
Bandeja paisa
Prato farto da região paisa: feijão vermelho, arroz, carne moída, torresmo, linguiça, ovo frito, banana-da-terra madura, arepa e abacate, servidos numa bandeja grande. É o prato mais associado a Antioquia.
Sabores · Colômbia
Massa redonda de milho, assada, grelhada ou frita, que muda de forma e de receita em cada região da Colômbia: fina e sem sal em Antioquia, doce e com queijo em Boyacá, frita e com ovo no Caribe. É o acompanhamento de quase todas as refeições do país.
Prato típico da Colômbia
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Arepa — Colômbia
Na Colômbia, a arepa acompanha a comida. Vai ao lado dos ovos do café da manhã, do caldo, do feijão, da carne assada e do chocolate quente, no lugar do pão. A massa é de milho, branco ou amarelo, cozido e moído ou em farinha, com água e sal, e às vezes queijo ou manteiga. As arepas são assadas na chapa ou na grelha, sobre carvão, até criarem uma casca leve; muitas são simplesmente cobertas de manteiga e sal, ou abertas e recheadas com queijo. Cada região tem a sua, e muita gente diz que a melhor é a da própria terra.
As variações são muitas. Em Antioquia e no Eixo Cafeeiro, a arepa paisa é fina, de milho branco, quase sem sal, comida em todas as refeições. Em Boyacá, a arepa boyacense é mais grossa e adocicada, de milho amarelo e farinha de trigo, com queijo dentro. A arepa de choclo, de milho verde ralado, é doce e vem coberta de queijo derretido. Nos Santanderes, a arepa santandereana leva torresmo moído na massa. Na costa do Caribe, a arepa de huevo é frita duas vezes, com um ovo inteiro dentro. Há ainda arepas de queijo, de mandioca, de milho pelado e muitas outras.
A história começa antes da Colômbia. Os povos que cultivavam milho no território, como os muíscas do altiplano, já faziam massas e pães de milho cozidos no fogo, e os registros da Nova Granada colonial documentam o milho como base da alimentação. A arepa é também motivo de disputa com a Venezuela, onde é igualmente comida diária. Especialistas lembram que ela é mais antiga que as fronteiras dos dois países; o que muda é o uso. Na Colômbia, ela é sobretudo acompanhamento e pão do dia.
O país discute dar à arepa um reconhecimento legal. Em 12 de maio de 2026, a Comissão Sexta da Câmara de Representantes aprovou em primeiro debate o Projeto de Lei 412 de 2025, que propõe declarar a arepa patrimônio cultural imaterial da nação, criar um dia nacional, reconhecer o município de Ramiriquí, em Boyacá, como capital nacional da arepa e organizar um registro de produtores tradicionais. A tramitação registra parecer favorável para o segundo debate na Câmara; a proposta ainda precisa concluir as votações no Congresso antes de virar lei. Ramiriquí realiza o Festival Internacional do Milho, do Sorbo e da Arepa.
Colômbia
A arepa está em todas as regiões da Colômbia, cada uma com sua receita, e nasceu antes das divisas atuais. Nenhuma cidade concentra a identidade; Ramiriquí é citada pelo festival e pelo projeto de lei.
Milho branco ou amarelo (cozido e moído, ou em farinha), água e sal; conforme a região, queijo, manteiga, farinha de trigo, milho verde, torresmo ou ovo.
Ao lado de outros pratos, no lugar do pão, com manteiga e sal ou queijo; ou aberta e recheada. A arepa de huevo e outras do Caribe são comidas sozinhas, como lanche de rua.
Todos os dias, no café da manhã, no almoço e no jantar; nas ruas, em barracas e feiras; em Ramiriquí, no festival da arepa.
Tire suas dúvidas
Há muitos. Entre os mais conhecidos estão a arepa paisa, fina e sem sal, de Antioquia; a boyacense, doce e com queijo; a de choclo, de milho verde; a santandereana, com torresmo na massa; e a de huevo, frita e com ovo dentro, da costa do Caribe.
Os dois países a reivindicam. Para os estudiosos, ela nasceu entre povos que cultivavam milho muito antes de existirem a Colômbia e a Venezuela. Na Colômbia, ela é sobretudo acompanhamento das refeições, no lugar do pão.
O Projeto de Lei 412 de 2025 propõe esse reconhecimento. Aprovado em primeiro debate em maio de 2026, tem parecer favorável para o segundo debate na Câmara e ainda precisa concluir as votações no Congresso antes de virar lei.
O município de Boyacá realiza o Festival Internacional do Milho, do Sorbo e da Arepa, e o projeto de lei 412 de 2025 propõe reconhecê-lo como capital nacional da arepa.
Sabores da Colômbia

Prato farto da região paisa: feijão vermelho, arroz, carne moída, torresmo, linguiça, ovo frito, banana-da-terra madura, arepa e abacate, servidos numa bandeja grande. É o prato mais associado a Antioquia.

Sopa espessa de frango desfiado, três tipos de batata e milho, perfumada com guascas. É o prato mais associado a Bogotá e se serve com alcaparras, creme de leite e abacate.

Chocolate quente espesso, de água ou de leite, servido com queijo fresco que se põe dentro da xícara para derreter, e com almojábana ou pão. Faz parte das onces de Bogotá.

Cozido de carnes com tubérculos andinos nativos, como cubios, chuguas e ibias, além de batatas, milho, favas e ervilhas. A Radio Nacional o chama de prato insigne de Boyacá.

Refresco gelado de lulo picado e amassado, com limão, açúcar, água e gelo. A Prefeitura de Cali a chama de bebida emblemática da cidade; acompanha os fritos do Vale do Cauca.

Carne bovina cozida devagar num molho escuro e adocicado, com especiarias e um leve picante. A imprensa de Cartagena a chama de sabor emblemático da cidade; vem com arroz de coco e patacones.

Carne de porco marinada por pelo menos um dia em laranja-azeda, cerveja, cebola, alho e ervas, e assada em forno de barro. É o prato das festas de San Pedro no Huila, servido com insulso, arepa e mandioca.

Carne e miúdos de cabrito novo cozidos com sal e depois fritos até dourar, às vezes com o sangue do animal. Prato da tradição wayuu, oferecido a quem chega às rancherías de La Guajira.

Purê de banana guineo verde com manteiga e queijo costeño, às vezes com refogado de tomate e cebola. É o café da manhã típico da zona bananeira do Magdalena e de Santa Marta.

Novilho de leite assado lentamente em estacas ao redor do fogo, só com sal. É o prato dos Llanos Orientais e o mais reconhecido do Meta, servido com mandioca, banana-da-terra e batata.

Porquinho-da-índia temperado com sal, alho e cebola e assado inteiro na brasa, girando num espeto. Prato de festa nas famílias de Nariño, servido com batatas e molho de pimenta com amendoim.

Pequenas empanadas fritas de massa de milho, recheadas com pipián, um purê de batata colorada com amendoim torrado e achiote. Servidas com molho de amendoim, são o petisco mais associado a Popayán.

Cozido em leite de coco com peixe ou caracol, rabo de porco salgado, banana verde, mandioca, inhame, fruta-pão e dumplings. O ICBF o chama de prato tradicional das ilhas de San Andrés e Providencia.

Sopa espessa de milho branco descascado, grão-de-bico, carnes e vísceras de vaca, porco, abóbora e batatas, cozida por horas. É o prato mais ligado a Santander, comum no almoço de domingo.

Porco inteiro recheado com a própria carne temperada e ervilha amarela seca, assado por horas até a pele ficar crocante. É o prato de maior orgulho do Tolima, servido com insulso.