
Colada morada con guaguas de pan
Bebida espessa e quente de farinha de milho roxo, frutas e especiarias, servida com guaguas de pan, pães doces em forma de bebê enfaixado. É a tradição do Dia de Finados, em 2 de novembro, em todo o Equador.
Sabores · Equador
Sopa espessa de grãos tenros, abóboras, leite e bacalhau seco, preparada uma vez por ano, na Semana Santa. É o prato da Quaresma em casas de todo o Equador e junta a tradição andina das colheitas com o jejum de carne do catolicismo.
Prato típico do Equador
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Fanesca — Equador
A fanesca é uma sopa de muitos grãos. Entram milho verde, favas, ervilhas, tremoço, feijões, lentilhas, grão-de-bico e mote (milho cozido), quase sempre debulhados e pelados um a um, além de abóboras, sambo e zapallo, que dão cor e corpo. Tudo cozinha em leite, com um refogado de cebola, alho e cominho e um pouco de amendoim moído ou queijo, até ficar cremoso. O bacalhau seco, dessalgado e desfiado, completa a panela. Por cima vão ovo cozido, queijo fresco, banana-da-terra madura frita, bolinhas de massa fritas, salsinha e pimenta.
Prepará-la dá trabalho, e por isso é uma tarefa de família. Debulhar e pelar os grãos ocupa dias, e muitas casas dividem o serviço entre parentes e vizinhos. A sopa é servida sobretudo na Quinta e na Sexta-feira Santa, em reuniões grandes, e costuma ser seguida de arroz-doce ou de figos com queijo. Restaurantes e mercados a oferecem só nessas semanas.
A história junta duas tradições. Segundo informação do Ministério da Cultura e Patrimônio do Equador divulgada pelo El Universo, o prato pré-hispânico que deu origem à fanesca seria a ushucuta, palavra kíchwa para grãos tenros cozidos com pimenta, preparada na época das colheitas. A Semana Santa coincide com essa colheita na serra, e o jejum de carne trazido pelos espanhóis abriu espaço para o peixe seco. Uma interpretação popular liga o número de grãos aos doze apóstolos e o bacalhau a Jesus. A origem do nome é um enigma, e nenhuma das explicações em circulação é conclusiva.
A fanesca é mais forte na serra, de Quito a Cuenca, mas é preparada também na costa e no Oriente, por famílias de todo o país. As receitas mudam de casa para casa: algumas trocam o bacalhau por outro peixe seco, outras acrescentam camarão. Na costa, outra sopa de grãos, o viche, com peixe fresco e amendoim, é comida o ano todo.
Equador
A fanesca é o prato da Semana Santa em casas de todo o Equador, mais forte na serra, mas preparada também na costa e no Oriente, sem uma cidade de origem.
Grãos tenros (milho verde, favas, ervilhas, tremoço, feijões, lentilhas, grão-de-bico, mote), abóboras (sambo e zapallo), leite, amendoim ou queijo, cebola, alho, cominho e bacalhau seco. Para guarnecer: ovo cozido, queijo fresco, banana-da-terra madura frita, bolinhas de massa fritas, salsinha e pimenta.
Bem quente, em prato fundo, com as guarnições por cima ou ao lado. Depois, muitas famílias servem arroz-doce ou figos com queijo.
Semana Santa, sobretudo na Quinta e na Sexta-feira Santa, em reuniões de família.
Tire suas dúvidas
Na Semana Santa, sobretudo na Quinta e na Sexta-feira Santa. Fora dessas semanas, é difícil encontrá-la.
Os mais comuns são milho verde, favas, ervilhas, tremoço, feijões, lentilhas, grão-de-bico e mote, com abóboras. A combinação varia de família para família.
Porque a Semana Santa é tempo de jejum de carne no catolicismo, trazido pelos espanhóis. O peixe seco substituiu a carne, e o bacalhau se tornou o mais usado.
Segundo informação do Ministério da Cultura e Patrimônio do Equador divulgada pela imprensa, ela vem da ushucuta, um cozido andino de grãos tenros com pimenta da época das colheitas, que se juntou às regras da Quaresma católica.
Sabores do Equador

Bebida espessa e quente de farinha de milho roxo, frutas e especiarias, servida com guaguas de pan, pães doces em forma de bebê enfaixado. É a tradição do Dia de Finados, em 2 de novembro, em todo o Equador.

Tortilhas de batata recheadas de queijo, douradas na chapa e servidas com chouriço, ovo frito, abacate e salada. É o prato emblemático de Ambato e o que o Ministério de Turismo indica para Tungurahua.

Doce de melado de cana puxado e esticado à mão até ficar claro e elástico, vendido nas portas das lojas de Baños de Agua Santa. É o referente doce da cidade, ligada aos canaviais do vale.

Biscoitos alongados e crocantes assados em forno a lenha, servidos com queijo de folha e manjar de leite. Receberam o registro de Especialidade Tradicional Garantida no Equador em 2021.

Sopa espessa de mote com carne de porco, chouriço e toucinho, engrossada com semente de abóbora moída e leite. É o prato do Carnaval de Cuenca, preparado em grandes panelas nas festas.

Mote, o milho branco cozido, refogado com ovo, cebola, achiote e leite, servido com queijo fresco e café. É o prato mais típico de Cuenca, que pediu em 2023 seu registro como especialidade tradicional.

Peixe ou mariscos cozidos em leite de coco com refogado de cebola, tomate e pimentão e a erva chillangua, servidos com arroz e patacones. É o prato que representa a cozinha afro-esmeraldenha.

Caldo de peixe com mandioca e cebola roxa curtida no limão, servido com chifles, pipoca ou pão. O encebollado de Guayaquil foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial do Equador em 2024.

Sorvete de suco de fruta batido à mão num tacho de cobre que gira sobre gelo e sal, sem máquina. É a tradição doce de Ibarra, onde a história da receita é atribuída a uma família desde o fim do século 19.

Prato farto de Latacunga com porco frito, couro de porco crocante, mote, batata, banana madura frita, empanadas, pipoca e milho tostado, com ají. É o prato que o mapa gastronômico do Ministério de Turismo indica para Cotopaxi.

Sopa espessa de peixe e mariscos engrossada com amendoim moído, com banana verde, milho e legumes. É o prato que representa a cozinha tradicional de Manabí, patrimônio cultural imaterial do Equador.

Bebida fermentada de sete variedades de milho, cozida lentamente e adoçada com panela, que dá nome à Fiesta del Yamor, a festa de setembro de Otavalo. É vista como bebida representativa da identidade otavalenha.

Sopa espessa de batata com leite e queijo, servida com abacate, considerada o prato da cozinha de Quito. É o prato que o mapa gastronômico do Ministério de Turismo indica para a província de Pichincha.

Guisado de cabrito marinado em chicha, cerveja ou suco de naranjilla, com coentro, servido com arroz amarelo, banana madura e abacate. É o prato que o Ministério de Turismo indica para a província de Santa Elena.

Banana verde cozida e amassada, misturada com ovo e queijo até ficar amarela com manchas brancas, servida com café. O tigrillo de Zaruma recebeu um certificado de reconhecimento cultural em 2020.