva. O passeio combina bem com uma tarde no vale e uma sessão de observação ao anoitecer. Mais para dentro, na Quebrada del Cepo, ficam as lagunas Verde e Amarilla, de acesso difícil.
Passa por: Cochiguaz, Observatorio Cerro Cancana, Montegrande.
Inclui: Passeio por conta própria. A sessão no observatório tem ingresso e exige reserva. Confira a tabela atual.
Dica: Confira o estado da estrada antes de ir, sobretudo depois de chuva. Abasteça em Vicuña. Leve agasalho para a noite e confira a fase da lua antes de reservar a observação.
Melhor época: De setembro a maio, com dias mais quentes no vale; para as estrelas, de março a novembro o céu costuma ser mais seco.
Reserva Nacional Pingüino de Humboldt: barco de Punta de Choros à Isla Damas
Sai de La Serena (Punta de Choros fica a cerca de 115 km) Excursão em van ou carro próprio pela Ruta 5, e barco cerca de 10 horas dia inteiro fácil (barco em mar aberto)
A Reserva Nacional Pingüino de Humboldt (Reserva Nacional Pinguim-de-Humboldt), administrada pela CONAF, protege as ilhas Choros, Damas e Chañaral, na costa norte da região. De La Serena, a estrada segue cerca de 115 km, cerca de 2 horas: a Ruta 5 para o norte e, depois, uma estrada para o oeste, passando pelo povoado de Los Choros, até a caleta de Punta de Choros, de onde saem os barcos de pescadores. O passeio de barco dura cerca de 2 horas e meia a 3 horas e contorna a Isla Choros, onde vivem colônias de pinguins-de-humboldt, lobos-marinhos, chungungos (lontras-marinhas) e aves como o pato-yunco e o guanay. Um grupo de golfinhos-nariz-de-garrafa vive nessas águas e às vezes acompanha os barcos; baleias passam pela área, sobretudo entre outubro e abril. A Isla Damas é a única onde se pode desembarcar: a parada é de cerca de 1 hora, com praias de areia branca e duas trilhas curtas, a Las Tijeras (1,8 km) e a do mirante (800 m). Nadar e acampar na ilha não é permitido. A presença dos animais e a saída do barco dependem do mar.
Passa por: Reserva Nacional Pingüino de Humboldt, Punta de Choros, Isla Choros, Isla Damas, Los Choros.
Inclui: Nas excursões, em geral: transporte de ida e volta a partir de La Serena, barco e guia. O ingresso da reserva para o desembarque na Isla Damas e o almoço costumam ser pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: A CONAF muda os dias de abertura por temporada (em geral, menos dias na baixa temporada) e limita os desembarques por dia: confirme antes de ir e reserve cedo. A capitania pode suspender as saídas pelo estado do mar. Venta muito: leve casaco corta-vento, boné e protetor solar. Quem enjoa deve tomar precauções antes do barco.
Melhor época: De setembro a março o tempo e o mar costumam estar mais estáveis. Entre outubro e abril há mais chance de ver cetáceos.
Parque Nacional Bosque Fray Jorge
Sai de La Serena (cerca de 110 km) Carro próprio ou excursão, pela Ruta 5 e estrada de terra cerca de 7 horas dia inteiro fácil
O Parque Nacional Bosque Fray Jorge, da CONAF, fica a cerca de 110 km ao sul de La Serena, cerca de 1 hora e 45 minutos de carro: a Ruta 5 até o km 387 e, dali, cerca de 27 km de estrada de terra para o oeste, em direção ao mar. É reserva da biosfera da Unesco desde 1977. No meio de uma paisagem semiárida, com cactos e arbustos, o alto da cordilheira da costa guarda um bosque de tipo valdiviano, úmido e verde, o mais ao norte do Chile, mantido pela neblina que sobe do Pacífico. O Sendero del Bosque Relicto tem cerca de 1 km, leva uns 40 minutos e atravessa o bosque coberto de musgos e samambaias. Há ainda a trilha Semiárido, uma área de piquenique e um centro de informação ambiental. Não há camping dentro do parque.
Passa por: Parque Nacional Bosque Fray Jorge, Sendero del Bosque Relicto.
Inclui: Passeio por conta própria ou com excursão. Há ingresso do parque. Confira a tabela atual.
Dica: A CONAF fecha trilhas e trechos de acesso depois de chuvas: confira as condições antes de sair. Leve água, lanche e casaco, porque a neblina esfria o alto do morro. Chegue cedo: o parque fecha à tarde.
Melhor época: O ano todo, conforme a condição do acesso. De setembro a novembro a vegetação costuma estar mais verde depois das chuvas de inverno.