
Bojo
Bolo denso de mandioca ralada e coco, sem ovo e sem fermento, de miolo elástico e crosta crocante. Doce da tradição crioula do Suriname, comum em aniversários e festas.
Comida típica · Suriname
Pom, roti, saoto, heri heri, pindasoep e bojo: pratos e doces que contam a história do Suriname, com a origem, os ingredientes e o jeito de comer cada um.
Na foto: Catedral de São Pedro e Paulo, Paramaribo
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
A cozinha
A comida do Suriname reúne heranças de povos que chegaram ao país em momentos diferentes da história. Os povos indígenas já cultivavam a mandioca. Africanos escravizados nas plantações criaram a base da cozinha crioula. Depois da abolição da escravidão, em 1863, vieram trabalhadores contratados da Índia britânica, a partir de 1873, e de Java, a partir de 1890, além de imigrantes chineses. Holandeses e judeus portugueses também deixaram marcas na mesa.
Cada prato nasceu de uma dessas tradições e foi mudando com os ingredientes da terra. A pom, prato de forno feito com uma raiz local, a pomtajer, é o prato de festa mais conhecido. O roti chegou com os trabalhadores da Índia; a saoto, com os de Java. A heri heri lembra a comida das plantações e está ligada ao Keti Koti, o 1º de julho, data que marca a abolição da escravidão em 1863. Cada grupo trouxe suas receitas, mas hoje elas são feitas em casas de todas as origens.
Arroz, frango, mandioca, banana-da-terra, amendoim, coco e a pimenta madame jeanette aparecem em muitas receitas. Em Paramaribo, a capital, as cozinhas ficam lado a lado: há casas especializadas em roti, os warungs javaneses do bairro de Blauwgrond e as barracas de comida da Waterkant, à beira do rio Suriname.
Entre as bebidas, a cerveja Parbo é produzida em Paramaribo desde 1955, pela Surinaamse Brouwerij; como toda bebida alcoólica, aprecia-se com moderação. O dawet, uma bebida gelada de leite de coco, é comum nos warungs.
As especialidades aparecem aqui como cozinha de todo o Suriname, sem ligação com uma só cidade ou distrito. A página de cada uma conta a origem como as fontes a registram, os ingredientes e o jeito de comer.
6 sabores

Bolo denso de mandioca ralada e coco, sem ovo e sem fermento, de miolo elástico e crosta crocante. Doce da tradição crioula do Suriname, comum em aniversários e festas.

Prato com mandioca, batata-doce, banana-da-terra verde e madura, bacalhau salgado e ovo cozido. Nasceu da comida das plantações no tempo da escravidão e está ligado ao Keti Koti, o 1º de julho.

Sopa de amendoim com caldo de frango, servida com tomtom, bolinhas de banana-da-terra cozida e amassada. Tem raízes na cozinha da África Ocidental e faz parte da tradição crioula do Suriname.

Prato de forno feito com pomtajer, uma raiz da região, ralada e misturada com suco de cítrico, em camadas com frango refogado. É o prato de festa mais conhecido do Suriname e muitas vezes é chamado de prato nacional.

Pão chato e fino, de origem indiana, servido com frango ao curry, batata e kousenband, um feijão comprido. Chegou ao Suriname com os trabalhadores contratados da Índia britânica, a partir de 1873, e hoje é comido em todo o país.

Caldo claro de frango servido sobre arroz, com frango desfiado, broto de feijão, ovo cozido, aletria frita e batata frita em palitos finos. É a versão surinamesa da soto de Java, trazida pelos trabalhadores javaneses a partir de 1890.
Sugira um prato, doce ou bebida típica do Suriname que não está aqui. Conferimos as fontes antes de incluir.
Sabores dos países
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Tire suas dúvidas
A pom, prato de forno com pomtajer e frango, é muitas vezes chamada de prato nacional e é o prato de festa mais conhecido do país. Roti, saoto e outros pratos de origens diferentes também fazem parte do dia a dia em todo o Suriname.
Porque a população se formou com povos indígenas, africanos escravizados, trabalhadores contratados da Índia britânica e de Java, imigrantes chineses e europeus. Cada grupo trouxe receitas, que se adaptaram aos ingredientes do país e passaram a ser feitas em casas de todas as origens.
Keti Koti, em sranan tongo, quer dizer 'correntes quebradas'. O 1º de julho marca a abolição da escravidão no Suriname, em 1863, e é feriado nacional no país, com desfiles e festa nas ruas de Paramaribo. A heri heri é o prato ligado a essa data.