
Bojo
Bolo denso de mandioca ralada e coco, sem ovo e sem fermento, de miolo elástico e crosta crocante. Doce da tradição crioula do Suriname, comum em aniversários e festas.
Sabores · Suriname
Prato de forno feito com pomtajer, uma raiz da região, ralada e misturada com suco de cítrico, em camadas com frango refogado. É o prato de festa mais conhecido do Suriname e muitas vezes é chamado de prato nacional.
Prato típico do Suriname
Também chamado: broodje pom
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
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Pom — Suriname
A pom é um prato de forno em camadas. A base e a cobertura são de pomtajer ralada crua, a raiz da planta Xanthosoma sagittifolium, misturada com suco de cítrico e com um molho de óleo ou margarina, cebola, tomate, sal, pimenta e noz-moscada. No meio vão pedaços de frango refogado. A travessa vai ao forno até a superfície ficar dourada.
O nome vem da própria raiz, chamada no Suriname de pomtajer ou pongtaya, a 'tajer da pom'. Dos três ingredientes principais, frango, cítrico e pomtajer, só a raiz é nativa da região. Entre os surinameses, no país e na Holanda, a pom é o prato festivo mais conhecido.
A origem é contada de mais de um jeito. Na comunidade surinamesa, a pom é descrita ora como prato crioulo, ora como prato judeu. Uma versão corrente diz que proprietários judeus portugueses de plantações faziam um prato de forno com batata e que, como a batata não era cultivada no país e precisava ser importada, a pomtajer tomou o lugar dela. É uma hipótese, não uma origem comprovada. Uma descrição publicada aparece na Encyclopedie van Nederlandsch West-Indië, de 1914 a 1917, que já fala da raiz ralada com suco de laranja-amarga, assada com frango ou peixe.
Preparar pom era um acontecimento social. Antigamente, as famílias pagavam para assar a travessa no forno do bairro. Hoje o prato aparece em festas e reuniões, e existe também uma forma rápida, o broodje pom, a pom servida dentro de um pãozinho.
Em 2007, o Imagine IC, centro de patrimônio cultural de Amsterdã, dedicou uma exposição à pom, e o prato passou a ser estudado como patrimônio imaterial partilhado entre o Suriname e os surinameses que vivem fora do país.
Suriname
Prato de festa mais conhecido do país, muitas vezes chamado de prato nacional; as fontes o tratam como cozinha de todo o Suriname.
Pomtajer ralada crua, suco de cítrico (como laranja ou laranja-amarga), frango, cebola, tomate, óleo ou margarina, sal, pimenta e noz-moscada. Algumas receitas acrescentam carne curada e massa de tomate.
Cortada em pedaços, tirada da travessa. Também é servida dentro de um pãozinho, no broodje pom.
Prato de festa: aparece em comemorações e reuniões de família. O broodje pom é comido o ano todo, como lanche.
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De pomtajer, uma raiz da região, ralada crua e misturada com suco de cítrico, em camadas com frango refogado num molho de cebola e tomate. Tudo vai ao forno até dourar.
A pom é descrita como prato crioulo ou judeu. Uma versão corrente diz que nasceu de um prato de forno com batata, feito por judeus portugueses nas plantações, em que a pomtajer local substituiu a batata importada. Essa origem é uma hipótese. Uma descrição publicada aparece numa enciclopédia de 1914 a 1917.
É a pom servida dentro de um pãozinho, uma forma rápida de comer o prato, comum também entre os surinameses na Holanda.
Sabores do Suriname

Bolo denso de mandioca ralada e coco, sem ovo e sem fermento, de miolo elástico e crosta crocante. Doce da tradição crioula do Suriname, comum em aniversários e festas.

Prato com mandioca, batata-doce, banana-da-terra verde e madura, bacalhau salgado e ovo cozido. Nasceu da comida das plantações no tempo da escravidão e está ligado ao Keti Koti, o 1º de julho.

Sopa de amendoim com caldo de frango, servida com tomtom, bolinhas de banana-da-terra cozida e amassada. Tem raízes na cozinha da África Ocidental e faz parte da tradição crioula do Suriname.

Pão chato e fino, de origem indiana, servido com frango ao curry, batata e kousenband, um feijão comprido. Chegou ao Suriname com os trabalhadores contratados da Índia britânica, a partir de 1873, e hoje é comido em todo o país.

Caldo claro de frango servido sobre arroz, com frango desfiado, broto de feijão, ovo cozido, aletria frita e batata frita em palitos finos. É a versão surinamesa da soto de Java, trazida pelos trabalhadores javaneses a partir de 1890.